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O magnata e a faxineira ( Desejos proibidos ) romance Capítulo 40

Ele franziu a testa, com a expressão séria.

— Não vejo as coisas dessa forma. — ele disse, com a voz firme.

— E não quero te iludir, porque o agora é diferente do amanhã. Te convidei para passar sete dias comigo e sejamos sinceros. Você não veio disposta a estar submissa, de fato. Mas tudo bem, eu devia ter sido mais direto, sobre o que esperava de você.

Ela sorriu com deboche, com a ironia transbordando.

— Tudo bem. Algumas coisas não precisam ser ditas. Realmente, faltou comunicação nesse nosso acordo.

Eles seguiram para um píer onde uma lancha enorme e linda os aguardava. Peterson aproveitou para explicar a diferença entre lancha, iate e outras embarcações, enquanto Miranda subia, curiosa, observando cada detalhe. Três funcionários os aguardavam a bordo, e uma mesa estava arrumada para um jantar romântico.

O menu era tentador: churrasco feito na hora, porções de risoto cremoso, batatas fritas com queijo e uma salada de folhas frescas. Tudo muito bem elaborado, com um toque especial: uma tábua de frutas vermelhas em formato de coração. Peterson queria algo mais simples, que a deixasse confortável. Para beber, havia uma variedade de opções: caipirinha de cerveja, sucos, refrigerantes e bebidas destiladas.

Era final de tarde, e os dois se sentaram para comer, famintos, com a brisa suave do mar e o pôr do sol começando a tingir o horizonte. Peterson não percebeu, mas Miranda estava mais calada e pensativa durante o jantar. Eles assistiram ao pôr do sol, que pintou o céu com tons vibrantes, e comeram super bem. Quando a noite caiu, voltaram para o bangalô.

Enquanto se aproximavam, Miranda reclamou que estava com dor de cabeça e enjoada, por causa da maresia. Peterson se ofereceu para carregá-la nas costas, comentando que o sol demais fazia mal. Ela concordou, e ele a levou assim até a porta do bangalô. A luz estava acesa, mas não era clara, e sim em um tom amarelo suave.

Miranda estava tão distraída que não notou nada. Quando entrou na frente dele, seus olhos se arregalaram. No chão, corações feitos de pétalas vermelhas guiavam o caminho. Na cama, um grande coração de mais rosas se destacava, com três balões em formato de coração presos na cabeceira. O quarto todo estava imerso no aroma de chocolate com morangos. A banheira, então, era um espetáculo à parte: velas flutuantes, mais pétalas e um balde com gelo contendo uma garrafa de champanhe e duas taças. Na mesa, um banquete tentador: cerejas, abacaxi, morangos, uvas, chocolates e uma tábua de frios, tudo arrumado em formas de coração. O cenário romântico e meticulosamente preparado a deixou sem palavras.

Miranda sorriu espontaneamente, com os olhos brilhando.

— Não precisava de tudo isso. — ela murmurou, encantada.

Peterson se aproximou, abraçando-a por trás.

— Vai ser uma noite especial. — ele sussurrou em seu ouvido.

— Exatamente como você imaginou.

Ela o beijou sutilmente.

— Eu vou tomar um banho.

— Faça tudo como sempre quis. — ele respondeu sorrindo orgulhoso de si.

Miranda foi para o banheiro e fechou a porta. Demorou cerca de meia hora lá dentro. Quando saiu, estava vestida com a lingerie branca que havia comprado, uma calcinha pequena de renda e um sutiã transparente sem bojo. Estava sem maquiagem, com o rosto corado pelo sol e os cabelos soltos, cacheados e volumosos.

Ele estava terminando de arrumar a mesa, onde agora um fondue de chocolate e um balde com gelo e vinho se destacavam. Quando a olhou, sorriu espontaneamente, e seus olhares se cruzaram com o mesmo brilho. Miranda se aproximou, um pouco desconcertada.

— Nem nos meus melhores sonhos eu pensaria em tantos detalhes assim. — ela disse, com a voz suave.

Ele a beijou sutilmente.

— Então você estava sonhando baixo. Eu vou tomar banho e já volto.

Peterson foi para o banheiro, deixando-a sozinha no quarto. Músicas românticas tocavam suavemente, e a primeira melodia era de Rihanna, depois Lana del Rey, Pink. Miranda pegou uma taça de vinho e começou a comer as frutas, sentada na beirada da cama, sentindo-se uma mulher privilegiada. Peterson logo voltou, enrolado na toalha.

— Devo colocar roupa, cueca, ou você me imagina já sem? — ele perguntou.

Miranda começou a rir, esticando a mão na direção dele. Com os olhos brilhando com uma astúcia que ele não esperava.

— Preciso ver para decidir. — ela disse, com a voz decidida.

Ele se aproximou, parando em pé na frente dela. Com um gesto lento, Miranda puxou a toalha, revelando-o por inteiro. Ela o olhou de cima a baixo, com um sorriso malicioso se abrindo em seu rosto.

— Pode ficar exatamente desse jeito. — ela disse, com a voz quase um comando.

— É perfeito.

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