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O magnata e a faxineira ( Desejos proibidos ) romance Capítulo 45

Peterson foi em direção aos elevadores e viu Miranda encostada de lado, cabisbaixa, chorando e enxugando os olhos. A porta estava fechando, ele correu e apertou o botão várias vezes, desesperado. A porta abriu e o elevador ainda não tinha saído do lugar. Ela levantou o olhar e o viu lá parado a olhando. Miranda imediatamente mudou a postura, ficando séria e na defensiva.

— Eu não falei nada, elas que começaram a conversar comigo. — ela disse, com a voz embargada.

— Pode ficar tranquilo, ninguém nunca vai saber de nada por mim.

Ele não sabia exatamente como se expressar e apenas disse:

— Oi.

Miranda tentou fechar a porta, mas ele impediu, colocando a mão.

— Eu te procurei várias vezes. — ele disse.

Ela cruzou os braços, brava.

— Pra quê? Pra se divertir enquanto a sua esposa não ganha o bebê? Eu descobri tudo! Você é desprezível!

Ele sorriu, sentindo uma ansiedade crescer rapidamente dentro de si.

— Não vou discordar da parte do desprezível. Mas o resto, não. Se você puder sair daí, posso te contar a verdade. Eu não traí minha esposa grávida com você. Vem, libera o elevador.

Miranda permaneceu firme e fria.

— Não importa, só vamos seguir cada um com a sua vida. Não nos conhecemos, e nada aconteceu. Agora tira a mão daí.

Um segurança se aproximou, olhando os dois, com um sorriso contido. Pediu para liberarem o elevador. Peterson se aproximou e puxou Miranda sutilmente para fora, pedindo desculpas ao segurança. Miranda o olhou séria.

— O que você quer? — ela perguntou, com a voz cortante.

— Já vou avisando que não tenho interesse em proposta indecente nenhuma.

Ele a olhou nos olhos fixamente.

— Não consigo parar de pensar em você, Mimosa. — Peterson disse, com a voz mais suave do que o habitual.

— Tenho muitas coisas para te contar, talvez coisas que nunca disse a nenhuma outra mulher, mas estou disposto a te dizer, se você aceitar ouvir de peito aberto.

Ainda na defensiva, ela balançou a cabeça em negação.

— Não vamos chegar a lugar nenhum, Peterson. Eu estou tentando não remoer nada, nem me culpar ou me punir por ser ingênua. Você não pode me arrastar para nada disso.

— Olha só, você tem um mundo de oportunidades e pessoas, e eu não tenho. Pode estar pensando em mim porque, pela primeira vez, encontrou alguém que não se vendeu, cedendo aos seus caprichos.

— Nós dois sabemos que eu não tenho nada de especial. Volta lá para sua família e só... — Ela enxugou os olhos marejados.

— Me esquece.

Ele ficou emotivo, com a voz embargada.

— Isso não é verdade, Miranda, porque você é muito especial e única. Eu não consigo te esquecer, superar. Sinto falta de saber que posso te procurar, e preciso do seu calor para aquecer minha vida e derreter o gelo do meu coração.

Ela ficou quieta, olhando-o fixamente. Ele se aproximou, acariciando o rosto dela.

— Quer que eu grite? No meio do shopping? — Peterson perguntou.

— Posso dizer a todos, que quero você.

— Eu não sei como posso te dar o que você precisa em um relacionamento, mas vou dar um jeito. Depois de acordar confuso tantas manhãs, indo dormir com minhas emoções me enlouquecendo, eu já não tenho mais dúvidas.

— Sei que você me desafia e gosto disso. Eu sonho com você. Muito!

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