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O magnata e a faxineira ( Desejos proibidos ) romance Capítulo 53

Victor passou o resto da noite, consumido pela lembrança da mulher misteriosa. O gosto, o calor e o cheiro dela pareciam impregnados em sua memória. Quando, finalmente, os convidados foram embora ja era de manhã, ele foi tomar banho e se masturbou, pensando nela. Gozou deliciosamente, imaginando que estava transando com ela.

Ele se deitou e dormiu até o horário do almoço, mas levantou frustrado e levemente irritado com a festa. Lembrou-se da ex-noiva e das surpresas que ela fazia, o que o deixou ainda mais chateado. Ele não queria ver ou falar com ninguém.

Incomodado com a bagunça, pegou o celular e enviou uma mensagem para Rayra.

"Oi, pode vir hoje? A casa está destruída! Eu sei que é fim de semana e você não deve trabalhar. Mas eu pago um extra!"

Rayra estava almoçando quando a mensagem chegou. Ela sentiu um frio na barriga, a apreensão foi tomando conta de si. Digitou a resposta rapidamente.

"Oi, posso sim, tranquilo. Vou me arrumar e daqui uma hora, chego aí. Pode ser?"

A confirmação de Victor veio de imediato, acompanhada de uma transferência de vinte reais e o pedido para que ela fosse de Uber. O nervosismo a consumiu. Ela correu para o banheiro, com o coração batendo forte. "Será que ele me reconheceu?", a pergunta martelava em sua mente.

"E se ele me humilhar?"

Rayra lavou o cabelo, dedicando-se a deixá-lo super enrolado e volumoso, usando creme de pentear e gelatina de cachos. Fez uma maquiagem leve, bem diferente da que usou na noite anterior. Vestiu uma calça de moletom folgada na cor chumbo, uma camiseta larga de uniforme e tênis. Passou um perfume diferente, mais fresco e discreto.

Completamente tensa, ela pegou o Uber e, durante todo o trajeto, só conseguia pensar no sutiã que havia esquecido na casa de Victor, temendo que fosse a prova de que ele precisava para a desmascarar.

Victor estava deitado no sofá da sala quando o interfone tocou. Ele destrancou o portão e permaneceu na porta, mexendo no celular, sem olhar para a bagunça que se estendia por toda a casa. Rayra se aproximou, séria, com um sorriso sutil e apreensivo nos lábios.

— Oi. — ela disse, com a voz baixa.

Ele a olhou rapidamente.

— Oi. Desculpa te chamar. Mas eu não esperava tanta bagunça. — Ele fez um gesto vago com a mão.

— Olha tudo aí e depois me fala quanto vai cobrar.

Rayra concordou em silêncio. Ela foi caminhando pela casa, observando o caos, copos, embalagens de preservativos, balas, e até calcinhas espalhadas pelo chão. Mesmo nervosa, ela começou a rir ao encontrar, na cozinha, uma jarra com um pê.nis de borracha flutuando. Ela colocou a mochila no balcão da cozinha, com o rosto corado de vergonha.

Victor, ao vê-la, sorriu, sentou-se no balcão e observou a cena.

— Pode jogar fora. Todas as porcarias que achar por aí. Meus amigos não têm limites.

Rayra continuou de cabeça baixa, com o ombro tremendo levemente enquanto ela tentava conter o riso. O ar de constrangimento de antes havia se misturado com uma diversão secreta. Ela colocou o avental e as luvas e foi pegar os sacos de lixo na despensa.

Enquanto se virava, ouviu Victor falando ao celular, com a voz grave e cheia de frustração. Ele estava gravando um áudio:

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