Victor sorriu, ansioso. Eles saíram, e ele disse que não beberia, mas que ela podia, se quisesse. Contou como conheceu o meio liberal, falando sobre o assunto durante todo o trajeto. A festa era em uma casa em um condomínio luxuoso, em uma área rural. Havia carros de luxo e pessoas muito bem arrumadas. As mulheres, em sua maioria, tinham cabelos longos, roupas curtas e chamativas, com procedimentos estéticos no corpo e no rosto.
Victor estacionou e disse:
— A partir do momento em que eu colocar a coleira, você não vai dizer mais nada. Só vai falar comigo se eu falar com você. E não vai responder nada a ninguém.
Rayra começou a rir.
— Não confio em você, mas tudo bem. Pode colocar.
Ele riu, abrindo a coleira.
— E nem deveria. Cachorra!
Ele piscou e, com um sorriso safado, prendeu a coleira no pescoço dela e a beijou sutilmente na boca. Desceu do carro, abriu a porta para ela e, segurando-a pela coleira, disse:
— Você está muito linda. Eu duvido que algum homem não se perca olhando para você.
Eles entraram na festa, e alguém estava distribuindo máscaras. Victor pegou uma para ela, esperou-a colocar e a mandou ir andando na frente, de cabeça erguida. Os olhares se voltaram para eles. Além de bonita, Rayra tinha um jeito diferente das outras mulheres. E estar como submissa de alguém como Victor, atiçava a curiosidade de todos.
Já havia pessoas se beijando, duas mulheres chupando um homem quase no meio da festa, o DJ de sunga e a moça das bebidas com os seios à mostra. Victor pegou um drink e serviu Rayra. Começou a falar com conhecidos. Uma amiga dele perguntou se podia beijar a "submissa" dele. Rayra o olhou, séria. Ele riu.
— Você pode.
A moça se aproximou, beijou Rayra lentamente e chupou seus lábios. Ela percebeu que Rayra não gostou e começou a rir.
— Acho que ela não me curtiu.
Victor disse que era muito provável, e que ele a curtia. Beijou a moça por longos minutos que pareceram uma eternidade para Rayra, que ficou ao lado, assistindo.
Ele mal tomou fôlego, e outra moça se aproximou, abraçando-o e beijando-o ardentemente. Pegou em seu p.au, fazendo Rayra revirar os olhos, incomodada. Victor disse que, depois, podiam ir para o quarto.
Ele agiu naturalmente, fazendo uma pirraça imensa. Notou que Rayra ficou séria, a levou para o meio da sala e sentou.
— Quero que tire o vestido. Agora.
Nitidamente incomodada, ela o tirou lentamente. Ele a acariciou, admirando-a.
— É só um jogo, uma brincadeira. — ele disse.
Três homens se aproximaram. O que parecia mais velho, um grisalho sarado, a segurou pela nuca e disse em seu ouvido que ela era cheirosa. O outro, um moreno de meia-idade, parou ao lado dela, apertou os seios e os tirou para fora do sutiã.
Ela ficou parada, observando-os. O último a tocar, um neg.ro com um sorriso bonito, a olhou fixamente nos olhos. Ele a afastou sutilmente de Victor.
Ela estava em pé, os três homens também e Victor, sentado, assistindo. O último rapaz parou na frente dela, deu um puxão na coleira e a trouxe para perto. Rayra, instintivamente, o acariciou nos braços, que eram fortes e macios. Ele passou a boca na dela sutilmente, e ela o beijou, lentamente e cheia de provocação.
Ele era enorme, a puxou para perto de si, a tirou dos outros dois, a fez sentir sua ereção, enfiou a mão no meio do cabelo dela e a afastou de repente. Ela sorriu espontaneamente. O rapaz pegou a coleira e a guiou de volta para perto de Victor, que a colocou em seu colo e perguntou, curioso:
— Quer parar?
Rayra se aproximou, beijando o pescoço de Victor.

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