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O magnata e a faxineira ( Desejos proibidos ) romance Capítulo 68

Ele se aproximou e deu o chocolate a ela.

— Não, já jantei. Estava muito bom. — ele disse.

Ela pegou o chocolate e sorriu sutilmente.

— Eu já pensei muito e acho que não vou alcançar suas expectativas. Esse negócio da lactação é algo que eu não me sinto confortável. Eu pesquisei, vi relatos… E eu não gosto de pegar mulher também.

Rayra começou a ficar emotiva.

— Quando você me propôs isso, eu não pensei muito na quantidade de coisas que podiam rolar. Não sou puritana, sabe? Só, não… — Ela enxugou os olhos marejados.

Victor sentou na beirada da cama, se aproximou e a abraçou.

— Poxa, Ray, não é pra tanto.

Começou a beijar o pescoço dela, afetuoso.

— Desculpa se eu não soube te explicar, ou se te fiz pensar que precisava fazer o que não queria. Tem que ser legal para nós dois, se não, nem rola. A maioria não aceita esse lance da lactação mesmo.

Rayra começou a chorar, sentida, e se afastou, constrangida.

— Eu tenho meus motivos. Isso me leva a coisas que eu vivi, sabe?

Victor não fazia a menor ideia do que ela estava falando, mas sentiu a dor dela. Acariciou-a, afetuoso.

— Tudo bem, eu entendo. Ainda está cedo, vou tomar banho e volto aqui para a gente assistir a um filme. Se você quiser. Não precisa contar se não quiser.

Rayra sorriu, enxugando os olhos marejados.

— Eu quero, muito. Quer tomar um vinho?

Ele sorriu e a beijou sutilmente na boca.

— Quero. Já volto. Quer tomar banho comigo?

Ela sorriu e disse que não, que tinha acabado de tomar banho. Ele saiu e foi para o quarto, curioso para saber os motivos dela para estar tão nervosa, sendo que quase nada tinha acontecido ainda. Rayra foi para a cozinha, pegou o vinho e as taças, e voltou para o quarto. Escolheu um filme e ficou esperando, ansiosa, usando uma camisola simples e curta, só de calcinha por baixo.

Logo, Victor voltou, apenas de cueca, todo cheiroso, trazendo seu travesseiro. Entrou no quarto com um sorriso malicioso.

— Hum, já está bebendo sem mim. Você é uma péssima influência, hein.

Ele ajeitou o travesseiro quase no meio da cama e sentou, puxando-a para perto.

— Vai ficar bem pertinho de mim?

Ela o serviu, sentou-se entre suas pernas e o abraçou.

— Uhum. Pode ser este filme?

Ele a acolheu e disse que sim, começou a beijar seu pescoço e a acariciar seu braço.

— Você pelo menos gostou de ficar comigo?

Ela bebeu um gole grande de vinho e respondeu, ofegante:

— Sim. Eu só não sei se consigo ir tão além. Eu perdi um bebê de nove meses, e eu já tinha leite. Foi muito difícil secar. Passei semanas esgotando e doando para o banco de leite.

Rayra engoliu o choro, e Victor ficou totalmente desconcertado.

— Sinto muito. Se eu soubesse, jamais teria te proposto isso.

Ela disse que ele não tinha como saber, e que ela não contava a ninguém, porque era um assunto que a deixava muito mal. Ele ficou a acariciando, e começou a beijar o pescoço dela.

— Eu era louco para ser pai, pelo menos por um tempo. Adoro crianças, sinto muita falta dos meus sobrinhos. — ele disse.

Ele contou sobre a ex-namorada:

— Minha ex me traumatizou demais. Ela evitava engravidar escondido, fingia estar atrasada, fazia testes, e eu sempre na expectativa, contente. Ela dizia que ia até em especialistas, e eu, trouxa, acreditando.

— Fiz de tudo por ela, torrei minha herança com viagens, presentes, até carro, silicone, construí essa casa… Tudo por nada.

Rayra ouviu com atenção, e disse que engravidou de propósito porque era um sonho dela, e que isso estragou o relacionamento. Ela, às vezes, se perguntava se não foi a culpada de tudo o que aconteceu. Lamentou ter perdido tantos anos casada. Disse que entrou na faculdade duas vezes, mas quando terminou com o ex e quando voltou para ele, teve que sair.

— Tive que abandonar tudo… o futuro, os sonhos, me limitar até me perder de mim.

Ele a ouviu, com o coração partido, e perguntou, com a voz baixa e carinhosa:

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