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O magnata e a faxineira ( Desejos proibidos ) romance Capítulo 77

Na manhã seguinte, o celular de Rayra vibrou cedo. Era uma mensagem de Victor:

"Não vou almoçar em casa hoje. Você está bem? Precisa de alguma coisa?"

Ela encarou a tela por alguns segundos, com o coração apertado. A resposta saiu curta, quase automática:

"Estou bem. Não preciso de nada."

Por dentro, no entanto, a mente estava em conflito. Imaginava que ele estava com outra mulher, e a ideia lhe trazia uma mistura de mágoa e resignação. Acreditava que Victor queria distância, que no fundo estava apenas esperando que ela fosse embora de vez.

Os dias seguintes confirmaram sua impressão. Victor não voltou naquela noite, nem no dia seguinte. Passou dois dias na casa dele com a irmã, sem dar explicações além de mensagens vagas.

Quando finalmente entrou pela porta, no fim da tarde do terceiro dia, o clima entre eles parecia pesado. Ele largou as chaves na mesa, respirou fundo e, com a voz controlada, disse:

— Oi Ray, tudo bem?

Ela estava na sala, respondeu séria:

— Oi, tudo sim.

Ele se aproximou devagar sério:

— Eu estive pensando... acho melhor dar um tempo. Assim você fica mais à vontade aqui. O apartamento é pequeno, tem só uma cama... não quero que se sinta desconfortável.

Rayra o olhou, surpresa, quase ofendida. Endireitou-se no sofá e respondeu com firmeza, mas sem elevar o tom:

— Eu não preciso de você longe. Pelo contrário... eu me sinto à vontade quando está aqui, a casa é sua.

O silêncio que se seguiu foi denso. Victor a observava, tentando decifrar a sinceridade em suas palavras, enquanto Rayra mantinha o olhar firme, sem recuar. Pela primeira vez em muito tempo, ele parecia não ter medo de expor o que sentia.

Victor sorriu de leve, mas seu olhar ainda estava carregado de cansaço, mental.

— Eu acho melhor deixar você sozinha um pouco. Mas não precisa se preocupar com nada. Vou ao mercado, faço as compras, você não precisa pagar nada.

Ele foi até o quarto, pegou algumas roupas e as colocou dentro da mochila. Em seguida, abriu a geladeira, avaliando o que faltava, e completou:

— Vou no mercado e volto à noite. Depois da academia.

Rayra permaneceu no sofá, encolhida, com os pés puxados contra o corpo. O rosto sério, os olhos marejados. Engolia o choro, tentando se manter firme, mas o nó na garganta a traía.

Antes de sair, Victor voltou até ela. Sentou-se ao lado, pousou a mão em sua perna e perguntou com seriedade:

— Vai ficar bem sozinha? Só quero o seu bem. E acho que... ficar perto de mim, não está te fazendo bem.

Ela ergueu o rosto lentamente, encarando-o com olhos decepcionados.

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