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O magnata e a faxineira ( Desejos proibidos ) romance Capítulo 81

Victor tentou agir normal, mantendo o olhar fixo na tela da televisão. Rayra se deitou de costas, na frente dele, e ele a abraçou por trás, entrelaçando os dedos nos dela. O silêncio era confortável e pesado ao mesmo tempo. Victor apenas fazia carinho, passando a mão devagar pelo braço dela, como se quisesse prolongar aquele instante simples.

De repente, quebrou o silêncio com uma pergunta inesperada:

— Você não gostou... de trabalhar pra mim?

Rayra franziu a testa, surpresa, mas respondeu calmamente:

— Gostei, sim.

Victor insistiu, com a voz mais baixa, quase investigativa:

— Alguém falou alguma coisa? Alguma coisa que fez você mudar de ideia?

— Não... — ela suspirou.

— Eu só achei que seria melhor buscar outra oportunidade. Porque... nós dois fizemos muita bagunça.

Victor parou com as carícias. E a expressão ficou séria.

— É. Eu fiz. — admitiu, soltando-a do abraço e virando-se de barriga para cima.

Rayra se mexeu, virando de costas para a televisão, e colocou a cabeça no peito dele, olhando-o de forma curiosa.

— Alguém tem algo pra me falar, de você? — perguntou com um sorrisinho.

— Porque eu tô com a sensação de que você tá entalado com alguma coisa aí.

Ele se afastou sutilmente, levantou-se e sentou mais longe dela, evitando o olhar direto.

— Não... sei lá. É que você tá muito diferente. Eu... não entendo. Parece até que eu te joguei da escada.

Rayra arregalou os olhos, riu confusa e se sentou também.

— Poxa, como assim? Eu não estou bem, Victor, mas isso não quer dizer que eu esteja diferente.

Ela balançou a cabeça, tentando explicar:

— A gente mal se conhece. Você, com essa sua intensidade, vê coisas onde não tem. Eu não posso ser a Ray super pra cima, que topa tudo, faz tudo, o tempo todo.

As palavras dela ficaram no ar, e Victor a observava em silêncio, lutando contra a própria ansiedade. Ele se calou, esfregou o rosto com as duas mãos e suspirou, nitidamente frustrado.

— Você está certa. Amanhã eu vou viajar a trabalho. Passar uma semana, talvez um pouco mais fora. Vou deixar dinheiro pra você, as chaves também. — disse, olhando fixo para a televisão, sem coragem de encará-la.

Rayra se levantou séria, o observando.

— Você que está estranho.

Ele sorriu de leve, mas o sorriso era amargo, um disfarce. Engoliu todas as palavras que queria dizer e, em vez disso, esticou a mão, puxando-a sutilmente para perto. Abraçou-a pela cintura e encostou a cabeça em sua barriga.

— É, estou mesmo. Logo passa. Vou deitar já, estou cansado. — murmurou.

Ela acariciava os cabelos dele com delicadeza, mas logo o afastou sutilmente, com um sorriso provocador.

— E o nosso dengo, hein? — perguntou, inclinando-se.

Subiu no colo dele, sentando-se de frente. O olhar ganhou um brilho travesso.

— Vai desistir só porque não vai ter s exo? Hein, seu safado? — provocou, beijando o pescoço dele com lentidão.

Victor a segurou firme pelo quadril, apertando com intensidade.

— Eu não desisto de nada. Mas acho que você não está afim. E, olha... isso é uma parada que eu não gosto, ter que ficar atrás, insistindo.

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