Rayra manteve o olhar preso no de Victor, como se quisesse arrancar dele uma confissão muda. Não havia mais sorrisos de provocação, apenas a intensidade de quem sabia exatamente o peso daquele momento. Ela se ajeitou no colo dele, com os corpos colados, o calor da pele trocado em um arrepio, uma conexão que os dois sentiram ao mesmo tempo.
Victor respirava fundo, como se lutasse para manter o controle. Acariciava as costas dela devagar, passando pelas curvas, pelas linhas suaves do quadril, até segurar firme, trazendo-a ainda mais perto.
— Você não sabe o quanto eu preciso disso... — murmurou, com a boca quase colada ao ouvido dela.
— Você é muito gostosa Ray.
Rayra fechou os olhos por um instante, sentindo seu corpo reagir ao toque dele, o arrepio percorrer-lhe a cada pedacinho. Suas mãos percorriam os ombros dele, descendo pelos braços fortes, até entrelaçar os dedos atrás da nuca.
Aproximou-se e o beijou de novo, um beijo mais intenso, mais molhado, onde cada movimento de língua era lento e profundo, como se quisessem se provar.
Ele a recebeu com um ge mido baixo, quase um suspiro preso na garganta. Segurou seu rosto entre as mãos, afastando apenas para olhá-la.
— Vai devagar aí. — disse firme, encarando-a com seriedade.
— Você está acabando comigo.
Rayra apenas assentiu sorrindo, com os olhos semicerrados, deixando-se guiar pelas carícias dele. Victor percorreu com os lábios o contorno do rosto dela, o queixo, o pescoço, descendo até a clavícula. Cada beijo era demorado, carregado de intenção, como se ele quisesse marcar ali sua devoção.
Ela se arqueou um pouco, oferecendo-se mais. Os dedos dele deslizavam pela lateral de seu corpo, ora firmes, ora suaves, alternando pressão e ternura. O contraste a fazia estremecer.
Rayra retribuiu passando as unhas levemente pelas costas dele, descendo devagar até a cintura. Aproximou o rosto do dele outra vez e sussurrou, com um sorriso leve:
— Você não precisa se segurar. Só go zar pra mim.
Victor a olhou nos olhos, a apertou fazendo parar de se mover em cima dele, e respondeu depois de suspirar quase goz ando:
— É tudo que eu quero.
Deitaram-se devagar no sofá, os corpos se ajustando ao espaço pequeno. Ela de costas, ele por cima, apoiando-se nos braços para não pesar sobre ela. Os beijos continuavam lentos, exploratórios, cada vez mais profundos. A respiração dos dois se misturava, quente, pesada, carregada de expectativa.
As mãos dele passeavam sem pressa, explorando, respeitando, como se estivessem descobrindo uma nova linguagem juntos. Ela, mesmo ansiosa, retribuía, guiando-o com leves toques, mostrando onde queria ser beijada, tocada, o que a fazia estremecer.
Não havia pressa, nem pressões. O tempo parecia suspenso, apenas dois corpos e duas almas tentando se encontrar no meio de tantas feridas, traumas.
Os movimentos foram se intensificando naturalmente, como se um corpo buscasse o outro em perfeita sintonia. O ritmo era lento, mas carregado de entrega. Victor a olhava nos olhos o tempo todo, como se quisesse gravar aquele instante na memória. O calor, os beijos, o toque cuidadoso, tudo os conduzia a um ponto em que não havia mais volta.
Quando ele alcançou o êxtase, foi como se todo o peso que carregava tivesse se dissolvido ali, no abraço dela. Victor respirava fundo, colado a Rayra, beijando-lhe os lábios com fome e ternura ao mesmo tempo, como se não quisesse soltar nunca mais. Ela, ainda envolvida, retribuía cada beijo, cada carícia, deixando-o sentir que naquele momento ele não estava sozinho. Ele viu como um recomeço e ela, como um término.
Depois, levantaram-se devagar, com as pernas trêmulas, e seguiram para o banheiro. Entraram abraçados. O chuveiro quente caía sobre os dois enquanto se beijavam novamente, trocando carícias suaves, como se o banho fosse uma extensão da intim idade recém-compartilhada. Entre um beijo e outro, Victor falou em voz baixa, com seriedade:

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