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O magnata e a faxineira ( Desejos proibidos ) romance Capítulo 85

Ela foi do jeito que estava vestida, ficou muito ansiosa por sair em público. No carro, Dan não disfarçava a satisfação de tê-la ao lado. O rádio tocava baixo, e entre uma música e outra, ele se inclinava para roubar um beijo, como se estivesse acostumado a estar de casal com ela.

No barzinho, o clima era descontraído, estava tocando pagode. Assim que entraram, Dan colocou a mão na cintura dela e, sem pensar muito, a beijou de forma natural, como se fossem um casal consolidado. Rayra sentiu um frio na barriga, não pelo gesto em si, mas pela leveza que aquilo carregava. Não havia peso, não havia cobranças, apenas espontaneidade.

Logo encontraram alguns amigos de Dan, que já estavam em uma mesa no canto. Ele a apresentou com entusiasmo:

— Galera, essa é a Ray. Minha gata.

Os amigos sorriram, cumprimentando-a com simpatia. Um deles fez piada:

— Até que enfim o Dan apresentou alguém, hein! A gente pensou que ele só vivia pra academia.

Todos riram, inclusive Rayra, que se sentiu bem-vinda. Durante a noite, ela foi se soltando. Entre petiscos, cerveja e o vinho que Dan insistiu em pedir, a conversa fluiu, ela conversou muito com uma das moças. Dan, sempre atento, mantinha a mão entrelaçada à dela ou a abraçava pelos ombros, marcando território, sem esconder que estavam juntos.

Rayra, pela primeira vez em muito tempo, sentiu-se leve. Ria alto, trocava beijos demorados com Dan, recebia olhares curiosos e até algumas brincadeiras dos amigos dele, mas nada a deixava desconfortável. Ao contrário, havia uma sensação de liberdade que contrastava diretamente com a intensidade sufocante de Victor.

Enquanto ela dançava perto da mesa, Rayra pensou: “Talvez seja disso que eu preciso. Alguém que me faça rir, que me deixe respirar.”

A noite no barzinho passou voando. Entre risadas, música e beijos roubados, Rayra sentiu-se parte de algo novo, simples e sem amarras. Quando Dan a levou até em casa, já era tarde, a rua estava tranquila. Ele estacionou o carro em frente ao prédio e segurou a mão dela antes de se despedirem.

— Eu gostei muito de hoje. — disse ele, com um sorriso sincero.

— Você fez a noite valer a pena. Dançando.

Rayra sorriu de volta, e antes que pudesse responder, ele a puxou para um beijo demorado. Não havia pressa, apenas a vontade de prolongar aquele instante e ir para os finalmentes. Ela saiu do carro com o coração aquecido, mas também com um peso escondido no fundo do peito.

Entrou no apartamento em silêncio. Tirou os sapatos na porta e foi direto para o quarto, onde se jogou na cama ainda vestida. Ficou alguns minutos olhando para o teto, pensando em como tudo parecia fácil com Dan. Ele era leve, divertido, atencioso, carinhoso. Não havia segredos, não havia máscaras.

Mas a lembrança de Victor insistia em voltar. A mentira da viagem, os silêncios, os olhares intensos que ela conhecia bem. Rayra apertou o travesseiro contra o peito, sentindo a mágoa ferver.

“Ele podia ter confiado em mim. Podia ter falado a verdade. Mas preferiu se esconder.”

Antes de dormir fechou os olhos, tentando afastar aquela dor. O contraste era claro, com Dan, sentia-se livre; com Victor, sufocada e presa em um emaranhado de sentimentos que não sabia nomear.

Naquela noite, adormeceu com a mente dividida, entre a leveza de um começo promissor e a sombra de um laço que, por mais que tentasse, ainda não conseguia romper.

Na manhã seguinte, Victor acordou cedo, mas não conseguiu se concentrar em nada. Pegou o celular ainda deitado, rolando a tela sem intenção. Foi quando viu, fotos da noite anterior no barzinho.

Na primeira, Dan sorria de copo na mão, abraçado em Rayra. Na segunda, estavam de mãos dadas com os amigos em volta. Em outra, o beijo deles havia sido registrado no fundo da mesa, mesmo que de forma discreta.

O coração de Victor disparou. Sentou-se na beira da cama, respirando fundo, com a mandíbula travada. Cada foto parecia um ataque direto a ele.

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