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O magnata e a faxineira ( Desejos proibidos ) romance Capítulo 86

Rayra ainda estava parada na frente do portão quando a porta da casa se abriu de repente. A irmã de Victor apareceu correndo, de pijama, com o cabelo solto e um pouco bagunçado, como se tivesse acabado de sair da cama. Apesar do ar desleixado, era impossível não notar sua beleza, pele bem cuidada, cílios alongados, boca delineada com preenchimento, silicone aparente. O rosto trazia os traços de quem investia em procedimentos estéticos, mas ainda assim mantinha um frescor jovem.

— Oi, entra! — disse a irmã, abrindo a porta e gesticulando com energia.

Rayra hesitou por um segundo, mas acabou entrando, sendo recebida na sala ampla e iluminada, cheia de brinquedos espalhados.

— O que aconteceu? — a irmã perguntou direto, franzindo a testa.

Rayra respirou fundo, segurando firme as chaves na mão.

— Eu só vim devolver a chave do apartamento, dele.

Dania a olhou surpresa, cruzando os braços.

— Mas por quê? Ele disse que você ia ficar lá por um tempo. Vocês brigaram?

Rayra balançou a cabeça.

— Não... não houve briga. Ele não está em casa? Saiu?

A irmã suspirou, ajeitando o cabelo atrás da orelha.

— Ele deu uma saída. Foi levar meu filho na casa do pai. Mas daqui a pouco deve estar voltando.

Fez uma pausa, observando Rayra com atenção.

— Eu não estou entendendo. Eu vejo que tem alguma coisa acontecendo, mas o meu irmão não quer falar nada. E eu tô ficando preocupada.

Sentou-se no sofá e fez sinal para Rayra acompanhá-la.

— Você deve saber que ele tem uns probleminhas ultimamente, desde que se separou... — disse num tom mais baixo.

— Ele ficou muito deprimido. Passando com psicólogo, psiquiatra.

— E eu quero ajudar. Eu tava longe, mas vim mais por causa dele. E claro, também por causa do meu ex, pra ficar perto das crianças.

Olhou Rayra nos olhos, com uma expressão quase suplicante.

— Eu quero ajudar o Victor. Só que eu não sei como, porque eu não sei o que está acontecendo com ele. Ele não fala comigo. Então... talvez você possa me ajudar.

— Já que me parecem, muito próximos.

Rayra sentiu um aperto no peito. Aquelas palavras mexeram com algo dentro dela.

Ela respirou fundo e tentou manter a voz calma, mas o nervosismo transparecia.

— Eu também não sei o que está acontecendo… — disse, olhando para a irmã de Victor.

— Ele estava viajando a trabalho, não estava?

A irmã de Victor, que até então falava com naturalidade, desviou o olhar para o chão, mexendo nas unhas, como se procurasse uma resposta.

— Ah… é melhor você conversar com ele. — murmurou, tentando disfarçar.

— Espera um pouquinho, daqui a pouco ele chega e vocês conversam.

Fez uma pausa e, com um tom quase curioso, perguntou:

— Você não quer mais ficar com ele?

Rayra arregalou os olhos, surpresa.

— Mas eu não estou com ele. A gente nunca teve nada.

A irmã franziu a testa, inclinando levemente a cabeça.

— Como assim nada? Não, alguma coisa teve, eu sei que teve… não teve?

Rayra respirou fundo de novo, mais séria.

— É… alguma coisa teve, mas foi uma coisa de momento, nada demais. Eu acho que você deve estar me confundindo. Porque eu e o Victor… não.

— Não? — a irmã insistiu, ainda desconfiada.

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