Ela se aproximou para pegar a bolsa, ele a puxou pelo braço sutilmente, mas firme:
— Você tá linda…brava. — ele disse baixo, enquanto a puxava pela cintura devagar, como se temesse que ela fugisse de novo.
Ela cruzou os braços, o evitando.
— Não começa. Você foi muito babaca comigo.
Ele a puxou para mais perto, a beijando nos braços, barriga.
— Eu sei. Me desculpa. Tenta me entender, eu tomo remédios, até me adaptar, é fo.da.
O olhar dele estava faminto, mas havia algo a mais ali, saudade, desejo e aquela pontinha de esperança, carência, que ela reconhecia bem.
— Eu tô com saudade de você. De verdade. Não só do que a gente faz na cama… — A voz dele saiu firme.
— Tô querendo tentar, gata. Ver se ainda tem chance pra gente.
Ela desviou o rosto, fingindo que não sentiu nada. Mas sentiu. O coração deu uma virada dentro do peito, aquela virada perigosa que precede o “talvez”.
— Victor… Não é tão simples assim. — murmurou, evitando encarar os olhos dele, enquanto ele a acariciava por cima da roupa, cada vez mais.
Ele não respondeu. Só a puxou mais perto, a colocou sentada em seu colo, de frente, colando os corpos, falou com a boca quase encostando na dela.
— Sentiu minha falta? Em?
Ela podia sentir a respiração quente dele, o cheiro que conhecia tão bem. Maldito perfume amadeirado. Maldito toque gentil, mesmo com os dedos fortes que apertavam sua cintura com firmeza.
— Tô com saudades, gostosa. — ele sussurrou, com os lábios encostando de leve na curva do maxilar dela.
— Me deixa te mostrar.
Ela podia dizer “não”. Podia se afastar, podia virar as costas e sair dali. Mas não virou. Não conseguiu.
Victor a puxou mais, para senti-lo excit.ado. Ela se moveu instintivamente, o provocando mais. Ainda que com resistência na voz, o corpo já reconhecia, a enorme tensão gostosa.
— Victor. Eu tô vivendo outra coisa agora… algo diferente do que a gente teve. — Ela disse.
— Mas ainda sente vontade? — ele perguntou, com os dedos deslizando pela coxa nua dela, subindo devagar, por baixo do vestido.
Ela hesitou. Mordeu o lábio. Sabia que devia ir embora. Mas também sabia que estava molhada só com o toque da voz dele.
— Eu… sinto. Mas não posso.
Ele sorriu de canto. Aquele sorriso saffado que sempre fazia as pernas dela ficarem fracas.
— Então esquece, só por um segundo. — disse ele, antes de afundar o rosto no pescoço dela e começar a beijar devagar, quente, molhado.
Ela gem eu baixo, jogando a cabeça pra trás, deixando ele explorar o pescoço como bem entendesse. O vestido desceu com facilidade, enquanto ele beijava seu decote. Em segundos, o sutiã foi desabotoado, e a boca de Victor já estava nos s eios dela, lambendo, chupando, provocando até arrancar suspiros involuntários.
— Isso… não… — ela tentou protestar entre gem idos.

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