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O magnata e a faxineira ( Desejos proibidos ) romance Capítulo 89

Ela se moveu com mais voracidade, como se tentasse esmagar a confusão interna contra o corpo dele. As lágrimas que ela segurava vieram disfarçadas de suor, com gem idos altos. O prazer era um grito desesperado da alma. Ele a segurava pela cintura, com o desejo virando adoração, e se movia em um ritmo que a levava ao limite.

Ele inverteu a posição sem nem sair de dentro. O quarto girou, a intensidade aumentou, agarrado a ela, ele começou a meter vigorosamente, até que o desejo compartilhado, explodiu em um fogo líquido que os consumiu por inteiro, em sintonia, ela alcançou o êxtase gem endo o nome dele.

Victor, com um último ge mido, a seguiu, apertando-a contra si como se ela fosse a única âncora no mundo, capaz de mantê-lo no rumo certo.

Ficaram ali, longos minutos, apenas ouvindo a respiração um do outro. O silêncio era tão pesado quanto a confissão que pairava no ar.

Victor beijou o ombro dela, com a voz grave e baixa apreensiva.

— Você ouviu o que eu disse, Ray?

O corpo dela estava mole, o coração batendo rápido demais, mas a mente, traiçoeira, já voltava à realidade.

— Ouvi, Victor. — A voz dela era um sussurro rouco.

— Mas você sabe que a gente não pode. Isso é loucura, sua.

Ele a afastou um pouco, com o rosto sério. Os olhos, ainda quentes de desejjo, mostravam a dor da rejeição iminente.

— Por que não? Acabamos de provar que é exatamente o que a gente deve fazer.

Ela se sentou, procurando a calcinha.

— Não é só sobre a cama. É sobre o que você diz, o que você faz... o que eu preciso. — Ela respirou fundo, lembrando-se da personalidade dele, das conversas vazias e, principalmente, de Danton.

— As coisas não são mais como antes, quando nos conhecemos. Eu estou tentando algo diferente, mais real.

— Você está tentando fugir do que sente por mim. Isso é o que você está fazendo. — Ele a acusou, cheio de frustração em sua voz.

Ela o encarou, com a voz embargada pela mágoa e pela frustração da situação:

— Você me humilhou, Victor. Você me fez sentir que eu não era nada. Você achou que eu ia aceitar a sua putariazinha e agora, me iludir com sua confissão? Você é patético!

— Seu único interesse em mim. É me convencer, a estar disponível.

Ela foi tomar banho, o banheiro ficou embaçado com o vapor da água quente. Rayra tomou banho em silêncio, sem pressa, lavando o corpo como se tentasse apagar o que havia acabado de acontecer. Mas não dava. A pele ainda queimava sob os toques de Victor. Os lábios ainda sentiam o gosto dos beijos. O corpo inteiro carregava a memória dele.

Ela se enxugou, voltou para o quarto com as roupas nas mãos. Victor estava deitado de lado, a observando em silêncio, com os olhos céticos e um nó na garganta. Ele se levantou e foi para o banheiro.

— Me desculpa. Eu... não sei como lidar com você. Eu só sei que eu gosto de estar com você. E que não queria te fazer, se sentir assim.

Ela se sentou na cama, chateada.

— Isso. Não devia ter acontecido. — disse, com a voz embargada, sem olhar para ele.

Ele foi tomar banho, pensativo, confuso.

Ela se vestiu, com pressa, os movimentos eram rápidos, firmes. Como se quisesse se armar contra qualquer sentimento. Ele logo voltou, enrolado na toalha.

— Ray... — Falou confuso, a acariciando no cabelo.

— Não, Victor. — Ela o interrompeu e afastou sutilmente.

— Isso não era pra ter acontecido. E ninguém pode saber. Ninguém. Isso não é o que eu quero pra mim.

— Mas por quê? Tá namorando? Até parece. — ele perguntou com desdém.

Ela foi saindo do quarto, irritada com tudo.

— Porque você tá confuso. Porque você não sabe o que sente. E eu também não tô aqui pra ser o erro de ninguém. Você... — ela respirou fundo, buscando as palavras.

— Você tem esse jeito de confundir tudo, e agora tá querendo bagunçar a minha vida também.

— Estou em outra e gostando, muito.

Victor tentou se aproximar, mas ela levantou a mão.

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