Miranda baixou o olhar, com o rosto assumindo uma expressão de cansaço e melancolia.
— Eu estou fedendo, suada — murmurou, a voz quase inaudível. — E não tenho a intenção de repetir o que fizemos. Eu me senti muito mal na época, e agora... agora eu tenho um emprego bom que não posso arriscar perder. Não quero parecer ingrata, mal agradecida.
Peterson ouviu as palavras de Miranda em silêncio, a seriedade dela parecendo dissipar qualquer resquício de sorriso em seu rosto. Quando ela terminou, ele não a pressionou diretamente sobre o passado. Em vez disso, seu tom de voz mudou, tornando-se mais persuasivo, quase magnético.
— Eu entendo sua preocupação, Miranda. De verdade. Mas o que eu tenho em mente agora é algo completamente diferente. — Ele fez uma pausa, com o olhar fixo nela, um brilho de curiosidade em seus olhos escuros. — Eu queria fazer uma coisa... um teste. Algo novo, destoante do que já aconteceu. Algo que nem você nem eu imaginamos antes. Sou um homem criativo, demais.
Miranda balançou a cabeça, o medo e a cautela superando a curiosidade.
— Não, Peterson. Eu não quero. Eu não quero me colocar em mais problemas. — A voz dela, embora cansada, carregava um tom de firmeza.
Ela olhou pela janela, tentando identificar onde estavam, mas a paisagem noturna era apenas um borrão de luzes e sombras desconhecidas.
Peterson sorriu, um sorriso enigmático que não alcançava seus olhos. Ele não a olhou, mantendo o foco na estrada.
— Chegamos. — O carro entrou em uma mansão. — Tenho certeza que não vai se arrepender, Miranda. Você me parece fácil de agradar.
Miranda soltou uma risada nervosa, quase um pigarro.
— É, eu realmente me contento com pouco. — A frase soou mais como uma tentativa de autoafirmação do que qualquer outra coisa, um eco da sua realidade.
Peterson não respondeu imediatamente. O Porsche parou em frente à casa, as luzes se acenderam sozinhas, revelando um hall elegante e iluminado.
— Chegamos à minha casa — ele disse, com uma calma perturbadora. Virou-se para ela, com os olhos escuros fixos nos dela. — Eu vou dar um banho em você. Antes de fazer o jantar. Não será nada demais!

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