Ele a beijou afetuoso e sorriu, reconhecendo que era hora de afastar as preocupações.
— Eu disse que ia cuidar de você, gata. Relaxa aí. — disse Dan, gentilmente a deixando sentada no sofá.
— Vou pegar o vinho e uns petiscos que compramos. Coloca uma música aí.
Ele se dirigiu à cozinha, mas Rayra não conseguiu ficar parada. O gesto dele era tão atencioso que a fez querer participar. Ela o seguiu, rindo da situação, o olhando com dificuldade de abrir o salame, o lutador musculoso e forte pronto para servi-la como um garçom particular.
— Que isso, chef? Deixa que eu te ajudo. Não vou te deixar com todo o trabalho.
— Eu amo, montar tábua de aperitivos.
Eles ficaram juntos na bancada, a colaboração natural reforçando a intimidade deles. Rayra montou uma tábua de petiscos improvisada com arte, arrumou os pedaços de queijo, fatias de salame e azeitonas, enquanto Dan abria o vinho tinto e pegava duas taças.
A música que ela colocou, parecia a trilha sonora perfeita. Com a tábua pronta e a primeira taça de vinho na mão, Rayra sentiu o corpo relaxar. A urgência de resolver o drama havia sido substituída pelo prazer do momento.
— E agora? O que a gente faz com essa obra de arte? — perguntou Rayra, olhando para a tábua.
Dan sorriu, com os olhos brilhando com desejjo e cumplicidade.
— Não vamos fica na sala. Acredito que temos o lugar perfeito para degustar isso.
Ele olhou sugestivamente para a porta de vidro que dava para a área externa.
— Que tal estrear aquela banheira?
Dan pegou a tábua de petiscos e as taças, e sorriu com a aprovação otimista de Rayra.
— Ótima ideia. Vou me trocar. — Ela disse saindo da cozinha.
Ele foi para a área externa, diretamente para a jacuzzi. Com a destreza de quem queria proporcionar o máximo de conforto, ele verificou a temperatura da água, garantindo que estivesse quente e convidativa. Ligou os jatos de hidromassagem, observando a água borbulhar e soltar uma névoa suave no ar fresco do campo.
Enquanto ele preparava o cenário romântico, Rayra foi para o quarto. Ela abriu a mala e pegou um biquíni simples, pink. Ao se olhar no espelho, percebeu a mistura de emoções, havia o nervosismo da primeira intim idade profunda com Dan e um alívio que aquecia seu corpo, sabendo que a verdade sobre Victor estava fora. O biquíni minúsculo era a armadura para um novo passo.
Ele entrou, foi tomar banho antes, ela saiu usando um roupão. Ao vê-la de biquíni, em pé na varanda, o olhar dele se acendeu com desejjo, ele começou a rir malicioso.
— Perfeito. Agora é só aproveitar.
Ele pegou a mão dela e a conduziu para a jacuzzi borbulhante, sob a luz discreta do chalé e o céu estrelado. O refúgio rústico estava pronto para selar o grande começo.
Ela prendeu o cabelo em um coque alto e ajeitou o biquíni, que mal cobria o corpo. Sentia a pele formigar com a antecipação.
Dan vestia apenas uma sunga preta justa, que emoldurava o corpo de lutador. Seus músculos, torneados pelos treinos, eram visíveis, mas o que se destacava era sua tora, no meio das pernas.
Eles finalizaram os preparativos. Tiraram uma foto rápida dos petiscos na borda e do cenário romântico. Dan postou a imagem, mas manteve a discrição, não marcou o @ dela.
— Certo. Ninguém precisa saber que você está me sequestrando. — Rayra brincou.
— E nem que meu foco principal não são esses petiscos. — Dan respondeu, com um sorriso malicioso.

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