Rayra se sentou na cama, com o rosto queimando com a acusação.
— Do que você está falando? — Sua voz tremeu, carregada de mágoa.
— Por que eu mentiria sobre algo tão sério e importante? Eu me abri com você, Dan. Eu te contei sobre o Victor e o meu ex porque confiei em você!
Ela tentou restabelecer a paz, mas a mágoa era maior.
— Esquece o Victor.
Em um movimento brusco de frustração, Rayra se levantou da cama.
— Perdi o tesão. Se for para manter o Victor no nosso meio, da próxima vez chama ele e faz um ménage.
Dan se sentou, rindo com deboche e cinismo.
— Já fiz. — Ele deu de ombros, as palavras afiadas cheias de deboche.
— Deve ser o que você está querendo. Ray, volta aqui, para de bobeira.
Rayra o ignorou, foi caminhando apressadamente para o banheiro. O som do chuveiro começou a correr. A urgência de criar uma barreira física a fez vestir a calcinha antes de voltar para a cama. Ela se deitou de lado, virada de costas para ele, buscando o refúgio do sono.
Dan, por sua vez, continuou bebendo, alheio ou indiferente ao incomodo dela. Foi tomar banho, ficou ouvindo música alta e cantarolando, à vontade, como se a discussão fosse apenas um aborrecimento superficial.
Quando voltou, enrolado apenas na toalha, ele se aproximou da cama. O vinho havia soltado sua língua para a crueldade. Sentou-se perto dela, inclinando-se com deboche e vulgaridade.
— E aí, cadê o meu chá de bu ceta? Falaram que você encharca a cama, que chora no p au. — Ele riu, totalmente sem noção.
— Não curtiu dar para mim?
Rayra estava deitada de bruços, com os olhos fechados com força. Ela respondeu, com a voz séria e cortante, estabelecendo um limite final:
— Dan, já chega. Você está chato, passando dos limites.
Ele ignorou. Deitou-se em cima dela, com o peso do corpo a pressionando contra o colchão. Começou a beijar suas costas e pescoço,envolvido com o cheiro dela misturando-se ao hálito de vinho.
— Você me deixou chato. Semanas pra liberar e agora, fica assim. O que eu deveria pensar?
Enfiou a mão por baixo do corpo dela, forçando a entrada entre as pernas e começando a mast urbá-la, deitado por trás. Era uma violação, uma tentativa de forçar a submissão e o prazer. O controle dele havia se transformado em algo ruim.
Rayra continuou de bruços, com o corpo rígido. Sua voz era baixa, mas firme.
— Você deveria repensar suas falas e atitudes. Só isso.

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