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O primeiro beijo do Ryke romance Capítulo 19

O carro andou por mais alguns minutos, que para Scarlett, pareceram uma eternidade. Ela agora tinha certeza de que estavam fora da cidade. Seria difícil para a polícia rastrear seu paradeiro, quando finalmente soubessem de seu desaparecimento. Como esperado, ela teria que ser sua própria heroína, se quisesse sobreviver na floresta.

O carro parou abruptamente, após muitas voltas e curvas em colinas rochosas, e a jovem não sentia-se muito bem, tinha um caso grave de enjôo e estar naquele carro realmente a fez querer vomitar.

Então, o homem ao lado dela moveu-se para abrir a porta. O motorista que ela sabia que se chamava Stan perguntou se ainda estava inconsciente e o outro respondeu que sim.

"Talvez eu tenha batido nela com muita força com o cotovelo." Ele soltou uma risada estúpida.

"Você não matou ela, né?"

"Ah não, ela ainda tá respirando. Vamo logo tirar ela daqui."

Scarlett foi arrastada para fora do carro e jogada sobre o ombro de Stan, como se não passasse de um saco de batatas. Ela quase o acertou, ao sentir a mão dele em sua bunda, mas sabia que era melhor esperar por uma oportunidade melhor.

Ouviu uma porta sendo destrancada e entrarem em um lugar que cheirava a poeira, madeira e álcool. Os homens caminharam um pouco mais, antes de outra porta se abrir e o corpo dela ser colocado descuidadamente em uma cama velha que tinha um cheiro tão noj*nto quanto todo o resto ali.

Não lhe deram nem um instante de descanso. Assim que foi jogada na cama, Scarlett sentiu um dos homens se inclinar sobre ela e começar a sentir seus seios, sob o top preto. Eles não iriam desamarrá-la antes de violá-la, pelo menos?

"O que tá fazendo, Stan?" O outro cara perguntou.

"Que foi? Achei que a gente ia se divertir um pouco."

"Sim, mas foi minha ideia, não foi? Eu vou primeiro."

"A gente não vai fazer ao mesmo tempo?"

"Claro que não, de jeito nenhum! Eu não tô interessado em ver teu p*u pequeno, tá bom? Dá o fora daqui e, quando eu terminar, aí é sua vez."

"Você é um idiota, mesmo."

Scarlett suspirou o mais discretamente que pôde, quando Stan finalmente afastou-se dela e saiu do quarto, com passos pesados. No entanto, sabia que o pior ainda estava por vir. Mesmo que não pudesse vê-lo, conseguia perceber que o parceiro dele era mais implacável e estava determinado a torturá-la.

Como se aquilo confirmasse o que achava, ela conseguiu ouvir a risada maligna dele, enquanto aproximava-se da cama. Então, a cutucou no lado, ainda verificando se estava realmente inconsciente. Satisfeito, começou a passar a mão pesada sobre suas coxas. A jovem realmente havia se arrependido de usar saia, e manteve as pernas fechadas e coladas uma na outra.

"Vai ver o que vou fazer com você..." Ele disse: "M*ldita patricinha... Com certeza acha que é melhor do que todo mundo... É por isso que querem te matar..."

Scarlett cerrou os dentes, tão chateada que mal conseguia continuar fingindo estar inconsciente. O homem tentou encaixar seus dedos carnudos entre as coxas dela, mas ela as prendeu com muita força, e ele xingou baixinho.

"Resistindo, né? Vou te mostrar…"

Ela ouviu o clique de algo que parecia um canivete, e prendeu a respiração, mas o homem não estava tentando fazê-la sangrar, como ela achava. Ele usou a faca para cortar as cordas que prendiam as pernas dela, e não parou por aí, também cortou as amarras em torno de seus pulsos.

"Melhor." Ele falou consigo mesmo.

Scarlett ficou imóvel como uma estátua, esperando. O homem agora deslizava as mãos por baixo da blusa dela, sentindo a barriga e subindo até encontrar o contorno do sutiã. Levou todo o autocontrole dela para não se mover, quando ele conseguiu deslizar seus dedos nojentos através do sutiã e apertar seu peito nu, com a mão áspera roçando seu mam*lo. M*rda.

Ela percebeu que ele queria tirar o sutiã, mas teve problemas para abri-lo. Então, logo desistiu e decidiu primeiro tirar a venda e a fita em volta da boca dele. O coração da jovem batia tão rápido que quase explodiu em seu peito. O homem se inclinou e lambeu seu queixo, deixando para trás um rastro de saliva.

"Deixe-me provar esses lábios carnudos, antes de tirar sua roupa."

Scarlett fechou os olhos com força, pois não podia deixá-lo tirar sua roupa, e teria que fazer algo antes disso. O homem beijou sua mandíbula uma última vez, antes de agarrar seus lábios. Ela queria vomitar na boca dele. O beijo foi o mais áspero e repugnante que já teve que suportar. O homem rompeu a barreira de seus lábios e dentes com a língua, para invadir sua boca por completo, e ela não aguentava mais.

Então, abriu os olhos e olhou para o rosto dele, muito perto para o seu gosto. Então, lentamente, levantou a mão e passou os dedos pelo cabelo ruivo do homem. Ele fez um som que descrevia sua clara surpresa, mas ela agarrou seu cabelo de uma maneira que sabia que ele se sentiria bem. Então, forçou-se a fazer sua língua brincar com a dele. O homem gemeu e seu corpo relaxou visivelmente, e também o sentiu sorrir contra seus lábios.

Scarlett esperou até ter certeza de que a guarda dele estava completamente baixa, antes de prender o lábio inferior dele entre os dentes. Ele parecia pensar que era apenas uma brincadeira travessa, mas longe disso. Sem avisar, ela mordeu o lábio dele o mais forte que pôde, e o homem gritou em sua boca, mas ela não soltou, até provar o sangue dele em sua língua. Teria arrancado completamente o lábio dele, se não fosse tão difícil.

O homem conseguiu escapar dela e rastejou para o outro lado da cama, com o queixo coberto de sangue e gritando mais alto do que nunca. A jovem não parou por aí, e antes que ele pudesse reagir, ela deu um soco em seu olho direito e outro na garganta.

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