Scarlett se enrolou inteiramente em Ryke, sem restar um centímetro de espaço entre eles. Ele, apesar de sentir-se um pouco mal, conseguiu segurar o corpo dela com um braço, enquanto chupava seu lábio inferior e o mordia. Ela era tão quente e macia, que o rapaz também não queria soltá-la.
Por isso, soltou um gemido frustrado quando a jovem decidiu desenrolar as pernas e levantar-se. Seus lábios se separaram, para que cada um pudesse respirar fundo. A jovem tinha os olhos nublados de luxúria e paixão ardente, e agarrou Ryke pela gola de sua camiseta e o empurrou de volta para a cama.
Ela estava basicamente no instinto, tudo o que conseguia pensar era no prazer e na necessidade de sentir mais daquilo. Assim, arrastou-se para cima do jovem e sorriu, ao ver o peito dele subindo e descendo rapidamente. Seus dedos roçaram o abdômen coberto do empresário e ela afundou as unhas em seus braços.
Ryke não a impediu e não pensava em fazê-lo, pois adorava ter Scarlett em cima dele daquele jeito. Ela havia se transformado em uma pequena besta, assim como ele se lembrava da noite que passaram juntos. O jovem não protestou quando ela tirou a camisa dele e devorou seu peito nu com os olhos, nunca tão feliz por ir à academia diariamente. Seu abdômen definido era claramente atraente para ela.
E de fato, Scarlett baixou a metade superior de seu corpo e deu um beijo na clavícula do rapaz, que fechou os olhos, com a sobrancelha profundamente franzida. A jovem roçou-se sobre ele, certificando-se de sentir o p*nis crescendo, enquanto pressionava beijos de boca aberta sobre o peito de Ryke e gemia.
"Eu...Amo...Seu...Corpo."
Ryke riu, abrindo os olhos e observando a cabeça dela descer cada vez mais. Sua respiração tornou-se mais aguda, porque aproximava-se de sua parte mais sensível.
"Scarlett." Ele a chamou, que apenas respondeu com um gemido.
Colocou a mão sobre a cabeça dela, mas a jovem interpretou isso como um incentivo para continuar. Seus dentes arranharam o abdômen dele, que xingou baixinho.
Ela estava da mesma forma que aquela noite.
O que mais o chocou foi ver sua confiança em fazer tudo, mesmo sendo virgem. Parecia que a jovem tinha duas personalidades: sob a garotinha rica e perfeita, havia um íncubo, um demônio sexual que não conseguia parar, uma vez provocado.
Durante todos os seus outros encontros sexuais, Ryke sempre teve que fazer tudo, era o que se esperava dele e nunca reclamou. Mas quando se tratava de Scarlett, descobriu que ele também gostava de receber um pouco de atenção.
Ela agora tentava tirar as calças dele, mas ao contrário dela, Ryke ainda era capaz de pensar. Assim, agarrou seus pequenos punhos, que tentavam puxar seus jeans para baixo, e levou seu corpo para cima, para que seus rostos estivessem um na frente do outro, novamente.
"Você tem que parar, Scarlett." Ele disse a ela, olhando para seus lábios entreabertos: "Não sabe o que tá fazendo, e vai acabar se arrependendo disso mais tarde."
Scarlett franziu a testa. Ao ouvi-lo, foi como se algo despertasse dentro dela e então seus olhos cheios de luxúria ficaram menos nublados. Mas então, ele notou algo que parecia fortemente autoconsciência e insegurança em seu rosto, rapidamente acrescentando:
"Ei, escute... você é absolutamente linda, quer dizer, isso é um eufemismo. Nunca me senti tão atraído por uma mulher antes, e não tô te impedindo por não querer que aconteça, é que você não é do tipo que passa uma noite só com um cara aleatório, e merece algo muito melhor que isso."
Scarlett soluçou e saiu de cima dele, sentindo-se envergonhada agora, que sua luxúria havia desaparecido completamente. Como havia podido se jogar assim, em cima de um homem? Não era de admirar que ele não quisesse ir até o fim.
Afinal, o que ela planejava fazer?
Ia tirar a calça dele... e depois? Fazer um b*qu*te? Sentiu-se estúpida e ignorante. Ryke sentou-se ao lado dela, querendo confortá-la, mas sem conseguir pensar em uma maneira adequada de fazê-lo. Realmente não era bom com emoções.
"Desculpe." Ele disse.
Scarlett balançou a cabeça, achava que era ela quem deveria se desculpar. Então, jogou o cabelo para trás e deu um tapinha em suas bochechas rosadas, para fazer as lágrimas desaparecerem.
"Eu sou uma idi*ta." Ela murmurou.
Ryke agarrou seu queixo e fez sua cabeça virar na direção dele, para que pudesse olhar nos olhos dela. Saber que era a razão pela qual ela chorava partiu seu coração.
"Sabe, só tô tentando te proteger." Ele disse: "Ontem à noite, você reagiu de forma muito intensa, por causa do nosso beijo, mas... já te disse, sou seu agora e se quiser fazer s*xo comigo, não vou me opor."
A jovem, então, riu.
"Você não é meu."
"Sim, sou sim, você me comprou por um milhão de dólares."
"Foi um presente."
"Hum, mas minha oferta ainda tá de pé, você pode literalmente me usar, pra explorar sua sexualidade, vou te ensinar qualquer coisa..."
Ela olhou para ele através de seus cílios. 'Nossa, por que sempre faz as ofertas mais tentadoras?' Scarlett pensou, achando que o rapaz estava certo. Ela não queria fazer sexo sem sentido, seu sonho sempre foi compartilhar sua primeira vez com um homem que amasse. Na verdade, era uma benção que não conseguisse se lembrar de nada da noite com ele, pois lhe daria a chance de experimentar sua primeira vez de forma "real", quando finalmente acontecesse, e não estragaria isso.
"Vou lembrar disso, senhor." Ela disse.
Ele riu e beijou os lábios dela, por ser muito bonita para resistir. Scarlett, por sua vez, levantou-se e suspirou.
"Tá bem, vou atualizar meu currículo. Você fica aqui e descansa, porque ainda tá doente... Não acredito que tentei tr*nsar com um homem doente."
Ela balançou a cabeça e caminhou até a porta. Antes de sair, porém, virou-se e perguntou:
"Ei..."
"Hum?"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O primeiro beijo do Ryke