POV ALICE.
Perguntei no que podia ajudá-lo. Ele era lindo, imponente e tinha algo em sua presença que parecia dominar o ambiente. Mas, de repente, me senti desconfortável sob o peso de seu olhar. Era como se ele estivesse despindo minha alma, examinando cada parte de mim. Havia algo familiar e, ao mesmo tempo, inquietante.
Ele transpirava poder e riqueza, e sua postura dizia estar acostumado a ser obedecido. Então, ele falou meu nome. Minha boca se entreabriu em surpresa. Como ele sabia? Meu estômago revirou-se e a inquietação me tomou por completo.
— Sou Darius Moss. Não vai me convidar para entrar? — Sua voz era fria, autoritária, carregada de um tom que não deixava espaço para objeções.
Por um momento, fiquei paralisada. Meu coração disparou, não de medo, mas de um misto de choque e revolta. Meu encanto evaporou na mesma rapidez com que havia surgido. Quem ele pensa que é? Respirei fundo. Minha mãe sempre dizia que a educação era o reflexo de uma alma nobre, e isso me obrigou a ser educada e convidá-lo para entrar.
— Me perdoe por minha distração. Por favor, entre, senhor Moss. — Falei, esforçando-me para parecer cordial, enquanto abria espaço para ele passar. Mas, por dentro, meu sangue fervia.
Assim que entrou, sua presença pareceu expandir, preenchendo minha pequena sala. Ele olhou ao redor, cada detalhe sendo avaliado por aquele par de olhos azuis lindo e frios. Senti meu rosto corar, não de vergonha, mas de indignação. Sua expressão carregava um desprezo velado, como se minha casa fosse nada mais do que uma coisa insignificante.
— Sente-se, por favor. Prepararei um café para o senhor. — Falei, tentando manter o controle, já me dirigindo à cozinha. Mas sua voz grave me fez parar no mesmo instante.
— Não será preciso. Não vim aqui para tomar café. — O tom rude e cortante me atingiu como uma chicotada.
Meu corpo ficou rígido. Por que eu havia achado esse homem atraente? A lembrança parecia uma piada cruel. Ele acabara de me lembrar exatamente por que eu evitava o contato humano. Pessoas como ele, arrogantes e insuportáveis, eram a razão. Virei-me lentamente para encará-lo, tentando não transparecer o turbilhão de emoções que explodia dentro de mim.
— Então, por que está aqui, senhor Moss? — Perguntei, cruzando meus braços. Minha curiosidade era genuína, mas o tom ácido escapou.
— Serei direto, pois detesto rodeios e meu tempo é precioso. — Respondeu, com um desdém palpável. Respirei fundo, sentindo a paciência esvair-se. Ah, é? E o meu tempo, não é? Me perguntava mentalmente.
— Então, por favor, diga. Meu tempo também é precioso, e tenho muitos afazeres. — Retruquei, sem esconder minha impaciência. Ele me encarou por um longo segundo, seu olhar firme e avaliador, antes de lançar a bomba:
— Arrume suas coisas, Alice, e venha comigo. Você será minha esposa. — Disse, como se estivesse simplesmente assinando um contrato ou dando ordem para seus subordinados. Arregalei os olhos, o choque me travando. Senti um nó se formar na garganta e precisei tossir para recuperar o ar. Esse homem só pode estar louco.


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