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O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA. romance Capítulo 30

POV DARIUS.

Após minha transformação em besta infernal, passaram-se dias intensos. Finalmente, consegui impor ordem em meu reino, esmagando rebeliões que ameaçavam minha autoridade, especialmente aquelas encabeçadas pelo alfa Estevão. Também fui ao auxílio de algumas alcateias leais a mim que estavam sob ataque. Mas, apesar das vitórias, a mente de Baltazar estava longe, centrada em Alice, e sua tensão começava a me afetar.

Baltazar estava ainda mais inquieto desde que descobrimos que a besta infernal podia falar e... se interessou por Alice. Esse é um segredo que só eu e ele conhecemos. Nenhuma outra alma pode saber da verdade sobre a besta. Hoje, finalmente, voltaremos à casa dela para trazê-la para a alcateia. Assim, ela estará segura. Acordei cedo, mas Baltazar sequer me deixou dormir, movido por uma ansiedade incontrolável.

— Anda, Darius! Preciso ver minha Alice. Será que ela sentiu minha falta? Será que vai te aceitar? — insistia Baltazar, a cada minuto, me perturbando com seu nervosismo constante.

— Baltazar, será que dá para ficar calmo? Alice não fugirá se a gente atrasar uns minutos. A esta hora, ela deve estar dormindo ainda. Nem amanheceu — resmunguei, irritado.

— Alice acorda cedo, esqueceu? — retrucou ele, impaciente. — E quero vê-la, Darius. São dias longe da minha companheira! Estou enlouquecendo. E se ela sair para trabalhar? — Perguntou impaciente. Suspirei, me esforçando para não ceder à irritação que só crescia.

— Hoje ela não trabalha. É a folga dela. Esqueceu de que mandei investigá-la? Agora sei tudo sobre Alice Miller e sua mãe adotiva, Antônia Miller — comentei, tentando acalmá-lo.

— Eu sabia que Alice não tinha herdado nada daquela velha intrometida. Mas, por mais que ela me irrite, sou grato a ela por salvar, por criar e amar nossa companheira — murmurou Baltazar, entre suspiros.

Depois de um longo e exasperante café da manhã, fui ao meu escritório para adiantar algumas obrigações. Mas, quando deu oito horas, Baltazar me forçou a largar tudo. O lobo estava desesperado e ansioso. Saímos do escritório e caminhamos até a sala. Ao atravessar a sala de visitas, encontrei meu pai, minha mãe, Giovanni e Gabriel, todos me esperando, com expressões ansiosas. Suspirei, já sentindo a tensão crescer.

— O que fazem aqui? — perguntei, sem disfarçar minha impaciência.

— Bom dia, meu filho — disse minha mãe, ignorando meu mau-humor.

— Alfa — saudaram meus betas em uníssono.

— É hoje que você vai buscar Alice, certo? — perguntou meu pai, direto.

— Já falei para não se meterem nesse assunto — respondi, caminhando em direção à saída.

— Só queríamos perguntar se não prefere que alguém vá com você, meu filho. Talvez um de seus betas? — insistiu minha mãe, com preocupação estampada no rosto. Entendi que ela estava com receio de que algo acontecesse. Respirei fundo, lutando para manter a calma.

— Não preciso de companhia. Posso lidar com isso sozinho — respondi.

— Filho, vá com calma. Ela é humana e não conhece nosso mundo — advertiu meu pai, numa tentativa de me lembrar da delicadeza da situação. Parei, lançando-lhe um olhar firme.

— Serei o mais sutil possível — murmurei, saindo sem olhar para trás.

— Ele está certo, Darius. Temos que ter cautela com nossa companheira. A primeira impressão é a que fica, lembra? Então, tenta não estragar tudo com esse seu jeito mandão — Baltazar me lembrou, tagarelando sem parar.

CAPÍTULO TRINTA: REENCONTRO. 1

CAPÍTULO TRINTA: REENCONTRO. 2

CAPÍTULO TRINTA: REENCONTRO. 3

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