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O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA. romance Capítulo 36

POV ALICE.

Levantei-me do banco e comecei a andar de um lado para o outro, preocupada. Eu não imaginava que esse homem era tão poderoso. Mamãe havia dito que ele era poderoso, mas agora descubro ser também perigoso, pela maneira que Abi fala dele.

— Amiga, acho que será difícil, pois o homem disse que você será a esposa dele. — Comentou Abi.

— O que faço, Abi? Como me livro desse homem? — Perguntei, derrotada.

— Bem, se fosse comigo, me jogaria nos braços daquele homem lindo. Vi uma foto dele e fiquei muito impressionada. Ele é tudo aquilo que as fotos mostram? — Perguntou, empolgada.

— Ele é bonitinho. Mas não estou interessada. — Falei, não querendo demonstrar que achava Darius lindíssimo e maravilhoso. Mas era mandão e irritante.

— Bonitinho, Alice? Aquele homem é lindo! — Disse.

— Não quero falar sobre a beleza dele. Você não respondeu minha pergunta. — Falei, mudando de assunto.

— Eu procuraria saber por que ele quer você como esposa. Conversar com ele. Agora, se livrar de Darius Moss, acho impossível. Aquele homem pode sumir com pessoas com seu poder. — Contou Abi, e eu senti um calafrio no meu corpo.

— Eu não quero conversar com ele e nem o ver. — Comentei. Por mim, nunca mais encontrava aquele Darius.

— Amiga, acho que você não terá escolha, se ele quiser te ver. — Disse, rindo. Revirei os olhos com sua risada.

— Vou trabalhar, pois tenho contas a pagar e o dinheiro não cai do céu. — Falei, levantei-me e comecei a ir em direção aos consultórios veterinários, mas parei assim que Abi falou:

— Trabalhar para quê, se um multimilionário quer você como esposa? — Perguntou, rindo.

Eu nem me dei ao trabalho de me virar e responder aquele absurdo que Abi dizia. Imagina se eu, Alice Miller, serei sustentada por alguém! Tenho braços, pernas e disposição para trabalhar e ganhar meu sustento. Foi assim que mamãe me ensinou.

Entrei no consultório, cumprimentei doutor Henrique e comecei a trabalhar. Eu esperava me ocupar com os afazeres e me esquecer do tal Darius. A tarde passou rapidamente, e eu nem percebi, pois me entreguei ao trabalho. Deu meu horário de sair, e me despedi do doutor e saí com Abi. Mas assim que cheguei do lado de fora, para pegar minha bicicleta, não a encontrei. Meu coração disparou.

— Onde está minha bicicleta?

POV DARIUS.

Eu estava em meu escritório, analisando os relatórios, mas minha mente insistia em vagar para outro lugar: Alice. Baltazar, não parava de murmurar em minha mente. Agora, ele parecia ainda mais inquieto.

— Você acha que ela gostou das flores? — a voz de Baltazar soou, cheia de expectativa. Suspirei, deixando os papéis de lado por um momento.

— Mandar um caminhão inteiro foi um exagero. — Comentei.

Era uma hora da tarde e estávamos no carro, estacionados em uma rua próxima à clínica veterinária onde Alice trabalhava. Com minha super audição e visão, não precisávamos ficar tão perto. O motor desligado e os vidros escurecidos me mantinham fora de vista. Baltazar estava inquieto, rosnando em minha mente de tanta expectativa.

Não demorou muito para que Alice aparecesse, pedalando sua bicicleta com uma expressão cansada. Observei enquanto ela descia, trancava a bicicleta com uma corrente e caminhava até a clínica. Algo em sua simplicidade e naturalidade fazia meu peito apertar. Ela parecia tão distante de tudo o que eu conhecia.

— Vamos falar com ela. — Falou.

— Não. Estamos aqui só para observar, lembra? — Rebati, mas a ansiedade de Baltazar era contagiante. Ouvi a conversa dela com sua amiga, Abigail, na clínica. Era como se ela estivesse na mesma sala que eu. A voz animada de Abigail chegou até mim. Baltazar soltou um riso em minha mente.

— Ela está falando sobre nós. Viu? Ela gostou! — disse.

— Cala a boca e escuta. — Murmurei. Ouvi quando Alice nos chamou de lunático e rosnei.

— Lunático? Não acredito que ela nos chamou disso! — disse Baltazar.

— Você insistiu nas flores. — Resmunguei, embora uma parte de mim estivesse tão irritada quanto ele. Baltazar ficou em silêncio por alguns instantes, mas logo voltou com um plano absurdo.

— Vamos roubar a bicicleta dela.

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