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O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA. romance Capítulo 37

POV DARIUS.

Baltazar falou tranquilamente sua ideia de roubar a bicicleta de Alice. Fiquei boquiaberto por um momento, por sua falta de escrúpulos.

— Você está louco? — perguntei, irritado e indignado. — Sou um rei alfa supremo, não pratico delitos. — Falei revoltado por ele, sugeri isso.

— Pensa bem. Sem bicicleta, ela ficará sem transporte. E quem oferecerá carona? Nós. — Disse Baltazar, sem se importar de que estivesse cometendo uma infração. Ele só se importava em alcançar seus objetivos.

— Isso é ridículo. — Balancei a cabeça, mas a ideia já fazia sentido na mente distorcida de Baltazar.

— Ridículo, mas eficaz. E não se faça de santo. Você já fez coisas piores que um simples roubo, para alcançar seus objetivos. E não estaremos roubando, só guardando em segurança para nossa companheira. Esse mundo está muito perigoso. — Disse descaradamente. Alice está deixando meu lobo dissimulado. Suspirei.

— Isso não vai funcionar. — Comentei, não acreditando muito naquele plano e querendo fazê-lo desistir.

— Vai funcionar, confie em mim. — Disse com convicção. Suspirei, derrotado.

Contra meu bom senso, cedi ao plano de Baltazar. Esperei até que não houvesse ninguém por perto, desci do carro e peguei a bicicleta de Alice. Com um simples movimento, rompi a corrente e guardei a bicicleta no porta-malas.

Voltei ao carro, sentindo um misto de culpa e nervosismo. Baltazar estava exultante. Peguei meu celular, liguei para Gabriel e pedi que hackeasse e apagasse as filmagens de todas as câmeras de vigilância da redondeza da clínica naquele horário que me mostrassem cometendo meu crime vergonhoso.

— Agora, só precisamos esperar. — Falou Baltazar, satisfeito. É claro que estava tranquilo, não era ele quem havia cometido o furto.

Passei a tarde no carro, resolvendo problemas pelo celular e no notebook. Ficar naquele local fechado estava me deixando irritado. Baltazar nem se importava; só queria ficar escutando tudo que se passava na clínica.

Quando deram dezessete horas, vi Alice saindo da clínica acompanhada de sua amiga Abigail. Alice olhou para o local onde a bicicleta deveria estar e não a encontrou. Começou a olhar em volta, procurando pela bicicleta com uma expressão confusa. Quando percebeu haver sido roubada, sua frustração era evidente.

— Onde está minha bicicleta? Não acredito! — Ela murmurou, olhando ao redor. Baltazar estava quase uivando de satisfação.

— O que houve, Lice? — Perguntou a amiga.

— Roubaram minha bicicleta, Abi. O que faço agora para ir para casa e vir trabalhar? — Perguntou, nervosa.

— Primeiro, se acalme. Proponho fazermos um boletim de ocorrência, e a polícia vai ver as filmagens de segurança para descobrir quem foi o maldito que te roubou e pegar sua bicicleta de volta. — Disse Abigail, com raiva e revolta.

— Mas como vou para casa, Abi? Aquela bicicleta comprei com tanto sacrifício. Foram meses juntando cada centavo que sobrava e meses indo e voltando caminhando. — Falou revoltada e triste.

— Você está envolvido no roubo da minha bicicleta, não está? — Perguntou, séria. Cruzei meus braços e a olhei, irritado. Quando ia responder, Abigail interveio.

— Alice, você está nervosa. Não pode ficar acusando as pessoas sem provas. — Disse a amiga, me cumprimentando.

— Não quero sua carona. Pode voltar para o seu caminho. — Falou, me olhando insatisfeita com minha presença.

— Alice, lembre do que falei mais cedo. — Disse Abigail. Alice bufou e olhou, nada satisfeita, para a amiga. Quando ia responder, o tal Luís, que logo estará morto, resolveu interromper.

— Quem é o senhor? — Perguntou, olhando sério.

— Ele é o senhor Darius Moss, Luís. Ele veio para falar com Alice. Vamos indo, Luís. Amanhã nos falamos, Lice, e vamos até a delegacia juntos. — Disse Abigail e tentou puxar Luís, mas ele se desviou do toque dela.

— Eu não vou deixar Alice com um estranho. — Falou aquele infeliz.

— Eu não sou um estranho. Sou o noivo de Alice.

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