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O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA. romance Capítulo 42

POV ALICE.

Assim que amanheceu, eu já estava de pé. Sentia o peso das preocupações sobre meus ombros. Quando cheguei à cozinha, mamãe estava ocupada preparando o café. O cheiro familiar do café fresco se espalhava pelo ambiente, trazendo um mínimo de conforto para meu coração inquieto. Me aproximei por trás dela e a abracei, buscando na sua presença a força que me faltava.

— Sua bênção, mamãe. Bom dia! — Minha voz saiu um pouco abafada contra seu ombro, mas cheia de carinho.

— Deus te abençoe, minha filha. Bom dia! — Ela se virou para mim com aquele olhar terno que parecia capaz de aquecer até o dia mais frio. — Conseguiu dormir? — perguntou, passando os braços ao meu redor em um abraço acolhedor, seguido por um beijo suave na minha testa.

Suspirei pesadamente, sentindo o cansaço refletido nas minhas palavras.

— Consegui cochilar um pouquinho, mas a verdade é que estou preocupada com a ameaça de Darius Moss e o prazo que ele deu. Não sai da minha cabeça. — Confessei, minha voz carregada de angústia.

Mamãe me olhou profundamente, como se pudesse enxergar além das palavras. Ela afastou-se ligeiramente, segurando meus ombros.

— Alice, minha filha, não adianta você perder o sono por causa daquele homem. — Sua voz era firme, mas cheia de compaixão. — Sei que as ameaças dele são sérias e preocupantes, mas se você continuar se desgastando assim, não vai conseguir pensar com clareza. Precisamos estar fortes, corpo e mente, para enfrentar o que vier. Agora, sente-se. Tomaremos nosso café e tentaremos acalmar essa agitação. — Disse mamãe.

Ela me conduziu até a mesa com delicadeza, como se soubesse que qualquer gesto abrupto poderia me fazer desabar. Obedeci, sentando na minha cadeira usual. Mamãe voltou ao fogão e retornou segurando um bule de café fumegante.

A mesa estava posta com uma simplicidade que trazia conforto: bolo e pães que ela havia preparado na noite anterior e assado pela manhã. Quando ela serviu minha xícara, o aroma do café recém-passado se misturou ao cheiro do bolo quente, invadindo meus sentidos. Por um instante, senti uma onda de paz. Olhei para minha mãe e pensei em como éramos só nós duas contra o mundo. Sempre havia sido assim, e, apesar de tudo, sempre havíamos encontrado força uma na outra.

Minha mãe era sozinha, filha única, e perdeu os pais quando tinha dezoito anos, precisando se virar sozinha. Seus pais, meus avós, deixaram esta propriedade para ela. Mamãe teve que trabalhar nela para sobreviver. Que bom que meus avós a ensinaram a cultivar e lidar com animais, era daí que vinha o sustento deles!

Com o tempo, ela começou a pegar prática em administrar a propriedade e lucrar com o que produzia. Mamãe nunca se casou e viveu sozinha por muitos anos, até que encontrou uma garotinha perdida e sem memória em um beco, e resolveu me adotar. Mamãe me ensinou tudo que sabia, e hoje cuidamos desse pequeno sítio juntas. Mamãe sentou-se ao meu lado e colocou a sua mão sobre a minha.

— Você é mais forte do que imagina, Alice. Não deixe esse homem tirar isso de você.

CAPÍTULO QUARENTA E DOIS: O QUE ESTÁ ACONTECENDO? 1

CAPÍTULO QUARENTA E DOIS: O QUE ESTÁ ACONTECENDO? 2

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