O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 336

Anne sabia que a intenção de Nigel era a de encontrar Anthony para lidar com os assuntos dela e de Bianca. Mas, mesmo assim, com as notícias que circulavam pela internet, sabia que ficaria em apuros.

Como ela já tinha vivenciado antes, os paparazzi e fãs apareceriam como bestas sentindo o cheiro de sangue, assim que ouvissem aquele áudio.

― Você quer que eu passe aí para te pegar? Caso contrário, você não vai mais conseguir sair ― disse Tommy.

Anne, que estava no apartamento de cima, olhou para as três crianças inocentes que brincavam na sala e se sentiu nervosa. Por isso, depois de desligar o telefone, se despediu dos trigêmeos:

― Mamãe tem algo para fazer, então durmam bem à noite e não se preocupem comigo, está bem? ―

― Por que você vai sair tão tarde? Onde você precisa ir? ― Chloe perguntou.

― É algo importante do trabalho. ― Anne passou as desnecessárias recomendações para a babá e saiu rapidamente. Mas, assim que chegou ao primeiro andar, percebeu que era tarde demais, pois esbarrou nos paparazzi e haters.

― Anne, você foi pega na cama com o noivo de Bianca, como dizem? ―

― Ouvi dizer que não é a primeira vez que as mulheres de sua família estão envolvidas em sérios casos de adultério, é um hábito familiar? ―

― Existe alguma coisa que você quer dizer? ―

Anne foi empurrada com tanta força que não conseguiu passar e não conseguiu sair. Então, enquanto pensava no que fazer, com um estalo, um ovo atingiu o rosto da jovem, espalhando clara e gema pela face e pelo cabelo. Os fãs de Bianca agiam.

De onde estava, a jovem não tinha caminho nem para fugir para fora do edifício, nem para voltar para seu apartamento.

― Por favor, diga-nos, como uma mulher comum foi capaz de seduzir o noivo de uma superstar? Por que você não nos conta mais sobre isso? ―

― Você sente vergonha, por ter sido descoberta? ―

― Você pode nos deixar ver sua expressão? Pare de cobrir seu rosto! ―

Outro ovo atingiu Anne. Mas, quando a situação parecia que ia piorar, ela foi defendida por alguém. As pessoas que atiravam os ovos foram agarradas pelo colarinho e jogadas no canteiro de flores, se sujando de terra e ovos.

Os dois gritos de dor e indignação assustaram os paparazzi e haters que cercavam Anne. Quando se viraram, viram Tommy caminhando em direção a eles com raiva e ficaram tão assustadas que se esqueceram de impedir a saída de Anne.

Quando Tommy chegou ao canto em que Anne estava encolhida, a puxou para cima e abraçou. Olhando para o grupo hostil, sua expressão era calma, porém sua ameaça fez o sangue do grupo congelar:

― Vou me lembrar de cada um de vocês. ―

Alguns se encolheram. Mas, também havia alguns corajosos, como os paparazzi, mais experientes com aquele tipo de situação, que mantinham os equipamentos ligados e continuavam a buscar uma matéria:

― Quem é você? Por que está ajudando ela? ―

Tommy disse:

― Ela é minha namorada e eu tenho algumas perguntas para Bianca. Por que você está sendo tratada em um quarto compartilhado? Tanto quanto eu sei, mesmo quando está resfriada, você sempre busca discrição e seus fãs nem ao menos ficam sabendo. As pessoas estavam filmando ao lado dela e gravando a conversa. Por que isso estava acontecendo? Foi um ato deliberado? Você receberá uma carta do meu advogado. ―

Depois de falar, ele carregou a jovem para dentro do carro, que partiu em disparada.

Lilian assistia as imagens em tempo real em seu computador e a aparição de Tommy a surpreendeu, a deixando intrigada.

‘Por que ele protegeu Anne. Que tipo de relacionamento eles têm?’

Anne entrou no carro e Tommy jogou para ela um pacote de lenços umedecidos, para que a jovem limpasse o cabelo e o rosto.

― Limpe com isso, logo você poderá tomar um banho ― disse Tommy, enquanto prestava atenção ao trânsito.

― Obrigada. ― A voz de Anne estava rouca.

Tommy sabia que ela segurava as emoções para se impedir de chorar.

― Pode chorar. Você não precisa ficar envergonhada. ―

Os olhos de Anne estavam vermelhos e úmidos. Então, ela acabou cobrindo o rosto com as mãos, enquanto lágrimas escorriam por seus dedos.

Tommy afundou o pé no acelerador e, mesmo que houvesse muito trânsito à noite. Seu carro esporte abria caminho como uma fera correndo pelas savanas.

O carro parou na garagem, mas ao invés de descer Anne se endireitou no banco do passageiro e enxugou as lágrimas, se acalmando.

― Seu telefone não para de tocar. ― Tommy comentou, como quem perguntava porque ela não atendia.

Mas, Anne, estava tão imersa em sua explosão emocional que não tinha ouvido o aparelho. Então, pegou o celular e constatou que as ligações tinham sido feitas por Nigel. Entretanto, ela apenas abaixou o aparelho, olhando para o nada.

Tommy disse:

― Parece que não atender a ligação pode ser uma boa decisão. ―

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