O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 339

O telefone de Sarah estava ocupado quando Anne ligou porque ela estava em outra chamada, com Dorothy, e elas brigavam.

Dorothy gritava irracionalmente:

― Sarah, há algo errado com sua cabeça? Você acha que alguém vai acreditar na história que você inventou? O quanto você está disposta a se humilhar para se aproximar de Nigel? ―

― Já que você não acredita nisso, por que você está com tanta raiva? ― Sarah era mais racional do que Dorothy. Afinal, só ela sabia, em seu coração, que tipo de tormento tinha passado. ― Você vai e diz a Nigel que ele pode fazer um teste de paternidade se não acreditar. Ou vou enviar o meu para você, quando terminar? ― Sarah desligou o telefone, sem esperar que Dorothy respondesse.

Sarah pensava em uma forma de ajudar Anne a fugir de Luton quando tudo começou a acontecer rapidamente. Uma das amigas do poker ligou e falou sobre o áudio vasado de Bianca, que Sarah ouviu, indignada. Então, não dormiu a noite toda, pensando no assunto e tomou aquela decisão.

Quando ela viu o constrangimento de Anne, quando foi atacada e recebeu ovadas, não aguentou mais suportar aquilo. Decidiu que faria o possível para ajudar Anne, mesmo que isso significasse se sacrificar. ‘Pode vir. Não tenho medo de vocês!’

A única coisa pela qual se sentia culpada era não saber como enfrentar Anne depois daquilo, afinal já a havia enganado antes...

A mulher pensava na filha quando o telefone tocou e, vendo que era Anne, sentiu a culpa em seu peito ficar mais forte.

Ela pigarreou nervosamente e respondeu:

― Anne, por que você está me ligando tão cedo... ―

Mas, antes que pudesse terminar de falar, a filha a interrompeu:

― O que está acontecendo? Eu sou a filha de Nigel? Você disse isso de propósito, não é? O que está acontecendo? ―

― É verdade... ― Sarah baixou a voz.

― Você... como você pôde me enganar assim? ― Anne não sabia o que pensar. Aquela não era a primeira vez que ela ouvia algo tão ultrajante de sua mãe.

― Era minha única opção! Não o culpe por isso. Afinal, quando me separei, não contei a ele, ele não sabia... ―

Anne colocou a mão na testa, apenas para sentir o mundo girando. Ela era realmente a filha de Nigel, e o mundo inteiro sabia daquilo. Ela e Bianca eram irmãs, o que tornava a situação com Anthony ainda mais escandalosa.

A família Faye ficaria chocada ao saber.

― Com quem você estava falando antes? ― Anne perguntou.

― Com Dorothy. Ela estava furiosa, mas eu não me importei. ― Sarah foi complacente com sua decisão.

Anne estava com tanta raiva que quase cuspiu sangue.

― Você poderia ter nos contado em particular. Por que você colocou na Internet por que nos expor dessa maneira? ―

― Do que você tem medo? Essa é a verdade! Eu preciso lembrá-los que se eles quiserem te machucar, eles têm que passar por mim! ― disse Sarah.

Anne sabia que aquela história se tornaria uma imensa dor de cabeça, mesmo que a intenção de Sarah fosse apenas a de ajudar. Se aquilo continuasse, elas não conseguiriam nada de bom.

A jovem só não sabia o que Anthony faria quando entrasse em ação.

― Anne, deixe-me fazer uma pergunta, você vai deixar de falar comigo por isso? ― Sarah perguntou cautelosamente, por medo de que suas ações impulsivas trouxessem consequências desfavoráveis para si mesma.

Anne suspirou fracamente.

― Você acha que eu tenho coragem de fazer isso? Mesmo que... ele seja mesmo meu pai, não tem nada a ver com quem eu sou agora. ―

Embora Sarah não quisesse que Anne odiasse Nigel, ela soltou um suspiro de alívio quando ouviu o que a filha disse.

― E de onde surgiu aquele outro homem que você disse ser meu pai? ― perguntou Anne.

― Você está falando sobre Gregory Cooper? ― Sarah coçou a cabeça. ― Ele é apenas lixo. ―

― Está bem... ― Anne foi incapaz de responder. ― Se a família Faye te incomodar, me liga. ―

― Por que eu deveria ter medo? Não tenho o direito de dizer a verdade. ―

As duas desligaram depois de falar sobre os problemas que poderiam enfrentar e Anne suspirou. Teria que cuidar não apenas de seus filhos, mas também de sua mãe e era um fardo extra que não poderia ser ignorado.

A jovem tinha acabado de encerrar a ligação com a mãe quando o aparelho tocou mais uma vez. Anne olhou para o identificador de chamadas, mas não atendeu.

Pensando em como Nigel a tratara antes, teve certeza de que o homem já sabia que ela era filha dele. ‘Como ele descobriu?’

Entretanto, um pensamento surgiu no fundo da mente de Anne: ‘Ele ainda teria escolhido Dorothy, sabendo que Sarah estava grávida?’

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