O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 363

Sarah tinha as mãos e pernas amarradas e estava sentada em uma cadeira. Era uma casa vazia e havia uma janela para ventilação. O céu lá fora estava tão claro que era ofuscante. O chão estava coberto de plástico como se alguém estivesse pronto para machucá-la e quisesse ter certeza de que não deixaria manchas no chão.

A mulher terminava de entender sua situação precária quando Ron entrou, parecendo hostil. Então, Sarah apertou os olhos e questionou, com a voz mais agressiva que encontrou:

― Você me sequestrou? ―

Ron segurava o telefone de Sarah na mão:

― Além deste aparelho, onde mais você escondeu a gravação? Você guardou na casa de Anne? ―

― Não! ―

― Eu confiei em você e lhe dei as ações, mas as gravações ainda estão por aí! Mesmo assim, vou te dar uma chance de se arrepender e voltar atrás, considerando que já fomos marido e mulher! ― Ron a advertiu.

Sarah olhou para ele, com uma expressão estranha:

― Como você sabe que a gravação está no meu telefone? ―

― Eu instalei uma escuta na sua casa e ouvi tudo o que você disse a Anne. Ela parecia não saber da gravação, mas isso não significa que ela não a tenha! ―

― Que tipo de lógica é essa? Como ela poderia ter uma cópia, sem saber? ―

― Vocês duas são igualmente astutas, não vou ser enganado por vocês! ― Ron acreditava firmemente que Sarah secretamente escondia a gravação no telefone de Anne, sem o conhecimento dela.

― A única cópia que resta está no meu telefone ― disse Sarah, afobada. Ela puxou as cordas em seu pulso. ― Agora, você pode me deixar ir? ―

― Não. Chame Anne para vir aqui. Acho que você só vai dizer a verdade se tiver uma faca no pescoço dela... ― Ron estava prestes a ligar para Anne usando o telefone de Sarah.

― Eu não vou permitir que você ligue para ela! Maldição, Ron! Isso não tem nada a ver com ela! ―

Ron não deu ouvidos a mulher e fez a ligação.

Anne estava na sala de estar, tentando descobrir o que fazer para encontrar a mãe quando seu telefone tocou. Seus olhos se arregalaram, assim que viu o nome na tela, e imediatamente respondeu:

― Mãe, onde você foi? Onde você está? ―

― Anne, você quer ver sua mãe? Ela está comigo. ―

― O quê? Por que ela está com você? ― Anne começou a se sentir no limite.

‘Ela foi realmente sequestrada? Com certeza, o tom dele é assustador!’ O primeiro impulso de Anne foi o de sair correndo da mansão.

Anthony, que tinha saído apenas alguns segundos antes, acabara de entrar no carro e estava prestes a fechar a porta do carro, quando a jovem apareceu, agitando um braço para chamar a atenção, enquanto mantinha a outra mão pressionada contra a orelha.

Os olhos de Anthony escureceram e pareciam perigosos, mas, Anne não se importava mais e apontou rapidamente para o telefone para sinalizar a Anthony que ele deveria ficar em silêncio, então colocou o telefone no viva-voz.

Do outro lado da linha, Ron deu um tapa implacável no rosto de Sarah, e o gemido agonizante de Sarah pôde ser ouvido. Ela parecia cheia de descrença.

― Ron, sua besta, não posso acreditar que você me bateu! ―

Anne entrou em pânico:

― Tio Ron, por favor, acalme-se. Por favor, não faça nada impulsivo. Eu irei agora mesmo! Onde você está? ―

― Você é como sua mãe, outra vadia rebelde. Venha aqui sozinha, não chame a polícia e não conte a ninguém sobre isso, especialmente a Anthony. Caso contrário, você só verá o cadáver de sua mãe, quando chegar aqui! ― Ron a lembrou.

O endereço que ela recebeu era na periferia de Luton, em um bairro pobre, quase fora da cidade. Anne segurou o braço de Anthony quando viu que ele estava prestes a abrir a porta.

― Me leva junto! ―

Os olhos escuros de Anthony se contraíram ligeiramente.

Anne percebeu que debaixo de suas palmas, podia sentir o desenho do braço musculoso de Anthony sob a camisa e sua expressão facial mudou. A jovem arregalou os olhos, surpresa com a própria ousadia e estava prestes a retirar a mão quando sentiu seu pulso ser agarrado e todo o seu corpo ser puxado para frente.

Anne caiu nos braços de Anthony, sua aura masculina a envolveu, deixando-a chocada. Quando se recuperou, tentou se levantar apressadamente. Mas, o carro se moveu, jogando a jovem de novo nos braços do magnata.

― Me desculpe, me desculpe... ― O rosto de Anne estava completamente vermelho, quando tentou se levantar desajeitadamente de seus braços pela segunda vez.

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