O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 362

Anne ficou em silêncio, apenas desviando o olhar de Bianca e focando em Anthony. A postura da pianista indicava que ela queria confusão, entretanto, a expressão no rosto de Anthony, mesmo diante da mulher com quem era sempre carinhoso e atencioso permaneceu fria, afinal, a possibilidade de saber mais sobre o assassinato de sua mãe era mais importante do que qualquer outra coisa.

― Eu tenho algo para fazer agora. Conversaremos mais tarde ― Anthony entrou direto no elevador e nem olhou para Bianca.

Anne decidiu que o melhor a se fazer era entrar no elevador e ignorar a pianista. Mas, assim que a pianista percebeu que seria ignorada, se virou para tentar puxar o braço de sua rival que, esperando o movimento, apenas esquivou, deixando que a porta do elevador fechasse na cara de Bianca.

Perplexa, sem querer acreditar no que acabara de acontecer, a pianista ficou encarando a porta fechada. Em seu peito, raiva e pânico disputavam para decidir quem roubaria a sanidade da mulher. ‘O que acabou de acontecer aqui? Anthony estava com Anne e ele me ignorou? Ele me ignorou para ir embora com aquela vadia? Eu não posso permitir isso! Não posso!’

Quando o Rolls Royce agourento chegou à entrada da mansão de Sarah, um dos seguranças de Anthony já aguardava no local e abriu a porta para que descessem do veículo.

Anne se sentia muito cautelosa com a situação e esperava que Anthony não encostasse nem um dedo em Sarah, mas era um pouco difícil dizer, dado o temperamento de Anthony e era por isso que não sairia do lado do demônio antes que aquilo fosse resolvido.

No entanto, para surpresa de ambos, quando entraram na sala, não viram ninguém.

O rosto de Anthony era assustadoramente intimidador e toda sua postura indicava que o homem era uma bomba relógio prestes a explodir. Mas, enquanto estava parado, com as duas mãos fechadas, percorrendo o cômodo com os olhos, Anne chamava:

― Mãe! Mãe? Vou subir as escadas, ela pode estar lá em cima... ―

― Não precisa. ― Assim que Anthony disse isso, três seguranças se espalharam pela casa, procurando muito mais rápido do que Anne seria capaz.

― Senhor Marwood, não tem ninguém aqui. ―

Quando Anne recebeu o olhar ameaçador de Anthony, seu corpo inteiro tremeu:

― Ela ainda estava aqui quando eu saí! Eu vou ligar para ela... ―

Anne puxou o aparelho do bolso da calça jeans, clicou na tela algumas vezes e levou à orelha. Enquanto aguardava, encarou o carpete. Havia um frasco de esmalte azul tombado e todo o conteúdo tinha escorrido para o carpete. ‘Isso é muito estranho’, Anne pensou, sentindo a ansiedade alcançar patamares altíssimos.

― Minha mãe deve estar em apuros! ― Anne apontou para o esmalte no chão. ― Caso contrário, como explicar isso? ―

Os olhos de falcão de Anthony varreram o cômodo friamente. Não apenas o esmalte de unhas no chão, mas havia uma fruta mordida na mesa e uma cadeira tombada. Parecia que Sarah tinha saído com pressa.

― Ela fugiu? ― O olhar de Anthony era impiedoso.

― Não, ela não faria isso. Por que ela iria querer fugir? ― Anne rebateu: ― Alguém deve tê-la levado! ―

Por mais ingênua que Sarah fosse às vezes, ela não seria estúpida o suficiente para acreditar que bastaria fugir de Anthony. Por isso, Anne sabia que a mãe tinha sido sequestrada.

― Olha o esmalte derramado e a fruta na mesa... Além disso, a bolsa dela ainda está aqui. É impossível que tenha saído sem nem a carteira, levando apenas o celular, não estou certa? Acho... acho que alguém deve ter sequestrado ela... Eles querem a gravação? Poderia ser... Ron? ― Anne analisou desesperadamente.

Embora Ron fosse o pai de Anthony, a jovem não ousava chamá-lo de 'seu pai' na frente de Anthony. Era difícil para ela prever a temperatura de Anthony, qualquer erro agora seria mortal.

Anne tinha intuído certo.

Sarah percebeu que havia sido sequestrada quando acordou.

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