O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 368

Anne se sentia ansiosa e não tinha vontade de trabalhar, então andava de um lado para o outro entre o departamento e o banheiro. Mas, depois de fazer mais de dez voltas, seus colegas começaram a suspeitar que havia algo de errado, entretanto, a jovem finalmente viu a porta da sala de reuniões se movendo.

A porta se abriu e Anthony saiu, com a mão no bolso, e foi direto para o elevador. Mas, sem perder tempo, Anne correu atrás do magnata. Ela não podia falar com Anthony no Grupo Marwood, pois a relação entre eles já havia sido o centro das fofocas. Por isso, apenas observou o andar em que o elevador parou e entrou na cabine do lado, selecionando o mesmo piso.

Mas, assim que desceu do elevador, alguém a agarrou pelo ombro por trás e a puxou para uma das salas.

― O que você está fazendo? ― Anne se afastou e tentou sair. Ela não tinha tempo a perder, mas Tommy insistiu em ficar em seu caminho. ― O que quer que você precise dizer, espere. Estou ocupada! ―

― Ocupada com o quê? Você não vai ver Anthony? ― disse Tommy, calmamente.

Anne fez uma careta:

― Sim... estou procurando por ele, mas como isso pode ser da sua conta? Você está tentando me impedir? ―

― Por que você está atrás dele? ― Ele levantou uma sobrancelha e olhou para ela astuciosamente. ― Tem algo a ver com a morte do meu avô? ―

― O quê? Eu não sei de nada sobre isso. ―

― Meu tio deu metade das ações para Sarah e perdeu o cargo na empresa. Logo em seguida meu avô morreu e meu tio partiu para uma viagem, sabe Deus para onde. ― Tommy arrumou a postura e sua linguagem corporal enviava a clara mensagem de que não deixaria Anne sair até que contasse tudo o que sabia.

― Minha mãe foi atrás de Ron porque não recebeu dinheiro suficiente após o divórcio. Isso é tudo que eu sei. Estou procurando Anthony para questionar o fato de ele ter me tornado uma indigente. Meus documentos não valem mais de nada. Isso é tudo. Saia do meu caminho! ― ela disse, com a voz firme, enquanto andava na direção da porta.

Tommy se moveu para o lado, mas, quando a jovem foi passar, o rapaz bloqueou o caminho com um braço.

― O que você quer, Tommy? ―

― A verdade. ―

― Se você é tão bom em investigar as coisas quanto afirma ser, por que não descobre por conta própria? ―

― Porque eu quero ouvir de você. ― O rapaz se inclinou e passou o dedo pela bochecha de Anne, sedutoramente.

Anne tolerou o gesto, enquanto reprimia o desgosto que sentia. Então estreitou os olhos e, em vez de recuar, inclinou-se para a frente a ponto de ficar a apenas um centímetro de distância do rosto dele:

― O que podemos fazer, então? Não sei de nada. Que tal isso? Vamos inverter... Você investiga e me diz o que está acontecendo. ―

Tommy congelou, o olhar em seus olhos escureceu e seu peito arfou.

― Por que você não diz nada? ― A jovem brincou e estendeu a mão para agarrá-lo pelo colarinho. ― O gato comeu sua língua? ―

Os lábios de Anne estavam separados dos dele por apenas alguns milímetros e o hálito fresco e quente acariciava seu rosto como uma brisa do paraíso. Sem conseguir racionar mais nada, Tommy quis beijar Anne.

No exato instante, os olhos de Anne se estreitaram, ela girou a maçaneta e saiu do escritório, andando o mais rápido que podia, sem perder a compostura.

Tommy ficou atordoado e simplesmente observou enquanto ela escapava. O cheiro refrescante dela ainda pairava no ar, e ele pareceu sentir uma pitada de cheiro de leite também.

'Leite?' ele pensou consigo mesmo, com um sorriso malicioso, enquanto pressionava o polegar contra os lábios.

Anne correu para o elevador. Ela não era louca o suficiente para contar a Tommy o que havia acontecido. A mãe de Anthony tinha sido morta por seu avô. Se tal segredo fosse revelado, qualquer um, incluindo os membros da Família Marwood, temeriam uma retaliação de Anthony.

‘Anthony já saiu? Se ele saiu, eu poderia ligar para ele!’ ela pensou. Mas, preferiu verificar com os próprios olhos, antes de mais nada. Assim que desceu do elevador, vasculhou o estacionamento e percebeu que o sombrio Rolls Royce aguardava em sua vaga, como um animal silencioso, esperando sua presa, com os faróis acesos.

Depois de alguns momentos de hesitação, caminhou em direção ao veículo, apesar de não saber por que o carro de Anthony ainda estaria ali. Mas, não importava o motivo, ela finalmente poderia falar com o magnata, pessoalmente.

Anthony se sentava no banco de trás, com as pernas longas cruzadas e um cigarro entre os dedos, enquanto olhava para Anne como um predador travando sua presa.

Embora a jovem pudesse tentar resolver tudo por telefone para não ter que enfrentar Anthony, preferiu reunir coragem para o confronto por sua liberdade.

― Você estava esperando por mim? ― falou, sabendo que Anthony já podia ter partido, se quisesse.

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