O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 389

Anne sabia que estava impotente diante de Tommy, mas tentou recuperar a compostura:

― Não me venha com isso, você também! Você e seu pai estão loucos? Algo aconteceu ontem à noite e eu tive que sair! Não foi intencional! ―

― Você foi drogada, não é? ― Tommy disse.

― Então, você sabe. ― Ela falou, sarcástica ― Mas, você não sabe quem me drogou... ―

― Deve ser alguém que você conhece. ― Ele olhou para ela.

Anne tinha uma ideia geral de quem poderia tê-la drogado, mas teria que se concentrar em lidar com Tommy, antes.

― Você pode me deixar em paz? O que mais você quer de mim? ―

― O que eu quero? ― Os lábios do rapaz se curvaram em um sorriso calculista. ― Você descobrirá logo, logo. ― Sem dizer mais nada, Tommy se levantou e saiu, deixando Anne sozinha na sala de seu apartamento.

Cansada, a jovem deixou o corpo cair pesado, no sofá, mas, no segundo seguinte, se lembrou que Tommy tinha levado a cópia de chave e saiu correndo atrás dele. Mas, o rapaz já tinha ido embora. Sem forças nem para praguejar, voltou para o apartamento e fechou a porta atrás de si.

Ela havia trocado a fechadura recentemente, e trocar mais uma vez seria apenas uma solução temporária. Se Tommy insistisse em entrar, mudar a fechadura não funcionaria e ela simplesmente teria que trocar uma porta arrombada.

― Eu preciso me mudar... Mas, para onde? ― Ela pensou ― Aquele apartamento do outro lado do de Julie? ―

Exausta física e mentalmente, ela caiu na cama e se recusou a se mover novamente. Anthony era uma fera insaciável e Anne não conseguia entender por que ele não estava satisfeito quando já tinha Bianca. Ela caiu no sono e quando acordou, o céu estava escuro.

Sem nem ver que horas eram, Anne correu escada acima e encontrou seus filhos brincando.

Felizes em ver a mãe, os trigêmeos gritaram:

― Mamãe! ―

Seus rostos adoráveis eram capazes de curar cada ferida dentro de seu coração e eram remédios muito melhores para seu coração cauteloso do que dormir e descansar.

― Vocês já comeram? ― Ela perguntou.

― Eles insistiram em te esperar. Eu já ia ligar! ― disse a babá.

― É normal que mamãe não esteja em casa! ― disse Charlie.

― Ela não estava em casa ontem à noite! ― Chloe acrescentou.

― Você foi procurar o tio que se parece comigo? ― Chris perguntou.

Anne se sentiu impotente, pois estava ficando cada vez mais difícil enganar seus filhos, quando eles eram tão inteligentes.

― Não. Eu não o conheço tão bem ― Anne pegou suas mãos. ― Levantem-se. Vamos comer! ―

Ela se perguntou por que seus filhos pareciam presumir que ela era próxima de Anthony.

Considerando como eles haviam acompanhado Anthony quando ele foi para a escola e os levou para a sorveteria, reservou um tempo, depois do jantar, para educar seus filhos, em vez de brincar com eles. Ela os informou adequadamente que realmente não conhecia Anthony e eles não poderiam ir a lugar nenhum com ele. Para garantir que ela havia feito questão, ela acrescentou:

― E se ele for um monstro que come crianças? Vocês nunca mais iriam me ver! ―

― Seremos suficientes para a fome do monstro? Somos muito pequenos ― Chloe perguntou inocentemente.

'Ei, a questão não é sobre se ele vai ficar satisfeito!' Anne pensou, frustrada.

― Mas, ele comprou sorvete para nós! ― Charlie tinha boa memória e lembrava de tudo o que tinha acontecido no encontro anterior.

― Nós comemos sorvete e depois ele nos come? ― perguntou Chris.

Anne abaixou a cabeça em resignação. Em vez de se sentirem intimidadas, os trigêmeos pareciam estar animados com a ideia.

'Por que eles gostam dele?' Ela pensou, 'Anthony é uma pessoa assustadora!'

Ela se lembrava claramente de como ficou assustada na primeira vez que viu Anthony e se escondeu atrás de Sarah, pensando que poderia ser comida viva. Na realidade, seu instinto estava certo, ele a havia devorado de todas as maneiras possíveis.

No entanto, os trigêmeos não tinham medo de Anthony. Mesmo que fosse um instinto para eles não temerem o pai, fazia sentido que ficassem pelo menos um pouco intimidados, mas não ficavam.

― Só não saiam com ele, prometem? ―

― Prometo! ― Eles concordaram, em uníssono, o tempo todo tendo outras ideias.

Antes de ir para a cama, Anne verificou seu telefone para ver onde Anthony estava e viu que ele estava na empresa.

Como esperado, ele tinha que estar extremamente ocupado para estar no escritório nessas horas. Independentemente disso, ela simplesmente esperava que ele não aparecesse diante dela do nada.

Depois do que aconteceu ao meio-dia, Anne sentiu fortemente que ele não apareceria diante dela tão cedo.

Às onze horas, Anthony deixou o escritório e voltou para a Mansão Real. Jogou o terno no sofá, quando entrou na sala, e só então percebeu que Hayden e os outros criados não estavam em lugar nenhum.

― Bem-vindo de volta. ―

Ele olhou para cima e viu Bianca descendo as escadas em um vestido atraente. Sua figura e comportamento iluminando a sala, em um instante.

Ela deu um passo em direção a ele, com um sorriso.

― Você ainda está acordada... ― Ele comentou.

― Eu estava esperando por você! ― Ela caiu em seus braços. ― Você terminou o trabalho do dia? ―

― Sim. ― Ele passou um braço em volta da cintura dela.

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