O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 391

Anne caminhou de volta para o departamento nervosamente, relembrando cada momento capturado pelas câmeras de vigilância desde que fora contratada pelo Grupo Marwood. Tudo transcorria tranquilamente até que Tommy a beijou. Ela não desejara aquele beijo e ficara evidente que Tommy também não nutria um real interesse por ela. No entanto, a moça entendia como aquela situação poderia ser interpretada pelos demais.

Ela começou a trabalhar distraída, lançando olhares ao telefone de tempos em tempos, questionando se teria a má sorte de Anthony ter testemunhando o ocorrido pelas câmeras. Provavelmente o homem estivesse ocupado demais para permanecer em frente ao computador o tempo todo, então poderia ter designado outra pessoa para vigiá-la. De qualquer forma, ele apenas desejava fazê-la experimentar o sentimento de destruir relacionamentos, mas nunca mencionara nada sobre proibi-la de beijar outro homem. Ainda assim, considerando o que aconteceu com Lucas, Anne se sentia cada vez mais agitada e ansiosa.

— Senhorita Vallois, entre um momento. — Xander estava sentado em sua cadeira, brincando com a caneta com uma das mãos e segurando um documento com a outra. — Onde você estava com a cabeça enquanto estava trabalhando? —

— Ficou ruim? — Ela perguntou, sentindo-se culpada.

— Extremamente ruim. Parece que você nem se formou no ensino fundamental. —

Anne permaneceu em silêncio sem jeito, envergonhada por seu erro.

— No que está pensando? — Ele perguntou: — Há algo incomodando você? —

Ela não poderia compartilhar com seu supervisor o que aconteceu e estava prestes a dizer que iria refazer seu trabalho quando a porta do escritório se abriu. Tanto Anne quanto Xander pularam de seus assentos e permaneceram congelados quando viram quem chegava. Os olhos cruéis de Anthony se fixaram em Anne, então ele se aproximou e a puxou, com toda a agressividade que podia, pelo braço.

Eles saíram do escritório e passaram pela área do departamento, todos os colegas de Anne ficaram curiosos ao vê-la acompanhar o homem, que estava visivelmente furioso. Alguns pensaram em dizer algo, cogitando se deveriam tirar a moça daquela situação, mas ninguém poderia reagir de forma rápida o suficiente, porque logo a dupla desapareceu de vista, deixando incontáveis questionamentos passando pelas cabeças dos funcionários.

— O que está acontecendo? Não era o fundador da empresa? Por que ele estava com Anne? —

— Anne não era a namorada de Tommy? —

— Por que eles estavam daquele jeito? —

— Não entendo o que acabou de acontecer. —

— Ah! — Empurrada para o banheiro, Anne esbarrou na pia e se virou. — Anthony, o que você pensa que está fazendo? Você enlouqueceu? —

O agressor se aproximou com a aura mais aterrorizante possível.

— Você foi direto para Tommy assim que saiu da cama comigo. Que porra é essa?! —

Ele abriu a torneira e tampou o ralo, então ficou encarando a moça, como se esperasse que ela dissesse alguma coisa. Anne o observou confusa e logo percebeu do que ele a estava acusando.

— Não, não é isso. É um mal-entendido. Não tenho nada com Tommy. — Ela argumentou. — Eu sou inocente! E o que é que você quer com essa pia? —

Ele a agarrou pela nuca e puxou sua cabeça para a água, mergulhando o rosto da moça na poça que se formava.

— Pare de jogar a carta inocente e lave logo a boca! —

Ela lutou, o empurrou e agarrou suas roupas, puxando-as até que dois dos botões da camisa de Anthony se abriram, revelando seu peito por baixo. Mesmo assim, não conseguiu escapar da força avassaladora que Anthony aplicava. Quando ela pensou que estava prestes a se afogar, o homem ergueu sua cabeça. A mulher se engasgou, enquanto a água escorria por seus olhos vermelhos e pelo seu rosto pálido.

Anthony estreitou os olhos impiedosamente e selou seus lábios. Agredida, ela choramingou, incapaz de lutar por mais tempo contra o beijo efusivo, e simplesmente permitiu que ele devorasse cada canto dentro de sua boca, deixando-a quase sem ar. Uma vez que ele sentiu que a havia reivindicado, a soltou e sussurrou com voz rouca:

— Acho que você está limpa agora. —

Ela ofegou, lágrimas enchendo seus olhos.

— Você... você é doente! Seu psicopata! —

Ele passou o dedo sobre a bochecha da moça e disse:

— Deixe outro homem tocar em você de novo, e eu posso ser ainda mais louco! Você quer tentar? —

Ela tremia de raiva enquanto olhava para ele com tristeza.

— Você acha que é mesmo humano? Por que você insiste em me torturar tanto? O que posso fazer para me livrar de você? —

— Eu não tenho a resposta para você. Talvez você tenha nascido para ser minha. — O homem disse, erguendo o queixo.

A obsessão enlouquecida em seus olhos causou calafrios na espinha da moça, que se afastou um passo e tropeçou. Como se aquilo fosse alguma demonstração de carinho deturpada, Anthony a cobriu com seu paletó, para esconder a roupa molhada, e a ergueu, antes de acomodá-la rente ao corpo para que saíssem juntos do banheiro.

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