O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 394

Anne se sentia presa, sem escolha ou liberdade diante de Anthony, e relutantemente se preparava para partir. Após se despedir das crianças, ela retornou ao quinto andar. Mesmo tendo verificado antecipadamente a localização do homem, ela diminuiu a velocidade e caminhou na ponta dos pés ao chegar ao canto da escada.

Ao inserir a chave na porta, entrou na sala com um suspiro de alívio, porém, logo percebeu o paletó no chão, que ela inadvertidamente pisara várias vezes. Seu rosto ficou pálido e ela correu para pegá-lo, sacudindo a poeira, mas isso não ajudou a eliminar as rugas ou as pegadas. As roupas que Anthony costumava usar sempre estavam impecáveis, sem rugas, e agora era doloroso olhar para aquela peça.

Ao verificar as horas, Anne percebeu a urgência de restaurar a aparência do paletó, pois sabia que qualquer olhar de Anthony seria suficiente para revelar o que ela havia feito. O que ela fizera com a roupa representava um insulto direto ao homem abusivo, e a moça não desejava atrair mais problemas para si mesma.

Determinada, procurou pelo ferro de passar que Cheyenne havia deixado e começou a trabalhar. Sabendo que o principal objetivo de Anthony era recuperar a peça, planejava usar o tempo necessário para consertá-la e depois começar a preparar o jantar.

Com frustração, ela pressionou o ferro com força, incapaz de conter sua raiva. Ela se recusou a ser subjugada e forçada a usar o paletó, então ele deu um jeito de obrigá-la. Lá se via a moça, afoita porque o homem queria voltar para reaver a peça de roupa.

‘Isso é tão inconveniente’, ela pensou. ‘E ele vai querer jantar aqui! O que deveria cozinhar? Ele parecia bem com o que eu preparei da última vez.’

Após terminar de passar, ergueu a peça para fazer uma verificação minuciosa. Seus olhos se arregalaram lentamente, expressando incredulidade, ao colocá-la sob a luz direta e sentir o cheiro. O aroma de Anthony estava mesclado com um odor de queimado, e uma suposta mancha amarela revelou-se, na verdade, uma marca de queimadura.

'O que devo fazer? Ele vai ficar bravo de novo?', ela refletiu. 'Provavelmente não, certo? É apenas uma peça de roupa. Eu posso pagar por outra, para compensar. Acho que devo poder pagar.'

Distraída pelos seus pensamentos, Anne quase deixou a comida queimar enquanto cozinhava. Ao ouvir ruídos do lado de fora da porta, percebeu que Anthony havia chegado e se apressou para abrir. O homem estava parado do lado de fora, lançando-lhe um olhar sério antes de entrar e encontrar o paletó no sofá.

— Eu vou voltar para a cozinha, o jantar está quase pronto. —

A mulher correu de volta para o outro cômodo, seu coração ameaçando saltar do peito quando viu o jeito como o homem olhou para a roupa. Quando o jantar estava pronto, ouviu a voz de Anthony na sala, dizendo:

— Venha cá. —

A moça se sacudiu com cautela e saiu da cozinha hesitante, ficando tensa quando viu o paletó nas mãos de Anthony.

— Explique isso. — Disse ele.

A marca amarelada era impossível de não enxergar, daquele ângulo.

— Você disse que iria passar para pegar, então eu pensei que deveria passar para te devolver, mas o ferro de passar estava com um ajuste ruim, então... — Seus olhos se desviaram. — Quanto custou? Eu te pago outro. —

— Tem certeza? — Ele jogou a jaqueta de volta no sofá.

— Sim... — Disse Anne, pensando que ela tinha se feito clara.

— Custa uns três salários seus. Vai ser no cartão? —

A mulher ficou boquiaberta com a informação.

— Você está tentando me enganar? Como isso pode ser tão caro? —

— É um Dolce & Gabbana e você deveria estar feliz, porque é um dos mais baratos que possuo. — Ele a encarou, sem expressão.

Ela mordeu o lábio inferior e pensou consigo mesma: 'Meu Deus, como eu poderia pagar por isso? Aliás, que mundo é esse em que alguém paga tão caro por uma peça de roupa?'

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