O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 395

Anne não esperava que uma simples peça de roupa pudesse ter um valor tão alto, mas recordou das marcas de luxo que havia visto na internet e em lojas sofisticadas, o que lhe fez pensar que o preço fazia sentido. De forma subconsciente, a moça olhou para suas próprias calças, sapatos e o relógio em seu pulso, e percebeu que tudo o que ele possuía custava uma fortuna.

A moça se via incapaz de compensar o estrago, mas também não sabia como retirar suas palavras. Mesmo que pudesse pagar a dívida em prestações, o valor continuava sendo absurdamente alto. Anne preferia destinar esse dinheiro às necessidades de seus filhos. Os trigêmeos precisavam de leite em pó, medicamentos e recursos, e ela não podia criar seus filhos enquanto estivesse sobrecarregada por dívidas.

— Eu não tenho dinheiro. —

— Então me pague de outra maneira. —

Ela o fitou com um olhar confuso.

— Quer que eu pague como? —

— Como você acha? —

Anne franziu os lábios com a intenção escondida dentro de seus olhos.

— Faça a sua escolha. — Anthony disse, mas não havia escolha.

O homem sabia nunca poderia pagar o valor integral daquela peça de roupa, mas também não queria dar permissão a Anthony para se aproveitar de seu corpo. Uma sombra pairou sobre a mulher, enquanto ela mergulhava em seus pensamentos. Sem aviso, ele a forçou a olhar para cima, levantando seu queixo. Seus olhos se encontraram e ele sussurrou:

— Você já se decidiu? —

— Eu não sou forte o suficiente para revidar, mesmo que não concorde com isso, então o que exatamente você está procurando? — Ela perguntou.

— Eu estou pedindo que você realmente participe. —

A moça mordeu o lábio, pensando que ele estava tentando atacar seu psicológico, para que ela desmoronasse e caísse. Anthony esfregou a pele macia de seu queixo, esperando resposta.

— Existe uma... terceira opção? — Ela engoliu em seco e perguntou.

O homem a encarou com frieza, sem dizer uma palavra. Anne sabia que era uma tentativa inútil, porque Anthony nunca renunciaria a uma chance de fazer o que desejava.

— Tudo bem, então... — Incapaz de pagar o valor, ela só podia obedecer, porque nunca haveria outra opção.

— Vamos comer, ou a comida vai esfriar... — Ela o empurrou e se virou para ir até a cozinha, mas imediatamente sentiu um puxão em sua cintura e foi presa contra a parede no instante seguinte.

Anthony devorou seus lábios e tirou seu fôlego, e a moça corou enquanto tolerava o beijo agressivo. O homem a soltou, depois do que pareceu uma eternidade, e ela se engasgou, pedindo por ar. Ele esfregou a bochecha ardente dela, e então, com um olhar sombrio, sussurrou com uma voz rouca:

— Vamos fazer isso hoje à noite. —

— Hoje não! Não pode ser amanhã? — A mulher olhou para cima, impotente.

— Por que isso? — O homem estreitou os olhos.

— Não me recuperei ainda... — Ela se referia à noite anterior.

Anne tinha pavor do homem e de como ele nunca parecia se cansar.

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