O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 460

— Tudo bem, você está sendo ingrata por eu ter contado a notícia. — Dorothy falou.

— Vá e diga a todos que sua filha morreu, não a minha, por favor! — Antes de receber uma resposta, Sarah desligou.

Ela não podia acreditar nisso. Não podia ser verdade! Não! Estava em pânico, suas mãos não sabiam o que fazer e ela não conseguia pensar direito mais. Algo tinha acontecido com Anne? Mas, Nigel disse que ela estava ocupada com o fechamento financeiro do mês da empresa. Desesperada, Sarah ligou para ele.

O pai de Anne estava verificando a situação geográfica rio acima quando o celular tocou. Com a mão tremendo de medo, ele pegou o celular e viu que era ela. Tinha o pressentimento de que Sarah ligaria. No entanto, não queria atender a ligação... Só que não podia ignorá-la mais.

Então, ele caminhou para o lado e respondeu:

— Acordou? — Disse com naturalidade e leve tom jocoso.

— Diga-me a verdade, o que aconteceu com Anne? — Sarah perguntou, direta e sem floreios.

— Alguém te contou alguma bobagem? —

— Por que o telefone dela não está conectado? Ela está tão ocupada que não tem tempo de me ligar? Além disso, sua esposa me ligou para me dizer que... Anne... Eu não acredito! Eu preciso ouvir da sua boca... O que aconteceu, Nigel? —

Ele olhou para o rio abaixo, numa expressão melancólica. Resolveu contá-la a verdade:

— Anne só está desaparecida. Não é como Dorothy disse. Não se preocupe. Estamos procurando por ela agora. Prometo que vamos encontrá-la. —

— Desaparecida... — Sarah disse com uma voz agonizante, quase desmaiando.

— Sarah! Sarah, não se preocupe, Anne vai ficar bem! Eu vou achá-la! —

— Por que ela desapareceu?! Quem fez isso? Foi Anthony? Foi aquele demônio maníaco!? — Ela disse, agora revoltada.

— Não parece que foi ele por enquanto... —

— Quem mais se não for Anthony? Do jeito que tratou Anne antes, era questão de tempo ele a matar! — Sarah chorava ao telefone, detestando cada ínfimo pedaço da existência do empresário.

— Me escuta com atenção, Sarah... Anne vai ficar bem. Deixe isso comigo! Tudo bem? Eu ligo para você quando houver alguma notícia. — disse Nigel severamente.

— Você me prometeu antes que ela estava apenas ocupada, mas você escondeu isso de mim... Como posso confiar em você agora? — Sarah soluçou.

— Eu estava com medo de que você ficasse preocupada, Sarah. Foi apenas isso. Eu estava tentando te proteger. — O tom de Nigel suavizou. — Te ligo mais tarde, tudo bem? Agora preciso voltar a procurá-la. —

— Você me liga mesmo? — Ela choramingava.

— Claro. Descanse agora, Sarah. Eu estou indo — Ele respondeu com confiança.

— Tudo bem... Eu acho... Tchau. —

Dorothy caminhou até ele e o viu desligando.

— Por que você desligou assim que eu cheguei? Quem era? —

— Era chamada de trabalho. — Nigel estava com frio.

Não questionou a esposa sobre o que ela fez, mas voltou para discutir a estratégia com Lucas. Dorothy, por outro lado, sorriu a contragosto, com o coração cheio de dúvidas e inseguranças. A vida da sua filha estava por um fio, mas ele poderia parar para uma chamada longa sobre o trabalho... A mulher duvidava disso, pois, conhecia bem o marido que tinha. Será que estava tendo algum caso com alguém?

Embora Nigel estivesse na casa dos cinquenta anos, ele ainda estava no auge da sua beleza. Além do mais era charmoso e rico, muitas mulheres provavelmente o bajulavam! Ela tinha que estar vigilante o tempo todo!

Já no apartamento de Julie, Anne acordou e sentiu uma dor pungente nas costas, logo após os efeitos da anestesia que a médica-chefe dera nela terem diminuído.

— Não se mova. — Ouviu a voz do Magnata ao longe.

Anne franziu a testa e olhou a sua procura. Anthony estava sentado no sofá com o laptop na frente de si. A expressão, como sempre, era apática, causando nela uma sensação de irrealidade.

— Você deveria me mandar para o hospital. —

— Você acha que pode deixar este lugar se estiver ferida? — Ele respondeu.

— Serei um fardo para você se não for embora enquanto estiver ferida. —

Os olhos escuros de Anthony olharam para ela, ameaçadoramente.

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