O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 472

Anthony semicerrou os olhos escuros, passando a imagem de que estava prestes a atacá-la. Anne ficou tão assustada que deu um passo para trás, quase saindo da sala em direção à varanda.

— Então, o que exatamente você quer que eu faça? Nada te agrada. Você está sendo difícil! — O que ele queria que ela fizesse?

Anthony só desejava que ela fosse maleável como uma marionete e nada mais. Então, eles puderam ouvir a porta se abrindo atrás deles. Kathryn, que estava ali para entregar o almoço, ficou chocada ao presenciar a cena, ainda em um clima tão sufocante.

— Sinto muito, senhor Marwood, não sabia que você estava aqui — disse Kathryn, abaixando a cabeça.

— Tem comida suficiente para mim? — Anthony perguntou, mas seus olhos ainda permaneciam fixos em Anne.

— Sim, tem. Eu sempre pego bastante — disse Kathryn.

— Deixe em cima da mesa e saia. —

— Sim. — A médica, nervosa com a pressão daquela atmosfera, deixou os itens e saiu imediatamente.

Anthony lançou um olhar frio para Anne e foi ao banheiro para lavar as mãos, sem dizer mais nada. A jovem ficou paralisada por um momento, ainda com medo do demônio que tinha presenciado anteriormente. Mas, era uma pessoa astuta. Enquanto ele foi lavar as mãos, ela abriu as marmitas e começou a servir a comida, colocando os talheres em seus lugares com as mãos trêmulas. Assim que o magnata retornou do banheiro, deu uma olhada em Anne e sentou-se à mesa de jantar, apático. A jovem fez o mesmo e se sentou de forma hesitante.

— Se eu soubesse que você estaria aqui, teria pedido a Kathryn para trazer mais comida. — Disse. Sem olhá-lo nos olhos.

— Você parece feliz com isso. — Anthony respondeu de forma sarcástica, lembrando de correr até ali e acabar sentindo-se mal.

— Não, eu não esperava que você estivesse aqui. — Anne nunca admitiria que jogou o celular fora de propósito para induzir a situação. Ela não queria estar ali. Não ousava perguntar, também, como estava o mundo além daquelas quatro paredes. Lucas, seu pai, sua mãe, seus filhos... Todos aqueles pelos quais ela se importava.

— Na verdade, não tenho te visto há alguns dias e estou me sentindo um pouco nervosa. —

— Por quê? — O tom de Anthony era indiferente, enquanto continuava comendo como se nada tivesse acontecido.

— Eu pensei que você me trancaria aqui e não se importaria mais! — Anne fez um bico, sentindo-se injustiçada.

— Não se preocupe, eu nunca deixarei de cuidar de você. — Anthony estendeu a mão para beliscar sua mandíbula, com os olhos fixos nos dela.

Anne não entendeu o que aquele gesto de Anthony significava, mas desejava evitar lutar contra ele. Ela estava disposta a fazer o que o homem quisesse em troca de sua liberdade. Assim, com determinação Anne se levantou da mesa e, com uma mão, envolveu o pescoço de Anthony, pressionando seus lábios contra os dele. O corpo de Anthony ficou imóvel, como se congelado no tempo, mas ele correspondeu ao beijo de Anne.

A jovem ansiava por mais, mas foi empurrada por Anthony, que a instruiu a continuar comendo.

— Apenas alguns segundos e você já não consegue aguentar? — Ofegante, Anne provocou. Os olhos flertavam com os dele, revelando a tensão e a atração entre eles.

Anthony podia sentir o sangue pulsando em suas veias, mas se esforçava para reprimir suas emoções. Ele nunca admitiria isso na frente de Anne.

— Seus ferimentos estão completamente curados? Eu não gostaria que a energia entre nós fosse interrompida no meio do caminho — disse ele com um tom de voz carregado de tensão. Os olhos escuros de Anthony eram profundos e impenetráveis, escondendo suas verdadeiras emoções.

Enquanto Anne observava suas expressões, de vez em quando, ela sentia seu coração acelerar em desarmonia com a calma aparente do ambiente. Ainda que não conseguisse se acostumar com a situação, sabia que teria que lidar com as consequências daquelas escolhas.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: O Trigêmeos do Magnata