O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 498

Dois dias atrás, quando Anne ainda estava em Santa Nila, conversava com o pai, pelo telefone:

— Voltarei amanhã ou depois de amanhã. A enfermeira vai manter contato comigo — disse ela.

— Sinto muito, Anne, mas estou ocupado agora, então não consigo ir para lá. —

— Eu sei... Concentre-se no que você precisa fazer. Eu posso lidar com isso. — Anne fez uma pausa antes de perguntar: — Pai, você está mesmo bem? —

— Sim, não se preocupe querida. — Nigel não queria contar à filha a verdade, Dorothy o havia obrigado a não se envolver.

Anne não tentou descobrir mais, porque sabia que o pai estava em uma posição difícil e, enquanto permanecesse casado com Dorothy, ainda deveria tratá-la como família. Dois dias depois, já em Luton, a jovem ligou para Anthony e tinha a intenção de sair com ele:

— Você quer vir jantar comigo? —

— Estou ocupado — Anthony recusou.

— Venha, por favor? Preparei um jantar à luz de velas. Eu cozinhei — disse ela. — Além disso, você não quer passar a noite aqui? —

O empresário se acalmou, quando ouviu a proposta dela. Mas, Anne se sentia um pouco nervosa, teria que ir até Anthony se ele se recusasse a vir e ela não queria correr o risco de encontrar Bianca.

— Tome um banho. — Anthony se limitou a dizer.

O rosto de Anne corou e seu coração disparou.

—Tudo bem. Então, vou esperar por você, tá? —

Sem dizer mais nada, o magnata encerrou a ligação. Assim que o fez, Anne verificou a hora e foi cozinhar. Ela estava determinada a satisfazer Anthony e, como havia crescido sob o mesmo teto que ele, sabia do que gostava. Pediu um filé mignon e o grelhava, servindo com macarrão e salada de ovos como acompanhamento.

Assim que terminou, colocou a comida na mesa e foi tomar banho. A água corrente descia pelas curvas de seu corpo da cabeça aos pés, fazendo a pela suave e imaculada brilhar. Ela relaxava, despreocupada, apreciando a água quente cair no couro cabeludo e percorrer os caminhos do corpo quando a porta do banheiro foi aberta sem que percebesse. Para sua perplexidade, ouviu a porta de correr do box sendo aberta por alguém.

Assustada, ela se virou e seu estômago caiu ao ver o homem que invadiu. Era Anthony, o magnata que não tinha o mínimo de decência quanto à sua privacidade. Respirou fundo e disse:

— Estou quase terminando aqui. Mas, o jantar está pronto. —

Anthony tirou o paletó e o jogou de lado, casualmente. Então, começou a desabotoar a camisa com uma mão e olhou fixamente para o corpo de Anne, sem se preocupar com o que a jovem pensava daquilo.

— Não há pressa. — Ele disse.

Sabendo que não poderia escapar, ela permaneceu em silêncio e caminhou até ele, envolvendo delicadamente os braços no seu ombro e o olhando nos olhos.

— Vim te ajudar... — Anthony disse próximo ao rosto dela.

— Tão ansioso, hum? — provocou Anne, sorrindo enquanto observava Anthony adentrar no boxe. O corpo dele era sarado, mas magro, com cicatrizes que ela não sabia de onde vinham.

— Não sei do que você gosta, então só posso testar as coisas — disse ela, tentando manter um tom descontraído. Sabia que Anthony não gostaria que alguém afirmasse conhecer seus gostos tão bem.

Assim que disse isso, o homem suspirou e a prendeu contra a parede, seu olhar escuro revelando uma mistura de desejo e impaciência. A jovem tinha um sorriso lascivo nos lábios, como se também o desejasse, e estivesse provocando-o, gostando de fazê-lo ficar com raiva.

Depois de alguns minutos, após transar e sair do banheiro, se sentaram à mesa para desfrutar do jantar à luz de velas. Estavam um em frente ao outro, e ela sorria para ele. O aroma suculento do bife grelhado preenchia o ambiente, acompanhado por uma garrafa de vinho tinto.

Enquanto saboreava a comida, Anne notou que o vinho não era o mesmo que havia selecionado e, curiosa, perguntou:

— Você trouxe isso? —

— Você preferia aquele vinho vagabundo? — Anthony respondeu, com uma pitada de sarcasmo em sua voz.

Anne ficou em silêncio, sentindo-se um pouco desconfortável com a pergunta. Na verdade, o vinho que comprara não poderia se comparar ao que Anthony estava acostumado a beber.

— Esse vinho é uma raridade, certo? — ela arriscou perguntar, buscando romper o clima de tensão.

O empresário lançou lhe um olhar enigmático, deixando-a ciente de que subestimara consideravelmente o vinho. Para evitar mais constrangimento, Anne decidiu ficar em silêncio e continuar com a refeição.

Com elegância, o magnata pegou o saca-rolhas na mesa e abriu a garrafa, servindo uma taça para Anne, como se fosse um garçom de um restaurante cinco estrelas. Um gesto que a agradou e a surpreendeu ao mesmo tempo. Não esperava tanta gentileza da parte dele.

Os dois continuaram a comer e beber. Satisfeita, a jovem percebia que Anthony não parecia descontente com o bife que havia preparado. Afinal, ela já havia cozinhado para ele algumas vezes e parecia ter acertado o ponto da carne. Ao longo dos anos no exterior, se tornara uma especialista em cozinhar bife, dominando técnicas e temperos que agradavam a diversos paladares.

Apesar da atmosfera agradável, Anne sabia que o convite para jantar tinha um propósito além do simples compartilhar de uma refeição. Ela desejava aproveitar o momento certo para mencionar seu pedido a Anthony, mas temia ser rejeitada se não escolhesse o momento adequado. Sua mente estava em conflito, enquanto tentava encontrar a melhor oportunidade para expor seus desejos e anseios.

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