O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 497

— Sem chance! — Charlie queria mais. — Amarrem-no! — Ele gritou para os irmãos, empolgado.

Então, Chloe foi procurar a corda às pressas. Ela voltou com um rolo de barbante e começou a enrolar o fio em torno de Tommy. Enquanto isso, vendo como as crianças estavam se divertindo, Anne não tentou ajudá-lo e apenas sorriu e balançou a cabeça, verificando a localização de Anthony pelo aplicativo do celular. Depois foi para a cozinha ajudar a babá a terminar a janta.

Quando a comida estava quase pronta, Anne saiu e disse aos trigêmeos, que ainda cercavam Tommy:

— Vão lavar as mãos para poder comer! Para já! —

— Eba! Vamos, gente! — disse Chloe, soltando o barbante.

— Indo! — Disse Charlie, pulando de cima de Tommy.

— Nham, nham! — Disse Chris, largando a espada de brinquedo.

Os três jogaram os brinquedos como se não fossem nada e ignoraram Tommy, correndo ao banheiro. O homem lentamente removeu o barbante, se levantou e se espreguiçou. Estava todo suado e amassado.

Anne olhou para ele e perguntou:

— Você não vai voltar? —

— Por que eu deveria? — Tommy parecia confuso. — A gente falou de se encontrar da última vez que vim aqui. Onde você estava? —

Anne fez uma careta.

— Eu acho que você sabe — disse, evasiva.

Tommy deu de ombros.

Após os trigêmeos lavarem as mãos, o jantar foi servido e o primo de Anthony foi se sentar sem hesitar. Anne nunca tinha visto alguém tão sem vergonha na cara e sem educação, mas como ele a ajudara antes, não viu problemas em deixá-lo ficar para o jantar.

Assim que acabaram de comer, o empresário fez um gesto na direção da porta, indicando que ia embora. Então, perguntou:

— Pode me acompanhar? —

Anne acenou com a cabeça, enquanto passava o guardanapo na boca. As crianças olharam para ela, como se não tivessem entendido o que acabara de acontecer e buscassem alguma resposta.

— O tio Tommy vai embora agora, pessoal. Deem um abraço nele. —

— Tchau, tio Tommy! — Elas rodearam sua cadeira, o abraçando como podiam.

— Tchau, pessoal! Fiquem bem, hein? Sem dar muito trabalho para a mãe de vocês. — Ele disse enquanto bagunçava o cabelo de cada uma.

Então, Anne se levantou para acompanhá-lo até a saída. No instante que chegaram na escada, ela perguntou:

— Posso ir agora? —

— Venha até embaixo comigo — disse Tommy.

— Você não conhece o caminho? — Indagou Anne, frustrada.

— Não — respondeu ele de forma direta.

A jovem sentiu uma vontade avassaladora de chutá-lo, mas liderou o caminho rapidamente, impaciente. Quando chegaram ao saguão, ela disse:

—Tchau —

— Espere — pediu Tommy.

— O que foi, agora? — questionou Anne, revirando os olhos, mas parou quando Tommy entregou um disco rígido para ela. — O que é isso? —

— Lilian foi a Santa Nila para investigar o acidente — explicou Tommy.

— Por que você pediu a ela que fizesse isso? — Anne aceitou o disco rígido, surpresa.

— O acidente de carro não pode ser uma coincidência — apontou ele para a cabeça. — Use o seu cérebro. —

Ela não mencionou que também suspeitava da mesma coisa.

— Não sei se isso vai te ajudar. Mas, dê uma olhada pelo menos. — disse Tommy antes de entrar no carro e partir.

Ainda no hall de entrada do prédio, Anne levantou e observou o disco rígido em sua mão, curiosa sobre o seu conteúdo. Será que seria capaz de descobrir quem tinha feito aquilo com sua mãe finalmente? Ansiosa, ela subiu de volta ao quinto andar com presa, pegou seu laptop e conectou o disco rígido para visualizar o vídeo que estava armazenado nele.

Ele mostrava a gravação da câmera do painel do carro de outra pessoa, que estava estacionada de frente para o veículo que atingiu Sarah em cheio. Nele, o motorista aparecia saindo do hotel e entrando no carro antes de seguir em direção a Sarah, que estava prestes a atravessar a rua.

Ela assistia com horror, enquanto o motorista avançava em direção da mãe sem escrúpulos. E, embora não houvesse som no vídeo, ela estremeceu e fechou os olhos quando o acidente apareceu. Sabendo que precisava se concentrar, ela se forçou a abri-los novamente e testemunhou o momento em que Sarah foi atingida, caindo no chão coberta de sangue.

Em seguida, o motorista saiu do veículo e fez uma ligação para a polícia. Ficou claro para ela que o homem tinha atingido Sarah de propósito, e não se tratava de um acidente.

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