O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 590

Anne percebeu imediatamente que estava no viva-voz e disse:

— Pai, estou bem. Kathryn disse que sou capaz de voltar à vida normal. Só preciso evitar exercícios extremos. —

Sarah suspirou:

— Finalmente entendi por que você continuava se recusando a vir morar comigo. Então foi por causa dos filhos o tempo todo. Eles não estão mais lá. Por que você tem que ser tão teimosa? —

— Mãe, vou me mudar assim que resolver tudo. —

— Como? — Sarah perguntou.

— Ainda não pensei em nada, ainda estou em choque... —

Tanto Sarah quanto Nigel ficaram preocupados quando ouviram a exaustão na voz de Anne, que falava de forma arrastada e triste.

— Anne, não fique nesse lugar. Vá para o apartamento que comprei para você — disse Nigel. — Eu já te disse no hospital que o apartamento está pronto, você pode se mudar quando quiser. —

— Vou me mudar, mas não agora. No momento, vou ficar aqui. Ah, e nem pensem em contratar uma pessoa para cozinhar para mim. Posso cuidar de mim mesma, não se preocupem comigo. Isso é tudo. Agora, eu vou voltar a dormir. — Antes que pudessem responder, ela desligou.

Sarah olhou para o telefone depois que Anne desligou e suspirou:

— Olha isso. O que devemos fazer? Não quero que ela fique lá sozinha porque com certeza aquele canalha vai se aproveitar dela! Nigel, percebi antes que Anthony não respeita nem você nem ninguém. —

— Anthony sempre foi assim. Ninguém pode mudar a decisão que ele tomou. — Disse Nigel com resignação.

— Por que ele concordou que eu voltasse para Luton, então? Ele ficaria feliz em saber que eu morri em outro lugar, então por que ele decidiu se comprometer? — Sarah perguntou confusa.

Nigel sabia o porquê, mas também sabia que não devia dizer a verdade.

— Talvez Anne tenha dito alguma coisa para ele. Afinal, ela sofreu um acidente quando estava no helicóptero dele. —

Essa também foi a única possibilidade em que Sarah conseguiu pensar, então não questionou mais e deixou Nigel a levar para casa. Depois de desligar, Anne não conseguiu voltar a dormir, porque simplesmente não conseguia continuar a conversa quando sua cabeça estava cheia de pensamentos sobre os filhos e sobre como poderia convencer Anthony a deixá-la ver as três crianças.

A moça olhou para o teto atordoada, até que alguém bateu na porta. Ela parou por um momento, antes de se levantar, perguntando-se se era Anthony que estaria ali. Anne havia perdido o telefone quando caiu no oceano, então também perdeu o recurso que tinha para localizar o magnata. Quando ela foi abrir a porta, não conseguiu esconder sua decepção.

— Por que parece tão desapontada em me ver? — Tommy perguntou.

Ela se virou para voltar para o apartamento, mas ele a segurou pelo pulso.

— O que você está fazendo? —

— Venha jantar comigo. — Ele a arrastou para fora.

— Eu não quero! Vá procurar outra pessoa, Tommy! —

Anne recusou, mas o homem insistiu tanto que, resignada, a moça o acompanhou até o carro. Ele se sentou no banco do motorista e olhou para os olhos cheios de raiva dela.

— Você fica bonita até quando está frustrada, seus olhos ficam brilhando. —

Anne se recostou no banco e se recusou a olhar para ele.

— Não tenho tempo para você e não quero comida. —

— Veja-me comer, então. — Tommy não se importou com a atitude dela.

Assim que saíram do lugar, o telefone de Anne tocou, mas ela esqueceu o aparelho na mesinha de canto, ao lado da cama. Uma mensagem foi recebida, mas não foi atendida. Enquanto isso, a moça pensou que estava sendo levada a um determinado restaurante, mas ficou surpresa quando chegaram ao apartamento do homem. Ela sentiu o cheiro de refeições recém-preparadas assim que entrou, mas não viu ninguém por perto, apesar da mesa cheia de pratos.

— Mandei os criados irem embora depois que terminaram de cozinhar. —

— Essa não é a porção para uma pessoa. — A moça apontou.

— Eu como assim o tempo todo. — Ele caminhou em direção a ela e ergueu seu queixo. — Não que eu aguente comer tudo, mas gosto de ter opções. —

Ele se sentou e Anne o acompanhou, hesitantemente, à sua frente. Ela não queria comer, mas sentiu-se estranha ao simplesmente ver o anfitrião jantar sozinho. Decidindo que seguiria o fluxo, ela pegou um garfo e começou a comer em silêncio. Tommy serviu uma taça de vinho e disse:

— Tome um pouco. Vai ajudá-la a relaxar. —

Ela olhou para o vinho, antes de desviar o olhar e perguntar:

— O que você quer? —

— Fui à Mansão Real há dois dias. — Ele começou.

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