O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 597

Anthony estreitou os olhos perigosamente diante do peso das palavras da mãe dos trigêmeos. Por mais corajosa que Anne tenha sido quando fez a ameaça, ficou igualmente aterrorizada, logo em seguida. A mulher poderia fazer qualquer coisa pelo bem dos filhos e ninguém poderia ignorá-la, nem Bianca, e nem mesmo Anthony poderiam negá-la como mãe. Ninguém poderia intimidar seus filhos. Deixando sua posição clara, a moça voltou para o quarto e desabou ao lado das crianças, antes de segurar seus corpos perto dela, sussurrando:

— Mamãe irá protegê-los de todo mal... —

No meio da noite, Anthony entrou no quarto das crianças e viu Anne dormindo com os trigêmeos, as perninhas esparramadas sobre as pernas dela e as cabeças apoiadas nos braços. A mulher também dormia profundamente, sem perceber que sua blusa havia se levantado para revelar a barriga. O invasivo magnata se aproximou para abaixar as calças dela até ver a pequena marca que restara da cicatriz deixada pela cesariana, mesmo depois da cirurgia corretiva.

Ele nunca imaginou que Anne daria à luz seus filhos. A julgar pela localização da cicatriz, não foi difícil dizer que o médico que realizou o procedimento não era qualificado. Anthony pediu ao guarda-costas para imprimir os resultados da verificação de antecedentes de Anne, que seria mais abrangente do que da última vez, já que agora sabia da verdade. Assim, o homem soube os detalhes sobre a gravidez dela. De fato, como a moça havia explicado antes, ela era alérgica ao líquido amniótico e tinha erupções cutâneas por todo o corpo, inclusive no rosto. Mesmo assim, ela aguentou durante toda a gravidez, antes de prosseguir com a cesariana.

No entanto, isso justificava a simpatia de Anthony? Não. Na perspectiva dele, Anne merecia todo o sofrimento por sua teimosia em insistir em não pedir ajuda à família Marwood. Pensando nisso, a moça passou a noite atordoada, perturbada durante o sono, e estendeu a mão para os filhos, antes de acordar. No entanto, a jovem não os encontrou e percebeu que estava sozinha na cama.

'Espere!', ela pensou, 'É outro quarto! Este não é o quarto das crianças!'

Quando finalmente percebeu que estava no quarto de Anthony, a porta do banheiro se abriu e o homem saiu do chuveiro com nada além de uma toalha na cintura, seus músculos tensos da maneira mais predatória. Seus olhos se desviaram de Anne, quando ela perguntou:

— Por que estou na sua cama? Você me carregou até aqui?! —

Antes que ela pudesse reagir, foi arrastada até a beira da cama pelos tornozelos. Incapaz de lutar, a mulher estremeceu de choque e ficou tensa de dor. Anthony olhou para a moça como uma fera faminta e com uma voz rouca disse:

— Não se mova. —

— Anthony, você está louco?! — Ela corou e ofegou.

— Você encontrou coragem para me chamar de louco, não é? O que aconteceu com a conversa de ser obediente e fazer tudo que eu quisesse? —

— Anthony... — Ela ofegou por ar e fez uma careta.

— Como era que você deveria me chamar quando estivesse implorando por misericórdia? — Ele a agarrou pelo queixo e perguntou.

— Mestre... — Ela pronunciou, e seus lábios foram devorados.

Quando os trigêmeos acordaram e não encontraram a mãe, correram até a porta de Anthony, chutando e batendo nela.

— Papai, mamãe se foi! —

— Mamãe já tinha ido embora quando acordamos! —

— Papai, abra a porta! —

Anne os ouviu alto e claro, mas não se atreveu a emitir nenhum som.

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