O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 609

Anne sentiu alguém andando atrás dela e se virou para olhar, apenas para descobrir que era Tommy. Em um instante, seu rosto ficou frio.

— O que há com essa expressão? A culpa é minha? — Tommy também não parecia muito bem.

— Você pode ficar longe de mim? — Anne não queria investigar se a história estava relacionada a ele. Sua mente estava uma bagunça.

Tommy ficou bravo quando ouviu o tom dela e deu um passo à frente, então a segurou pela cintura e a empurrou contra a parede.

— O-o que você está fazendo? E se alguém nos vir? — Então, Anne começou a empurrá-lo, mas sem sucesso, então ela gritou com raiva: — Me solta! —

— Por que você tem tanto medo de Anthony? Por que se preocupa tanto? —

Anne sentia que Tommy era ridículo, então respirou fundo e perguntou:

— Devo me preocupar com você, então? —

O rapaz ficou chocado, então a moça afastou as mãos dele com desgosto, foi até a mesa e pegou a bolsa.

— Provocar Anthony não vai me trazer nenhum bem, e você sabe que as crianças estão nas mãos dele. —

— Tudo ficará bem, se você desistir dos filhos. —

— O quê, Tommy?! — Anne achou que ele estava indo longe demais. Como ele poderia dizer uma coisa daquelas?

— Você pode se casar novamente. —

Anne odiou o que Tommy e quis enforcá-lo. Casar-se poderia sim, ser um caminho para se livrar de Anthony, mas esquecer de seus filhos era impossível. Se ela pudesse, sumiria da vista do magnata demoníaco, já que ele fazia de sua pobre vida um inferno. Muitas vezes ela pensou nisso, mas era tudo muito difícil, ainda mais com as crianças. Uma mãe não podia apenas fechar os olhos para os filhos e negligenciá-los. Anne não conseguia desviar sua atenção e não queria ter mais filhos, apenas queria dar todo o seu amor aos seus trigêmeos.

Além disso, Anthony permitiria que ela se casasse novamente e tivesse mais filhos, caso pudesse? Mesmo que fosse possível, seria um futuro distante e ninguém sabia quanto tempo ela teria que esperar para chegar a hora. Anne olhou friamente para Tommy e disse:

— Você não entende... — Depois disso, ela se virou e saiu, deixando Tommy com a expressão azeda e chutando o assento ao lado.

Quando a mulher chegou em casa, sentou-se no sofá, em transe. Ela não podia fazer nada e estava absorta, pensando em maneiras de lidar com Anthony. Não só isso, mas o fato de que o magnata iria atrás de uma certidão de casamento com Bianca também deixava sua cabeça uma bagunça. Quanto mais ela pensava sobre isso, mais nervosa ficava, e isso só a deixava desesperada.

Não havia saída? Ela teria que se ajoelhar e implorar a Anthony, mais uma vez? Pensando apenas nisso, Anne não dormiu bem a noite toda. Na manhã do dia seguinte, Sarah ligou, perguntando:

— Então, você pensou bem sobre aquilo? —

— Pensei bem? Mãe, pelo amor de Deus! — Já era uma benção que o homem não a sufocasse naquela hora, como ela se atreveria a pensar em seduzi-lo?! Isso seria cavar sua própria cova!

— Como assim, filha? Você se lembra do que eu disse? —

— Estou no trabalho! — Anne ficou irritada.

— O trabalho é mais importante ou os filhos são mais importantes? —

— Obviamente as crianças... —

— Exatamente! Você deve tomar uma decisão rapidamente, ou então será tarde demais! Você pode imaginar o quão presunçosas Dorothy e Bianca ficarão quando a megera se casar com Anthony? Será mais difícil para Anthony e Bianca se divorciarem, mesmo que algo aconteça com as crianças! Você não viu exemplos de pais ignorando seus filhos depois que eles se casaram com outras pessoas? Se eles tiverem outro filho, então... Ah, não, meus pobres netos! —

Anne se via prestes a surtar. Óbvio que ela sabia de tudo aquilo e que também estava preocupada com a situação, mas o que poderia fazer?

— Vou me lembrar bem disso. De qualquer forma, não posso falar agora. Estou ocupada. — Disse Anne, antes de desligar o telefone apressadamente.

Já passava do horário de trabalho e Xander só ouviu o silêncio do lado de fora de seu escritório quando terminou. Como não havia necessidade de fazer horas extras, todos deviam ter ido embora. Quando o homem saiu do escritório com sua pasta, viu alguém ainda sentado à mesa, então se aproximou.

— Anne? —

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