O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 632

Assim que ele entrou na cozinha, viu que o chocolate quente já estava pronto. Hayden sorriu e disse:

— Está quase na hora das crianças acordarem, então deixei tudo pronto. —

Charlie pegou o copinho e o ergueu, enquanto Anthony pegou os dois copos restantes e voltou para cima. Quando entrou no quarto, Chris também estava acordado e a mamadeira foi entregue a ele. Chloe, que havia encontrado a posição mais confortável nos braços de sua mãe, dormia profundamente.

— Deixa eu! — Charlie, que havia terminado a bebida, pegou o copo e lutou para sair de cima do pai e voltar para a grande cama. Anthony estava curioso para saber o que o filho faria, então observou Charlie colocar suavemente o copo perto do narizinho de Chloe, que reagiu só de sentir o cheiro, ergueu o corpo sem nem abrir os olhos e se recostou na cabeceira, tomando o chocolate quente como se ainda estivesse dormindo. Depois disso, Charlie fez o mesmo com Chris, e quando os três terminaram, o garotinho virou-se para o papai. — Terminamos! —

Com as crianças um pouco mais despertas, Anthony lhes deu banho, os vestiu e saiu com eles do quarto. Quando Anne acordou, viu-se sozinha na grande cama e demorou um pouco para perceber onde estava, bem como com quem dormira na noite anterior. A moça saiu do quarto e desceu a escadaria, mas não viu Anthony ou os três pequenos. Hayden se aproximou dela e disse:

— O senhor Marwood levou as crianças para a montanha. Eles voltarão mais tarde. —

— Ele não foi trabalhar hoje? — Afinal, àquela altura, era uma surpresa para alguém que se importava tanto com sua carreira quanto Anthony faltar ao trabalho.

— Não. O senhor Marwood está muito apaixonado pelas crianças. — Disse Hayden com um sorriso.

Antes, Anne não acreditava muito que Anthony mudaria por causa dos filhos, mas descobriu que a realidade era bem diferente. Isso a fez se sentir à vontade, porque, enquanto Anthony favorecesse as crianças, nada seria problemático. Reflexiva, a moça voltou para o andar de cima, para tomar um banho. Ela ainda usava as mesmas roupas desde o dia anterior e, como não tinha uma muda, precisaria continuar usando.

A mulher se olhou no espelho e pensou se poderia se casar com Anthony. A jovem seria capaz de viver uma vida em que ela e seus filhos nunca se separassem? Parecia até um sonho. Anthony não tratava as crianças como costumava tratá-la, será que ele poderia estender o tratamento que conferia aos filhos a ela? Porém, se houvesse um problema com o casamento deles, ainda assim seria prejudicial para os filhos. Enquanto a moça pensava, saiu do quarto e se dirigiu até as escadas, infelizmente, dando de cara com uma pessoa que subia os degraus: Bianca.

Anne congelou, e um pouco de culpa passou por sua mente, mas logo desapareceu. Afinal, a moça estava quase morando na Mansão Real e estava pronta para romper o noivado da irmã com o magnata. Assim, ignorou a visão odiosa de Bianca, mas foi interrompida pelas mãos estendidas da megera.

— Tem certeza de que não quer me explicar isso? Por que você está aqui? Não há realmente nenhum preço a ser pago por seduzir o marido de outra pessoa? —

— Marido? Você já tem sua certidão de casamento? — Perguntou Anne, desaforada.

— Se não fosse por sua causa, já teríamos obtido nossa certidão há muito tempo. Com certeza vou me vingar disso! — Os olhos de Bianca irradiavam ódio.

— De qualquer forma, isso significa que Anthony ainda não é seu marido. Além disso, mesmo que você tivesse casado, ainda pode se divorciar. — Segura de que aquilo afetaria muito a irmã, Anne olhou para ela com indiferença. Não havia necessidade de defender princípios ao lidar com pessoas como Bianca, e ela não teria que ir tão longe se a irmã não fosse tão cruel. Por Anne, as duas teriam se evitado há muito tempo.

A fúria nos olhos de Bianca desapareceu, de repente. Quase chorando, a pianista agarrou a irmã pelo braço e implorou:

— Anne, você não pode agir assim! Por favor, eu realmente amo Anthony! Minhas palavras foram muito impulsivas ontem à noite e gostaria de me desculpar com você. Afinal, sou sua irmã, não posso te odiar. Mesmo que seja apenas pelo bem do nosso pai, vamos ficar em paz uma com a outra, pode ser? —

Anne tentou puxar o braço para trás, mas Bianca o agarrou com muita força, com as duas mãos. Então franziu a testa em desgosto e disse:

— O que você está fazendo? —

— Anne, me prometa! Não consegui fechar os olhos ontem à noite porque estive pensando em mim, em Anthony e nas crianças. Eu prometo, quando nos casarmos, tratarei as crianças muito bem. Então, por favor não leve a sério tudo o que eu disse ao telefone! Por favor, minha irmã! — Bianca chorou e implorou.

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