O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 633

Anne sentiu dor no braço devido ao aperto de Bianca.

— Me solta... — A moça disse, tentando se desvencilhar.

— Anne! — Bianca berrou, então caiu para trás, prestes a rolar escada abaixo.

Por um segundo, a jovem olhou horrorizada para a irmã e tentou impedir que caísse, mas não conseguiu. De repente, Anthony surgiu do nada e correu em direção à moça que rolou até a base da escada antes de parar. O magnata a abraçou e berrou:

— Bianca?! —

A moça estava sangrando pela cabeça, sem fôlego. Com todas as suas forças, ela apontou o dedo para Anne.

— Ela... me empurrou... — Depois de dizer isso, a pianista desmaiou.

Anthony olhou para Anne, que estava lá em cima. Seus olhos negros de falcão eram penetrantes e frios. Anne se assustou, balançando a cabeça e recuando com o corpo fraco, enquanto murmurava:

— Não... eu não fiz isso... —

Anthony carregou Bianca, que havia perdido completamente a consciência, para o hospital, ignorando a explicação de Anne. A acusada se encostou no balaústre, quase incapaz de encontrar o equilíbrio. Ela não tinha empurrado a irmã. Foi Bianca quem praticamente se lançou para trás. Tudo indicava que aquilo tinha sido uma manobra insana para acusá-la daquele crime. Obviamente, a expressão furiosa no rosto de Anthony indicava que a megera havia conseguido.

As três crianças retornaram após o incidente e não sabiam o que havia acontecido. Assim que voltaram, subiram as escadas e encontraram a mãe sentada no topo no pavimento de cima, catatônica.

— Mamãe? Está acordada? —

Anne voltou a si e se preparou para abraçá-los.

— Onde vocês estavam brincando? — Anne perguntou, acariciando suas bochechas vermelhas.

— Fomos caminhar! Papai nos levou até lá. Depois que descemos da montanha, papai veio na frente e nos deixou com Ivan! — disse Charlie.

— No começo estávamos com o papai, mas fui atrás de uma borboleta que vi no caminho de volta. — Chloe disse fazendo beicinho.

— Onde está papai? — Chris perguntou.

— Ele foi ao escritório… — Anne forçou um sorriso.

Felizmente, as crianças não viram o incidente. Caso contrário, o que pensariam da mãe? Que ela era uma pessoa de coração malicioso? Anne segurou-os nos braços. Ela ainda poderia continuar a ver os filhos, depois daquele dia? Se fosse acusada de tentar matar Bianca, Anthony definitivamente a faria pagar por isso. Talvez... Talvez ela nem pudesse ficar com os filhos. Pensar nisso fez Anne estremecer.

— Mamãe, você está com frio? — Chloe perguntou.

— Não... — O rosto de Anne ficou um pouco pálido. Não estava com frio, mas estava morrendo de medo.

— Mamãe, vou te abraçar para você não sentir mais frio! — Charlie passou os braços em volta do pescoço da mãe, então os irmãos se juntaram a ele.

Anne quase não conseguiu conter as lágrimas. Por mais assustada que estivesse, ainda precisava ver Anthony e explicar o que havia acontecido. Ela não tinha feito nada, então por que deveria arcar com as consequências? A moça entregou as crianças a Hayden e correu para o hospital. Não houve necessidade de perguntar, pois ela sabia qual era o hospital: definitivamente o da doutora Brown.

Anne ligou para a médica e perguntou em que enfermaria eles estavam, então correu. Durante a jornada, seu coração ficou acelerado e seus membros, fracos a ponto de ela sentir dores. Anthony acreditaria nela? No momento da queda, as costas de Bianca estavam voltadas para ele, então era um ponto cego para a cena. Será que Anthony confiaria apenas nos seus próprios olhos?

À distância, Anne viu os guarda-costas parado do lado de fora da porta, então se aproximou deles e disse:

— Quero ver Anthony. Tenho algo para falar a ele... —

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