O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 651

Houve uma batida na porta e Hayden pensou consigo mesmo, 'Quem viria aqui tão tarde?'. Para seu desgosto, quem apareceu foi Bianca. Ao ver que as crianças ainda não dormiam, ela forçou um sorriso gentil no rosto.

— Achei que já tivessem dormido! Chloe, como você está? As manchas no seu rosto melhoraram bastante. Será que pode receber alta amanhã? —

— Sim, ela terá alta amanhã, se tudo correr como planejado. — Hayden disse.

— Isso é ótimo! — Fingiu Bianca, então seus olhos foram subitamente atraídos para o anel na mão da garotinha. O sorriso em seus lábios congelou, e ela olhou para os dedos vazios de Anthony.

O magnata havia dado a aliança à filha, porque a menina pediu para brincar com o ornamento. Como ele poderia não ceder a algo tão simplista? Por coincidência, o anel escorregou da mãozinha da garota e caiu no chão. Para Bianca, aquilo foi como se tivessem lhe dado um tapa no rosto. Ela não poderia descarregar sua raiva ali, então ficou parada. Enquanto isso, Charlie pegou o anel de volta do chão e devolveu para a irmã. Contendo-se, a pianista virou a atenção para o noivo.

— Anthony, vim aqui para te contar uma coisa. Podemos conversar a sós? — A moça tentou atiçar a curiosidade do homem, mas Anthony apenas a encarou, com seus olhos escuros e frios. — Você não vai acreditar! — Ela tentou um pouco mais, e o homem concordou, apenas com um movimento de cabeça.

Do lado de fora do quarto, Bianca procurava o celular na bolsa. A porta estava fechada, bloqueando a visão e os sons lá de dentro.

— Qual é o problema? — A voz de Anthony mantinha a rispidez usual.

— Olha só isso... — Bianca ligou o celular, selecionou a galeria e virou a tela para que o homem visse os registros que haviam lhe enviado. Eram fotos de Anne e Tommy se abraçando, enxugando as lágrimas e segurando as mãos. O magnata olhou fixamente para a tela, seus olhos negros mais taciturnos que o usual, como se quisesse esfaquear aqueles que via no display.

— Esta foto foi tirada esta tarde, por volta das três... — disse Bianca. Ela puxou o telefone de volta para si e perguntou: — Anne... não veio visitar as crianças? Ela não sabia de algo tão sério como a alergia de Chloe? Uma mãe como ela, se soubesse da situação, com certeza teria vindo aqui, certo? —

A megera falou de propósito, afinal, foi a própria Bianca quem contou a Anne. Ela esperava que Anthony ficasse ainda mais irritado com a mãe dos trigêmeos. Se o homem odiasse a filha bastarda de Nigel, a pianista poderia assumir a educação dos filhos dele, enquanto a irmã e rival seria totalmente removida da história. Bianca ficou encantada só de pensar nesse resultado, além do fato de imaginar a dor de sua irmã.

— Pode ir embora, se não tem mais nada para me dizer. — Anthony apenas disse isso, deu as costas a Bianca e voltou para o quarto.

O rosto da mulher não podia deixar mais claro a decepção que ela sentia. Bianca não conseguia acreditar que Anthony estivesse agindo com tanta indiferença. Será que faltou adicionar mais lenha na fogueira supostamente ardente que era o coração do magnata?

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Anne quis ouvir as palavras de Tommy, já que não queria mesmo ser controlada por Anthony o tempo todo. Sabendo que Chloe estava bem, deu-se ao luxo de se sentir aliviada, mas estava com medo do futuro. Bianca sempre estaria lá, então Anne sempre estaria preocupada que sua irmã pudesse machucar seus filhos.

Reflexiva, a moça não conseguiu dormir bem a noite toda, e adormeceu somente depois que o sol estava alto no céu. Às oito, Sarah apareceu na casa de Anne, com uma cópia da chave, e preparou o café da manhã. Quando entrou no quarto da filha, viu que a moça ainda dormia e, compreensiva, a mulher não incomodou a jovem, deixando o café da manhã de lado.

— Mãe? — De repente, Anne reagiu à movimentação do quarto.

— Eu te acordei? Desculpa! — Sarah ficou um pouco surpresa, tinha certeza de que não havia feito barulho algum.

— Não foi isso... — Na verdade, Anne não conseguiu cair em sono profundo. O que a impressionou, contudo, foi o fato de a mãe já estar acordada e em seu apartamento, pois Sarah sempre preferiu dormir até mais tarde. — Por que você está aqui tão cedo? Está tudo bem? —

— Não posso trazer café da manhã para você? Vá lavar bem esse rosto e venha comer, já que acordou! — Disse Sarah, sendo zelosa.

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