O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 656

— Além disso, não acredito que Dorothy e Bianca possam escapar impunes para sempre! — Sarah disse desafiadoramente, mas a filha mal reagiu.

Depois do jantar, Anne voltou para seu quarto. Sarah apareceu algum tempo depois, para ver se a moça precisava de algo, mas já a encontrou dormindo, resultado da exaustão. A mulher se sentia infeliz, sabendo do tanto que a filha estava deprimida. Quando aquele terror terminaria?

Se Anthony insistisse em não deixar Anne ver seus filhos, quanto tempo a jovem poderia aguentar? Sua psique seria drenada e eventualmente destruída, pelos sinais que a moça dava. Tudo o que Sarah poderia fazer, contudo, era se sentir mal pela própria filha. 'Ou talvez...', a mulher pensou, impelida pela vontade de ajudar sua amada Anne. Assim, ela decidiu ir pessoalmente à Mansão Real para fazer uma cena, certa de que isso definitivamente acarretaria algum progresso.

Meia hora depois, lá estava Sarah, pronta para invadir o lugar. Contudo, assim que a mulher parou em frente aos jardins, seu carro foi parado por um segurança. Ela desceu do carro e berrou com indignação:

— Por que você está me parando?! Saia de minha frente! —

— Desculpa, dona, mas a senhora não está autorizada a entrar... —

— Porra nenhuma! Eu sei que você sabe que eu sou avó daquelas crianças! Estou aqui para ver os meus netos! Você vai impedir uma avó de ver uma netinha doente?! — Sarah começou aos berros, mas, aos poucos, o tom foi mudando, até que, ao fim, o discurso se tornou uma súplica: — Por favor, moço! —

O segurança, contudo, nada podia fazer, então continuou parado em frente ao carro, como se fosse um poste. Resignada, Sarah gritou pelo dono da casa:

— Anthony, estou aqui para ver as crianças! Você não pode me impedir de ver os meus netos, nem os privar dos cuidados da mãe! As crianças precisam de Anne, você sabe disso. Se você não me der uma resposta positiva, não irei embora! — Os berros eram estridentes, mas ela estava muito longe do saguão.

As três crianças brincavam no chão enquanto Anthony os observava de lado. Bianca também estava lá, tomando café e observando o comportamento do noivo diante dos filhos de sua irmã. Tudo que a moça pensava era em como seria tudo diferente se fosse ela a mãe dos filhos do magnata, ou, apenas, como seria tudo perfeito se sua irmã não existisse. A felicidade plena estaria na palma de sua mão, ao invés de se parecer, cada vez mais, com uma fantasia inalcançável.

— Senhor Marwood, Sarah está aqui... sozinha. — Hayden anunciou, então fez uma pausa ao ver a expressão do patrão, que parecia prestes a dizer alguma coisa.

— A mamãe está aqui? — Charlie se levantou, mas, além dele, era visível que seus dois irmãos também estavam excepcionalmente entusiasmados.

Anthony olhou para Hayden de forma intimidadora e disse às crianças:

— Não. E agora é hora de as crianças irem para o quarto, para um cochilo. —

Hayden convocou duas empregadas para levar as crianças para cima, porque seria ruim para os três, se Sarah realmente fizesse uma cena. Pioraria toda a situação na mansão, porque as crianças já estavam com saudades da mãe. Hayden sabia que isso tudo era um grande erro do senhor Marwood, mas ele era apenas um empregado, então não tinha voz para mudar aquilo. Bianca, intrometida, disse ao mordomo:

— Vá e ordene aos seguranças que se livrem dela. Não podemos deixar que ela assuste as crianças, não é?! —

O mordomo então foi até o comunicador e alertou aos funcionários que cuidavam do perímetro externo da casa:

— Vocês não podem deixar que ela faça uma cena aqui, isso afetará as crianças e incomodará o senhor Marwood. Por favor, peçam à senhora Sarah que se retire em bons termos... —

Sarah, com seu ouvido aguçado, ficou furiosa ao escutar aquilo através do comunicador do homem que barrava sua entrada.

— Quem disse isso?! Essa é a ordem de Anthony?! Diga a ele para falar comigo pessoalmente! Caso contrário, não irei embora! Não faz sentido não permitir que as crianças vejam a própria mãe. Ele é um monstro abusivo mesmo, não é? Tudo bem, eu desafio qualquer um a encostar um dedo em mim! — Ela berrou a última frase, sacou uma faca da bolsa e a apontou para o guarda.

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