O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 664

Talvez a verdade fosse mais complicada do que poderiam imaginar? Mesmo assim, Nigel saiu da enfermaria e perguntou ao magnata:

— Anthony, quem machucou Bianca? —

— Foi um acidente. — A expressão de Anthony era sombria.

— Poderia ser... relacionado a Anne? — Nigel adivinhou.

— As duas estavam brigando por uma faca e Bianca se feriu. — A expressão de Anthony parecia distante. Ele deu aquela resposta, mas ainda precisava investigar bastante para saber a verdade.

— Onde está Anne? — Nigel, que parecia chocado, perguntou.

— Ela voltou para casa com Sarah. Ela está bem. —

O pai das duas moças franziu a testa. Suas filhas continuavam se destruindo em meio a tantos problemas, um após o outro.

— Qual foi o motivo da briga? — O homem quis saber.

***

Anne estava de volta à mansão da mãe, sentada no sofá, com uma expressão sombria. A primeira coisa que Sarah fez ao chegar em casa foi preparar um suco de maracujá, na esperança de que pudesse acalmar um pouco a filha. Seu medo era que Anne perdesse a calma de vez e não conseguisse agir quando precisasse se defender.

Sem oferecer resistência, a moça tomou dois goles do suco. Seus pensamentos flutuavam, da cena com Bianca para a saudade de seus filhos. Refletia sobre a possibilidade de ser presa e perder para sempre o contato com eles.

— Não sabemos ainda o que vai acontecer, não é? Talvez Anthony deixe passar? Ele parece menos arredio que o usual, eu diria. — Sarah tentou ser positiva.

— Acho que sim... — A voz de Anne estava fraca.

— Sim, vamos pensar que sim! Você vai ficar bem, filha. Quando acordar, Bianca verá que quase se matou à toa. —

Anne pegou uma almofada e enfiou o rosto.

— Sim, seria ótimo se a cena não funcionasse... Ela ficaria puta da vida. — Sua voz saiu abafada, mas sua mãe pôde entender.

— Ela teve força de vontade o suficiente para se esfaquear para manipular Anthony... Assustador! — Sarah sentia arrepios só de lembrar.

— Espero que agora você entenda que não deve irritá-la. —

— Não só não conseguimos ver as crianças, mas ainda aconteceu tudo isso... Meu Deus, se arrependimento matasse... — Sarah suspirou.

Anne não disse nada, porque não fazia sentido dizer nada, de qualquer maneira. Só restava torcer para que sua mãe conseguisse criar o mínimo de consciência e nunca mais fizesse uma besteira como a da noite anterior.

***

Duas horas depois da chegada do casal Faye ao hospital, Bianca acordou.

— Bianca, meu bem! Está sentindo alguma dor? — Dorothy percebeu que a filha despertava, então avançou e perguntou.

— Bianca, como você está se sentindo? — Nigel perguntou.

— Anthony não está por perto? — A moça perguntou quando só viu os pais.

— Ele estava aqui... Foi ele quem nos chamou, afinal. Ele nos esperou aqui e depois saiu. Parecia estar ocupado com alguma coisa, mas tenho certeza de que, se ele soubesse que você está acordada, ficaria feliz! — Assegurou Dorothy.

— Aqui, tome um pouco de água. — Disse Nigel enquanto servia um copo.

— Eu não quero... — Bianca rejeitou a água, então chorou.

— Tudo bem! Calma! Ela deve ter passado por muita coisa, Nigel. Caso contrário, ela não se comportaria assim. — A mulher parou o marido.

Nigel não disse nada, mas sua expressão era sombria.

— Pai, você sabe quem me machucou? Foi Anne! Ela tentou me matar, mais uma vez! Ainda vai defendê-la?! — Finalmente, Bianca acusou.

— O quê?! Isso foi obra de Anne?! — Dorothy não conseguiu conter sua ira ao escutar a acusação, vociferando palavrões sem pensar. A mulher tinha certeza de que a filha tinha sido vítima de algum assaltante. De repente, ela olhou para Nigel e percebeu que o homem não parecia surpreso, apenas tinha uma expressão bastante pesada no rosto. Diante disso, não pôde deixar de perguntar: — Você já sabia?! —

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