O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 671

Nigel observou o Rolls-Royce sair do hospital e se perguntou: 'Será que isso realmente não tem relação com Anthony?'. Se fosse o caso, onde elas poderiam estar? As duas não poderiam apenas estar fora de alcance de repente, poderiam? O homem vinha se sentindo inseguro nos últimos dois dias, como se algo fosse acontecer.

Além disso, ele estava se sentindo culpado por Anne ter sido forçada a se desculpar. Resignado, tentou ligar outra vez, mas o telefone continuava informando que a filha estava fora da área de cobertura. Nigel respirou fundo, mas já se sentia alarmado. Se aquilo não estivesse relacionado a Anthony, elas não teriam se envolvido em nenhum acidente, não é? Nigel não queria pensar isso, mas o fato de as duas estarem sumidas o deixava ainda mais preocupado.

***

Anthony saía do elevador, quando Oliver se aproximou.

— Senhor Marwood. —

— Você descobriu algo? — O magnata foi direto.

— Sim. — Oliver não ousaria aparecer se não tivesse encontrado nada. Ele seguiu Anthony de perto, sua expressão cautelosa. — A senhorita Vallois e sua mãe deixaram o país. —

Os passos de Anthony pararam, então ele se virou e olhou para Oliver.

— Quem permitiu que ela saísse do país? —

Oliver manteve a cabeça baixa.

— Foi um voo, há dois dias, para a Ilha Glasbel, mas não reservaram passagem de volta. —

Anthony emitia uma aura hostil. 'Ela saiu do país?'. Pouco tempo atrás, a moça precisava da permissão dele, mesmo que fosse para sair de Luton, porque ele tinha contato com as companhias de viagem. O magnata logo pensou não deveria ter sido muito indulgente com a mulher. Oliver, então, arriscou:

— Ela poderia ter ido embora por causa da senhorita Faye? —

— Ela não seria corajosa o suficiente para isso! — Anthony era incisivo como uma fera. — Os filhos dela estão aqui, ela não iria a lugar nenhum! —

Nigel, enquanto isso, fazia companhia a Bianca, no hospital. Quando ele se via prestes a sair, seu telefone tocou. O homem deu uma olhada no telefone e foi até outro corredor para atender a chamada. Dorothy, que o observava pela porta, viu que o homem se afastava e resolveu segui-lo. Escondida, ouviu o marido perguntar:

— Você a encontrou? O quê? No exterior? Quando ela vai voltar? — Depois de alguns segundos, Nigel desligou o aparelho e Dorothy voltou às pressas para o quarto. Segundos depois, o homem voltou também, para se despedir direito da filha. — Bianca, vou voltar para o escritório. —

— Quem te ligou, afinal? — Dorothy perguntou, dissimulada.

— Anthony. — Nigel foi direto.

— Qual é o problema? É sobre Bianca? —

— Não. —

— Então é sobre Anne, não é? — Dorothy parecia inconformada.

Nigel não disse nada, apenas saiu. Bianca, então, disse à mãe:

— Você não poderia ter sido menos direta? Por que você tem que provocá-lo? Precisamos dele como aliado, não como apoiador de Anne! —

— Eu perguntei da melhor maneira possível. Se ele ficou afetado, significa que eu acertei. — Dorothy sentou-se ao lado da cama e disse: — Acho que Anne foi para o exterior. —

— Exterior? — Bianca não conseguia entender a tática de Anne.

— Sim! Eu ouvi, quando seu pai estava falando com Anthony. Ele perguntou se eles a haviam encontrado e quando ela voltaria. — Explicou Dorothy. Quando ela juntou as informações, parecia muito provável que Anne tivesse mesmo viajado.

— Se ela tiver ido para o exterior, será que ela quer voltar? — Bianca desejava que Anne pudesse desaparecer para sempre.

— As vadias gostam de jogar esses jogos bobos para chamar a atenção dos homens. — Concluiu Dorothy, cheia de ódio.

Bianca não podia negar que Anne era o tipo de garota que agia fingindo inocência, mas era, na verdade, muito astuta. Talvez a ida da moça para o exterior, no entanto, não fosse algo ruim para seus planos. Se sua irmã pudesse ficar no exterior um pouco mais, seria tempo suficiente para ela se recuperar, receber alta se casar com Anthony no civil. O suficiente para que Anne não pudesse mais estragar seus planos.

***

Assim que Anne chegou à Ilha Glasbel, sentiu-se viva outra vez.

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