O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 711

— Se eu soubesse que isso iria acontecer... eu não teria ido para o exterior. Por que eu tinha que fazer isso? — Anne se via cheia de arrependimento e lágrimas brotaram de seus olhos.

— Quem imaginaria que isso aconteceria? Não é culpa sua. — Sarah sentiu pena da filha e de Nigel. Às vezes, a mulher não sabia de quem deveria sentir mais pena entre os três, já que a sua própria vida também não foi fácil. Ao pensar sobre isso, ela sempre percebia que sua vida era muito conflituosa, apesar dos privilégios. — Depois que seu pai terminou comigo, fiquei com tanta raiva que o amaldiçoava todos os dias. Por que eu tinha que sofrer tanto para dar à luz você, enquanto ele aproveitava a vida sem responsabilidades de pai? Eu estava com dor o tempo todo, e eu queria tanto dar socos em Nigel... Sempre pensava que ele vivia uma vida muito confortável com a filha depois que se casou outra vez. Mas não esperava que não tivesse sido fácil para ele também... — Os olhos de Sarah ficaram marejados e vermelhos, e quanto mais ela falava, mais triste ficava. Em seguida, a mulher acrescentou: — Eu não deveria ter escondido minha gravidez. Me arrependo tanto... —

— Mãe, isso é passado. Não pense mais nisso. Acho que apenas era o nosso destino. — Anne olhou para Nigel, que já havia perdido algum peso e exibia certa palidez, e ficou angustiada.

Algum tempo depois, a jovem se levantou e sentou-se ao lado do pai, massageando suas pernas. Sarah também massageava Nigel de vez em quando, pois Kathryn as aconselhara a fazer isso com certa com frequência para evitar distrofia muscular, já que o homem ficaria deitado por um longo período.

Sarah havia feito isso havia pouco tempo, então não tinha necessidade de fazer de todo não cedo. No entanto, Anne demorou de chegar, então a mulher deixou a filha fazer o que quisesse para se acalmar, sabendo que ela se sentia péssima.

— Mãe, você quer ver as crianças? Vou tentar pedir a Anthony para trazer os três aqui... — Disse Anne.

— Tem certeza? Eu realmente sinto falta deles, mas temo que ele arrume confusão, como antes se você pedir isso tão cedo. — Sarah parecia preocupada.

Anne franziu os lábios.

— Acho que está tudo bem. Direi apenas que é para eles verem o vovô, e talvez o vovô acorde quando ouvir as vozes deles? —

Depois de almoçar com Sarah, Anne saiu do hospital e voltou para a empresa. Assim que a mulher entrou no escritório, Ken bateu na porta e entrou.

Quando terminaram de discutir o acordo de trabalho, Ken perguntou:

— Senhorita Vallois, três candidatos virão para uma entrevista amanhã de manhã. Quer participar? —

— Com certeza! Que horas? —

— Marquei para as dez horas. O que você acha? Se for muito cedo ou muito tarde, mudarei o horário. — Disse Ken.

— Não há necessidade. Dez horas está ótimo. — Anne pretendia recrutar mais um assistente, então queria encontrar uma de quem gostasse. Afinal, teriam que estar em contato o tempo todo. Por um momento, ela pensou em algo e perguntou: — Tenho alguma coisa marcada para a tarde? —

— Sim, você e o gerente de vendas encontrarão o senhor Kennedy às duas. — Informou Ken.

Anne olhou para a hora e pensou que seria tarde demais para encontrar Anthony se ela tivesse que encontrar o senhor Kennedy às duas. Mesmo querendo levar os filhos para ver o avô, a moça não podia se descuidar com um dos clientes mais importantes da empresa. Além disso, ela acabara de se tornar chefe do negócio, por isso deveria mostrar atitude de líder.

Kennedy, no passado, também parecia relutante em trabalhar com Nigel, não por causa de queixas pessoais, mas motivado por interesses. No entanto, era compreensível que um empresário só fosse até as oportunidades que mais lhe parecessem benéficas. Como algo aconteceu com o pai dela, o senhor Kennedy ficaria ainda mais relutante em cooperar. Se Anne não conseguisse persuadir o homem, seria quase uma certeza de que perderia um cliente tão importante.

— Senhorita Vallois, há algo errado? — Ken perguntou quando percebeu que Anne parecia atordoada.

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