O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 716

Anne virou o rosto. Os lábios finos de Anthony pressionaram suas orelhas, fazendo a moça se arrepiar. Ela sabia o que Anthony queria dizer sobre ter habilidades, mas não era algo que a agradasse. No entanto, havia uma tendência irresistível naquele toque. Os lábios do magnata permaneceram em suas orelhas, e o homem não parecia arredio por Anne ter desviado o rosto. Afinal, a mulher permanecia sob seu controle e ele poderia conseguir o que queria com apenas um estalar de dedos. Além disso, por algum motivo, naquele dia, ela parecia interessada.

— Há quanto tempo eu não tenho você? — Anthony sentiu o cheiro doce de sua fragrância corporal e se lembrou de como a moça era um deleite celestial.

Anne percebeu a mudança de humor de Anthony e resistiu um pouco.

— Não vamos buscar as crianças daqui a pouco? —

Ela se sentia tentada, mas também não queria fazer esse tipo de coisa com Anthony enquanto estivessem naqueles termos. O homem a tratava mal e, cada vez que qualquer avanço acontecia, ficava ainda mais evidente o que ela, na perspectiva do magnata: uma amante barata.

— Durma na Mansão Real hoje. — A respiração de Anthony era quente.

Sentindo o hálito do homem aquecer sua pele delicada, Anne cerrou os dentes, tentando não se entregar. Aquilo também não tinha um tom de pedido, mas uma ordem. A moça não recusou, porque sabia que era inútil, e Anthony tinha muitos meios para lidar com ela. No entanto, ficar na Mansão Real, perto das crianças seria de grande conforto para sua saudade.

Na mansão, Anthony foi para seu escritório, e Anne sabia que isso significava que permitiria que ela levasse as crianças ao hospital. Assim, a moça entrou no carro com os trigêmeos nos braços, Ivan ficou de motorista.

— Mamãe, para onde estamos indo? Por que papai não está vindo também? — Chloe perguntou.

Anne acariciou as bochechas rechonchudas de Chloe e disse:

— Vamos visitar o vovô. —

— Que legal! — Chloe inclinou a cabeça, parecendo inocente e fofa. — A última vez que vi o vovô foi quando ele foi visitar a gente! —

— Mas já faz muito tempo que o vovô nos visitou! — Charlie berrou.

— Quando ele chegou, Charlie e Chris ainda estavam dormindo! Eu estava acordada! O vovô me abraçou e me colocou para dormir! — Chloe se lembrava bem.

Anne sabia que Nigel ia bastante até a Mansão Real para ver as crianças, motivo pelo qual já era mais familiarizado com os netos do que Sarah. Eles, de certo, ficariam tristes se quando vissem inconsciente na cama.

— Aconteceu uma coisa com o vovô e ele está no hospital, então vou levar vocês para fazer uma visita... — Anne olhou para os três rostos inocentes.

— O vovô está doente? — Charlie perguntou.

— É muito sério? — Chloe perguntou.

— Mamãe, não se preocupe. O vovô vai melhorar! — Chris confortou Anne.

Anne assentiu, com confiança.

— Sim! Eu sei que ele vai melhorar, contanto que vocês fiquem ao lado dele e conversem bastante! Vamos ver se ele pode acordar quando ouvir suas vozes. —

No hospital, Anne entrou no quarto com as crianças.

— Vovó! —

Quando Sarah viu os trigêmeos, levantou-se, apressada, e foi até eles, abraçando os três com carinho.

— Meus queridos, senti tanta falta de vocês... —

— Também sentimos sua falta, vovó! — Disseram os trigêmeos.

— Vocês são todos tão lindinhos. — Sarah fez cafuné nos trigêmeos, seu coração ficava mais suave ao olhar para eles. — Vocês querem ver o vovô? Ele está dormindo agora. Por que vocês não o acordam? —

Como os três ainda eram pequenos, Sarah e Anne os carregaram para cima da alta maca de hospital, colocando-os sentados ao lado de Nigel. Quando viram o avô, berraram ainda mais.

— Vovô! Estamos aqui para ver você, vovô! — Chloe franziu a testa, tão preocupada que se via prestes a chorar.

— Vovô! Acorde! — Charlie insistiu, confiante.

— Vovô, melhore logo e acorde! — Chris também apelou.

Sarah, então, disse a Nigel:

— É melhor você acordar e dar uma olhada em seus netos. Você não está sentindo falta deles? Abra os olhos e os veja ... —

— Vovô... — Chloe puxou os dedos de Nigel com sua mãozinha, mas os dedos dele não se moveram. Então, a pequena olhou para Sarah, em lágrimas: — Por que o vovô não está acordando? —

— Vovô ouviu você, mas pode demorar alguns dias até que ele acorde. — Explicou Sarah, de forma lúdica, enquanto segurava as lágrimas.

— Vamos visitar o vovô todos os dias, aí ele acorda! — Charlie determinou.

— Bom menino. Se o vovô souber que você é tão carinhoso, ele não vai querer continuar dormindo. — Sarah abraçou Charlie.

Com lágrimas nos olhos, Anne olhou para Nigel e pensou: 'Pai, você consegue ouvir isso? Charlie, Chris e Chloe estão aqui para ver você. Você os ama muito, não é? Acorde para eles... Por favor, acorde... Pai, por favor acorde logo. Eu faria qualquer coisa para você acordar.'.

Depois disso, os trigêmeos fizeram uma refeição com Sarah e Anne, no hospital mesmo. Antes da refeição, contudo, correram até a cama de Nigel e pediram ao homem que se juntasse a eles.

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