O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 717

Anne se aproximou e os carregou.

— Vamos comer. Vovô ainda está dormindo. —

— O vovô não está com fome? — Chloe perguntou.

— Os médicos alimentam o vovô com soro. — Disse Anne, enquanto abria as marmitas sobre a pequena mesa, no canto do quarto.

— Ah, da garrafinha de cabeça pra baixo, não é? — Disse Chris.

— Isso mesmo. — Anne forçou um sorriso. Enquanto os três se endireitavam para comer, a mulher perguntou: — Mãe, ouvi da enfermeira que você ficou aqui ontem à noite? —

Como foi exposta, Sarah apenas respondeu:

— É o mesmo que ficar em casa. —

— Não é. E se você ficar doente? — Anne franziu a testa.

Sarah viu os trigêmeos olhando para ela e concordou.

— Tudo bem. Não vou mais ficar aqui. —

De repente, a porta da enfermaria se abriu e Bianca entrou.

— Isso mesmo! Você não deveria mais ficar aqui. Caso contrário, os fofoqueiros podem pensar que ele é seu marido! —

O rosto de Anne pareceu amargo, porque sua irmã a provocava mesmo com as crianças presentes. Dorothy se juntou à filha. Com uma cara de deboche, ela disse:

— Ah, vocês vão jantar? E os trigêmeos também estão aqui... Anthony permitiu que eles viessem? Ele não devia deixar que pessoas sem escrúpulos corrompessem seus filhos... —

— Anthony deixou eles virem. Se você tiver algum problema com isso, você pode ir até ele e perguntar. — Anne interrompeu.

— Eu não acredito! — Bianca estava furiosa.

— Se você não acredita, pode ligar para ele. — Disse Anne.

Bianca cerrou os dentes. Como ela poderia arrumar coragem para fazer a ligação? Anne seria tão ousada, se não fosse pela permissão de Anthony? Dorothy fez uma cara feia.

— Bom, já que estamos aqui, vocês já podem ir embora! —

— Partiremos depois do jantar, então espere! — Anne respondeu enquanto servia as crianças.

— Quem você pensa que é? — Dorothy ficou furiosa.

— Você pode não atrapalhar nosso jantar? — A voz de bebê de Chloe soou, golpeando a moral de Dorothy. Depois, a pequena acrescentou: — Se a gente não comer direito, papai fica bravo. Você pode não nos incomodar enquanto como? —

Dorothy e Bianca reprimiram a raiva, porque enfrentar os filhos do magnata se provara muito perigoso. Assim, as duas não ousaram dizer mais nada. Eles já irritaram Anthony além da conta nos últimos tempos e só piorariam as coisas se deixassem sua filhinha chateada.

— Bom apetite! — Disse Bianca e saiu da enfermaria.

Por mais irritada que Dorothy estivesse, ela não teve escolha a não ser seguir a filha e partir de cabeça baixa. Vendo que as duas se afastarem com raiva, Sarah recompensou as crianças com a promessa de uma bela sobremesa.

— Quem diabos os pestinhas pensam que são? E as vagabundas usando os três de escudo! Que ódio! — Dorothy ficou furiosa.

— Já chega! As crianças estão aqui. Não podemos arriscar que elas delatem algo na frente de Anthony. — Bianca se sentou no banco.

Dorothy, contudo, não pôde evitar e ficou muito afetada.

— É óbvio que Anthony vai tratar Sarah e Anne de maneira diferente por causa das crianças. Só não entendo uma coisa... Eu imaginava que ele não deixaria Sarah ver as crianças depois daquela cena na mansão! —

— Não acho que seja mesmo um problema. Anne deve ter aproveitado a janela de tempo para visitar o papai e trouxe as crianças para cá, Sarah estaria por perto de qualquer maneira e Anthony sabia disso. — Concluiu Bianca.

— Isso apenas mostra que você pode fazer qualquer coisa com crianças! — Dorothy repetiu o conselho mais uma vez: — Há muito tempo que sei que os filhos são a melhor arma para manter um homem amarrado. Se você ignorar isso, Anne, a vagabunda, vai tirar mais vantagem dessa situação. —

A cabeça de Bianca doeu quando o assunto foi levantado. Ela queria ter filhos de Anthony, mas não havia oportunidade para isso. A moça chegou a pensar se esse seria o único caminho para conseguir o casamento.

A porta do quarto se abriu, e Anne e Sarah saíram com os trigêmeos. Depois, foram embora sem dizer nada a Dorothy e Bianca. A dupla que esperava na porta, observaram os trigêmeos se afastarem e ficaram ainda mais irritadas. Afinal, para onde Anne iria depois daquela visita? Levar os filhos até Anthony?

— Bianca, Anne com certeza está levando as crianças de volta à Mansão Real. Com uma oportunidade tão boa, ela ficará por lá! Não podemos deixar aquela vadia ir e se jogar para cima de Anthony! — Dorothy pensou nessa possibilidade.

Bianca apertou a bolsa com força, então se levantou, apressada, e os seguiu. Ao chegar ao estacionamento, viu Sarah indo embora em seu próprio carro enquanto Anne entrava em outro carro com seus três filhos. À primeira vista, a moça percebeu que era um dos carros da Mansão Real, com uma van os seguindo de perto.

Se Anne não fosse ficar na Mansão Real, por que iria com os filhos? Com guarda-costas, babás e motoristas cuidando das crianças, por que ela precisaria acompanhar os trigêmeos? Sua mãe acertou: a moça iria se encontrar com Anthony!

— Eu tinha razão, não é? — Dorothy se aproximou e perguntou: — Você não achava mesmo que Anne iria apenas deixar as crianças e sair, não é? —

— Desgraça! — Bianca ficou com tanta raiva que jogou a bolsa no chão como se estivesse batendo em Anne. — Anne, eu vou matar você! — A moça não poderia conceber um filho, mesmo que quisesse, e tudo indicava que não conseguiria se casar.

A pior parte era o fato de que Anthony nem a deixava ir à Mansão Real! Por que o magnata tomaria essa decisão? Seria uma forma de abrir caminho para Anne? Pensando na possibilidade, a pianista se assustou. Ela não permitiria isso!

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