O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 726

Também não seria ruim se Bianca tivesse um tio para apoiá-la. Quando as duas já faziam planos, ouviram Anne questioná-lo:

— Como posso saber se você está dizendo a verdade ou não? Não podemos simplesmente acreditar em qualquer pessoa que apareça e diga que é o irmão mais novo do meu pai, podemos? Além disso, mesmo que você seja o irmão mais novo dele, você não o visitou quando ele estava bem, então não há necessidade de você estar aqui agora! Meu pai tem sua própria família e filhas e isso é o suficiente! —

Corentin sorriu e olhou para ela sem dizer uma palavra. Dorothy interveio:

— Anne, suas palavras não fazem sentido algum. Por que alguém viria e simplesmente diria que é da família de Nigel por nada? Se ele é realmente da família, então é absolutamente necessário que venha visitar o irmão! Talvez os assuntos do passado ainda sejam algo que preocupa Nigel. Você não quer ajudá-lo a resolver? —

Anne olhou para Corentin com calma.

— Meu pai é um homem muito responsável e nunca deveu nada a ninguém. Ele é elogiado como um empresário que sempre mantém sua palavra na área de negócios. Estou curiosa para saber o que exatamente meu pai fez para a família Lloyd, de forma tão cruel, expulsá-lo e não dar a mínima para ele por algumas décadas! Como irmão do meu pai, você deve saber disso muito bem, certo? —

— Não tenho muita certeza disso. Afinal, quando isso aconteceu, eu ainda era muito jovem, então não me lembro de nada. Meu pai até deu uma ordem para que ninguém da família nunca mais mencionasse o nome dele... Estou aqui por um desejo pessoal. — Explicou Corentin enquanto olhava para Anne. — Se você quiser saber, pode perguntar à família Lloyd. —

— Nada disso me interessa, não agora. — Anne franziu a testa. — Não acredito que seu pai não tenha ideia de que meu pai já é casado e tem filhos. Por que eu deveria ter tanta pressa em conhecê-lo? Não quero ir atrás de quem não quer saber de nós. —

— Deve ser porque seu avô não queria perder prestígio que ele não foi atrás do filho, certo? Ele só estava protegendo a família, Anne. — Dorothy já assumia as dores do desconhecido, supondo que se tratasse de alguém rico.

Corentin se levantou.

— Vou ficar em Luton esses dias. Este é meu contato. — O homem mostrou um cartão. — Podem me ligar, se quiserem conversar. — Disse ele enquanto colocava o cartão de visita na mesa de canto. Em seguida, o suposto irmão de Nigel foi embora.

Dorothy questionou Anne, afoita:

— Qual é seu problema, Anne? Você não quer que seu pai se dê bem? —

— Quando eu disse isso? — Anne franziu a testa.

— Um membro da família de Nigel veio até aqui, e esse é o tipo de atitude que você tem? Quem você pensa que é? — Dorothy ficou furiosa.

Sarah puxou Anne, ficou na frente dela e retaliou dizendo:

— Sabemos muito bem quem somos. Ao contrário de algumas pessoas que se atiraram num homem ao ver que não é uma pessoa comum. Dorothy, você foi assim durante toda a sua vida. É só ver um homem rico que se atira para cima. —

— Você... do que você está falando?! — Dorothy ficou com tanta raiva do comentário que seu rosto ficou vermelho. Ela sairia no tapa com Sarah ali mesmo.

— Pare de falar merda, Sarah! — Bianca se enfiou na discussão. — Como você pode ter certeza de que papai não estaria disposto a reencontrar sua família? Que direito você tem de tomar essa decisão por ele? Como filha dele, eu não vou concordar com isso! O que eu acho é que se... se papai não conseguisse sobreviver, seria bom ter sua família em seu funeral. Aliás, vocês vão distorcer minha opinião, não é? A intenção de vocês é sempre essa. Vocês sempre estão encobrindo sua própria maldade transferindo a culpa para os outros! Eu… — Do nada, Bianca se sentiu tonta e desmaiou.

Dorothy, mais próxima à filha, segurou seu corpo, antes que a jovem tombasse no chão. Aos berros, perguntou:

— Bianca, o que foi?! Não me assuste assim! —

Anne achou estranho, porque Bianca parecia mais do que enérgica antes, então por que ela desmaiou do nada? A resposta, contudo, estava de pé, na porta do quarto, sem que ninguém, além da pianista, tivesse percebido.

— Qual é o problema? — Anthony franziu a testa.

Dorothy disse, de imediato:

— Bianca ficou nervosa com as atitudes de Anne, é claro! As palavras dessa cobra foram muito duras! Ela nem pensa antes de fazer qualquer coisa! —

Anne encarou Dorothy e perguntou a Bianca:

— Você quer mesmo ingressar na indústria do entretenimento, não é? Quer fazer um filme? Vamos! Finja mais vezes! —

Bianca escondeu o olhar cheio de crueldade.

***

Anne entrou no carro de Sarah. Antes de partirem, Sarah disse:

— Merda! Não peguei o cartão que ele deixou. —

— Qual é a utilidade de levar aquilo? De qualquer maneira, não quero conversar com a tal família Lloyd. — Disse Anne.

— Dorothy e Bianca poderiam ir... — Disse Sarah. — Não seria ruim, se você não fosse? Além disso, você não quer saber qual é a situação entre elas e seu pai? com a família dele? Você também sabe bem que seu pai é uma pessoa muito íntegra e responsável. É impossível ele ter feito algo digno de ser expulso da família! Talvez você possa proteger a honra dele! Com que base eles o expulsaram? Bom, tirando o fato de que era comum para ele beber muito... Chegava a ficar bêbado demais, fedido como um gambá e adormecer na mesa sem conseguir acordar. Dorothy odiava que ele fosse pobre, então ela fugiu. Bom, o que importa é que, no final, ele não é órfão e, na verdade, tem uma família. Vai deixar isso nas mãos delas? —

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