O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 728

— Você não quer saber quem é Corentin? —

— Você o conhece? — Anne ficou atordoada.

— Eu posso investigar. —

Anne entendeu o que Anthony quis dizer: ele não conhecia Corentin. No entanto, com o poder do magnata, não deveria ter problemas para descobrir qualquer coisa sobre o homem. Na verdade, com certeza já tinha investigado tudo, do contrário não teria perguntado. Anne se sentou bem ao lado dele e perguntou:

— O que você descobriu? —

— Eu te conto depois que chegarmos. —

Sentada no carro, ela percebeu que não seguiam em direção à Mansão Real. O veículo parou no estacionamento do velho apartamento e Anne e Anthony desceram do carro. A moça virou a cabeça para trás e ficou reflexiva por algum tempo. Seu pai comprara um apartamento naquele lugar para presenteá-la, mas antes que ela pudesse se mudar para ele, o homem enfrentou um acidente...

— No que você está pensando? — Anthony perguntou, encarando a moça.

Anne não estava com vontade de conversar sobre seus pensamentos com ele.

— Nada... — Assim que a moça se virou, o homem a puxou pelo pulso e ela se esbarrou no abraço dele.

— Eu quero saber. — Anthony foi enérgico.

Anne ficava dividida entre resistir aos avanços daquele homem dominador e ceder. No fim, não tinha muita escolha, a não ser conter seu receio e dizer:

— Encontrei meu pai naquele dia, quando estava saindo daqui, depois de me recuperar da febre. Isso me deixou um pouco distraída. —

Lembrando-se dos eventos que a moça comentava, Anthony pensou na série de coisas que aconteceram, incluindo as mentiras envolvidas. Anne viu que a expressão do magnata mudou, e seu silêncio a incomodou muito. Foi então que a jovem percebeu que o aperto em seu pulso aumentava. Seu braço fino era comprimido e isso começou a deixá-la desconfortável.

— Você está me machucando... — Anne lutou um pouco para se soltar.

Anthony soltou a mão da moça e caminhou em direção ao elevador sem dizer uma palavra. Anne, por outro lado, apenas sentiu que a situação era desconcertante, como seria de esperar de uma pessoa temperamental como aquele homem. Enquanto seguia atrás dele, ocorreu-lhe de repente que a febre não foi a única coisa que aconteceu durante aqueles poucos dias. Anthony, de certo, pensou no fato de que foi enganado.

Como era esse o caso, o magnata não deveria ter levado a moça àquele lugar outra vez. Anne se viu com medo de que Anthony a maltratasse por causa de suas emoções instáveis. Assim, ela entrou no apartamento se sentindo bastante desconfortável. Como foi a última a entrar, fechou a porta e colocou o par de chinelos, o mesmo que usou quando esteve lá da última vez. Foi um pouco inesperado para ela que o par de chinelos confortáveis ainda estivesse por ali.

Anthony serviu-se de um copo d’água e bebeu enquanto se sentava à mesa. Anne se aproximou e se sentou na outra cadeira.

— Sirva-se de qualquer bebida que quiser. — Disse Anthony com frieza.

— Não há necessidade... — Anne não tinha sede. — Estou interessada em saber sobre Corentin. —

Anthony largou o copo, cruzou as longas pernas e a encarou.

— A família Lloyd desempenha um papel fundamental em Athetin. Corentin é o único herdeiro deles... Solteiro, desejado por muitas mulheres. Ele ainda não herdou os negócios da família, mas sem dúvida, agora é ele quem está dando as ordens. —

— E meu pai? Você encontrou alguma coisa sobre isso? — Perguntou Anne.

Anthony pegou seu telefone e clicou em uma foto para ela ver. A moça segurou o aparelho e viu a foto de uma família de três pessoas. O homem e a mulher mais velhos se sentavam em cadeiras. O homem trajava um terno bem bonito e tinha um ar imponente. A mulher se vestia de maneira ainda mais bela e elegante.

Anne percebeu à primeira vista que a pessoa de pé atrás do homem era seu pai, Nigel. O rosto jovem e bonito tinha um sorriso. Porém, a moça também sabia que o sorriso de seu pai, quando vinha do fundo do coração, não era daquele jeito. O sorriso na foto era muito antinatural, parecia muito forçado. Ela olhou mais uma vez para a expressão no rosto da mulher, que parecia estar apática.

Além do ar imponente, o homem ao lado dela não tinha mais nada.

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