O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 749

Anne não seria capaz de ver aquilo de um aquário. Ela ergueu a mão e um peixinho rosa bicou seu dedo, fazendo cócegas. Anthony a observou, com seus olhos mais escuros que o fundo do mar. Anne ainda não se atrevia a soltar as mãos do magnata, nem quando seus pés tocaram o chão. Afinal, estar na água era diferente de estar em terra, e ela sentia que não conseguiria ficar de pé com firmeza se não tivesse um ponto de apoio.

Seu corpo balançava com as correntes da água. Avaliando os arredores, ela viu os trigêmeos não muito longe, agachados para pegar mariscos no cascalho. Charlie segurava um peixe que parecia uma centopeia na mão e Anne ficou tão assustada que apontou o dedo para o filho. O pequenino soltou a criatura depois de brincar um pouco, e o peixe deslizou de volta para sua toca.

Anne não se importou mais com isso, pensando que, se fosse mesmo perigoso, a tutora o impediria. O mergulho, como um todo, se fosse perigoso, não seria permitido por Anthony.

A moça virou a cabeça para olhar para outro lugar no fundo do mar, uma região em que toda a área era puro azul. Pequenas bolhas surgiam nas proximidades, e ela não conseguia ver ao longe. O desconhecido sempre foi assustador, mas uma mão veio da direita e virou seu rosto com delicadeza. Anne logo entendeu que era Anthony que a impedia de olhar para o outro lado, visando conter o seu medo das profundezas.

Assim, a mulher se concentrou nos corais e se aproximou para dar uma olhada melhor. Continuava, é claro, segurando a mão de Anthony. Continuava, é claro, com medo de se afogar. Mesmo que o medo ressurgisse, a cada minuto, de forma cíclica, Anne se permitiu até se abaixar para ver os muitos ouriços-do-mar nas rochas que a cercavam. Seus olhos se arregalaram de repente, e ela puxou Anthony para olhar.

O homem entendeu que a moça queria levar um daqueles para o iate, então fez um sinal para Ivan, que prontamente, surgiu com um pequeno recipiente para a coleta. Com uma longa pinça, o guarda-costas, que cumpria o papel de mergulhador, pegou vários dos ouriços-do-mar, um por um, e os colocou no recipiente.

Anthony imaginava o que a mulher tinha em mente.

Bem quando Anne se via perdida, pensando em como fazer uma refeição deliciosa com os ouriços, uma pequena mão ao lado dela se estendeu e um daqueles peixes que pareciam centopeias se debateu e se contorceu em sua mão. Assim que a mulher viu o bicho, ficou tão assustada que avançou, contra a resistência da água, em direção a Anthony.

Charlie avaliou a reação da mãe com certa confusão no rosto. Na leitura do garoto, o peixe era fofo. O coração de Anne, no entanto, só se acalmou quando ela percebeu que era o menino travesso quem lhe oferecia o animal estranho. A moça também percebeu que acabou se aproximando demais de Anthony, na tentativa de se salvar do ser esquisito.

Embora a água do mar estivesse fria, podia sentir o calor do corpo dele. Os dois se encararam, através dos óculos, e Anne se sentiu estranha. No fim, a moça desviou os olhos, procurando por Charlie.

Por um instante, a jovem se desesperou, porque não conseguiu encontrá-lo. Olhando para cima, contudo, viu que Ivan conduzia o garoto, que nadava com um cardume. As três crianças se deixaram levar pela diversão na água, como era de se esperar, então todos nadaram, através do coral, até o outro lado.

Havia diferentes criaturas marinhas em lugares diferentes, o que tornava ainda mais difícil tirar os olhos de cada uma delas. Anne, pouco a pouco, adaptou-se à temperatura do fundo do mar e viu a gentileza das criaturas subaquáticas, que não representavam mal algum. O comportamento da vida marinha foi parte do que acalmou seu coração temeroso. Sentindo-se mais segura, a moça começou a explorar o mundo subaquático.

Era a primeira vez que ela via o mar com outros olhos, então se comportava como uma criança cheia de curiosidade. A moça viu até polvos, que não eram nada pequenos, e julgou que dariam uma boa refeição! De repente, riu, em seus pensamentos, reconhecendo que continuava pensando só em comida, afinal sua alergia a frutos do mar permitia o consumo de moluscos.

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